O tempo na segunda quinzena de julho

Será que o verão vai finalmente afirmar-se em Portugal? O que nos reserva a atmosfera... trovoadas, aguaceiros e frescura, ou calor e idas frequentes à praia? Contamos-lhe tudo aqui.

Alfredo Graça Alfredo Graça 16 Jul. 2019 - 18:08 UTC
Temperaturas ora sobem ora descem esta semana, avizinhando-se a transição para um padrão de calor mais acentuado na última semana.

Metade do mês de julho já passou e, depois de vários dias frescos e de tempo ameno em relação ao resto da Europa, que viveu episódios de calor verdadeiramente severos, o nosso país também foi alvo de trovoadas, aguaceiros e quedas de granizo localmente intensas nos últimos dias. De resto, a atmosfera tem proporcionado um ambiente ora nublado e relativamente fresco, ora de céu limpo e tempo abafado. A instabilidade do tempo e a variabilidade dinâmica da atmosfera já tinham sido projetadas em antemão na nossa previsão mensal.

Segundo o modelo ECMWF, hipotetiza-se um cenário de calor persistente com temperaturas acima dos valores de referência na quarta semana do mês. As cartas sinóticas demonstram tendência para incremento do calor nos últimos dias de julho. Este cenário não está definitivamente confirmado, mas seria bastante prejudicial se se confirmasse por várias razões, especialmente no que toca aos grupos populacionais com maior vulnerabilidade.

Por enquanto, nesta terceira semana de julho, vive-se uma semana de tempo ameno nos territórios do litoral e de mais calor nas áreas do interior. A nebulosidade vai persistir pelo menos até amanhã, antecipando-se uma quinta e sexta-feira quentes de céu totalmente limpo em praticamente todo o continente.

Assim, a tendência do tempo na segunda quinzena de Julho, será a transição de um padrão atmosférico bastante volátil, em que as temperaturas ora sobem ora descem com a ocasionalidade de temporais associados (trovoada e queda de granizo, além dos aguaceiros) para um padrão de calor mais sólido e vincado em Portugal continental. As nuvens vão persistindo com maior resistência no litoral Oeste e em algumas regiões do interior Centro, deixando espaço para o sol no interior português.

Finalmente, o calor vai chegar

Isto deve-se a dois fatores meteorológicos que exercem enorme influência: ao recorrermos aos mapas do tempo, as tendências manifestadas pela evolução dos padrões atmosféricos são a maior influência das altas pressões (anticiclone dos Açores) bem como a deslocação maciça de massas de ar quente e seco proveniente do Norte de África. Estas ocorrências resultarão na persistência temporal do calor (extensão de dias quentes e soalheiros).

Contudo, tanto na terceira como na quarta semana a reunião de certas condições meteorológicas poderá conduzir ao aparecimento de episódios ocasionais de instabilidade, nomeadamente chuvas torrenciais, trovoadas e quedas de granizo, bombeadas também devido ao próprio calor. O tempo quente e soalheiro refletir-se-á em anomalias positivas térmicas de 1 ºC a 3 ºC, sobretudo na quarta e última semana do mês a partir de 22 de julho.

Ainda é bastante prematuro para podermos associar estas tendências do tempo a uma possível onda de calor de carácter grave e urgente, mas o que é certo é que o verão cedo ou tarde vai finalmente chegar! Tempo de ir para a praia e para a piscina! Será, por isso, uma situação para ir acompanhando conforme as atualizações dos modelos de previsão.

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