O Porto que se prepare: a partir das 18:00 espera-se chuva forte segundo os mapas da Meteored

Está cada vez mais próxima do território de Portugal continental a frente fria que trará precipitação temporariamente forte ao Norte e Centro, especialmente no litoral. O Porto é uma das zonas mais expostas. Saiba o que esperar da evolução da chuva nas últimas horas desta terça-feira (29).
Nesta terça-feira, 29 de setembro, já são bem evidentes os sinais da mudança no estado do tempo em Portugal continental, precursores da iminente entrada de uma frente fria que ‘varrerá’ grande parte da nossa geografia entre hoje (29) e amanhã (30): as temperaturas baixaram, as nuvens ‘povoam’ quase por inteiro o céu e o vento de Sul/Sudoeste é o elemento climático que mais se destaca neste momento ao produzir rajadas relativamente frequentes de moderada a forte intensidade.

Esta mudança da situação meteorológica é sobretudo aplicável quando fazemos uma leitura da alteração verificada no estado do tempo no litoral Norte e Centro, zonas do país a partir das quais, neste artigo de previsão, focaremos sobretudo no distrito do Porto e no município que lhe dá nome.
Saiba o que esperar da evolução da chuva no Porto nas próximas horas
O corpo principal da precipitação gerada pela frente fria irá entrar a partir do meio/fim da tarde desta terça-feira (29) pelo noroeste, através do Minho, alastrando-se gradualmente para sul e leste nas horas seguintes. Por volta das 18 horas de hoje, espera-se que a frente acabe por alcançar o Porto (distrito) e áreas adjacentes, dando início a um período de 6 horas caracterizado pela concentração de volumes relativamente elevados de precipitação acumulada.
Inicialmente, o episódio de chuva ainda será fraco no distrito do Porto, porém, com o correr das horas os mapas revelam a passagem da precipitação a um regime de intensidade moderada. A fase mais agreste está prevista para o início da noite (cerca das 21 horas), altura em que poderá desencadear-se a ocorrência de precipitação forte na cidade do Porto e em várias zonas deste distrito nortenho.

De acordo com o ECMWF, um dos principais modelos de referência utilizados aqui na Meteored Portugal, em torno das 21:00 poderão registar-se acumulados horários entre 10 e 15 mm em alguns pontos do distrito do Porto.
Ainda de acordo com as projeções atualmente disponíveis nos nossos mapas, prevê-se, para as duas horas seguintes - entre as 22:00 e a meia-noite - que a chuva perca intensidade de forma gradual no distrito do Porto, passando de um regime forte a moderado para um regime moderado a fraco.
No total, em apenas 6 horas, entre as 18:00 de terça-feira (29) e a meia-noite de quarta-feira (30), são esperados acumulados de precipitação superiores a 35 mm na cidade do Porto e acima dos 40 mm noutros municípios do distrito do Porto, tais como os da Maia, Ermesinde e Santo Tirso.
Para que tenhamos uma noção mais clara da importância do episódio pluviométrico iminente, só nas últimas 6 horas de terça-feira, 29 de setembro, é possível que se concentre no Porto um valor equivalente à metade da média de precipitação total para um mês de setembro nesta cidade, tendo em conta os valores da normal climatológica 1991-2020.
Nas primeiras horas da madrugada de quarta-feira, 30 de setembro, ainda poderá chuviscar ocasionalmente no Porto, embora com cada vez menos intensidade e frequência.
Outros impactos previstos e medidas preventivas do risco de inundação para o tecido urbano do município do Porto
À medida que a frente fria for percorrendo o nosso território - com o “grosso” da mesma a percorrer o território nacional entre a tarde de terça-feira (29) e o início da tarde de quarta-feira (30) - não se exclui a possibilidade da precipitação ser pontualmente acompanhada de trovoadas isoladas.

Além disto, é importante referir que a precipitação no Porto será acompanhada por rajadas de vento relativamente frequentes e fortes do vento de sul/sudoeste, na ordem dos 50 a 70 km/h.
As áreas historicamente mais vulneráveis de tecidos urbanos em municípios como o do Porto devem ser preparadas para enfrentar a precipitação forte, regendo-se pelas orientações habitualmente definidas pela Proteção Civil em situações como estas: desobstruir escoamentos, proteger acessos, proceder à segurança de bens e à fixação de estruturas.