Na quinta-feira, 16 de abril, os níveis mais elevados de pólen de oliveira serão registados em 5 distritos de Portugal

Com tempo tendencialmente mais seco, quente e estável, o vento de oes-noroeste favorecerá um aumento da dispersão do pólen de oliveira nestes 5 distritos de Portugal continental, onde se preveem concentrações elevadas na próxima quinta-feira, dia 16.

Segundo a Zyrtec, a alergia ao pólen da oliveira deve-se a uma reação exagerada do sistema imunitário ao contacto com uma ou mais das 12 proteínas da oliveira. Os sintomas mais comuns são comichão nos olhos e no nariz, espirros e mucosidade nasal, dermatite atópica e irritação na pele, problemas relacionados com a asma brônquica e, em alguns casos, pode gerar incómodos intestinais.
Segundo a Zyrtec, a alergia ao pólen da oliveira deve-se a uma reação exagerada do sistema imunitário ao contacto com uma ou mais das 12 proteínas da oliveira. Os sintomas mais comuns são comichão nos olhos e no nariz, espirros e mucosidade nasal, dermatite atópica e irritação na pele, problemas relacionados com a asma brônquica e, em alguns casos, pode gerar incómodos intestinais.

De acordo com os mapas da Meteored, estão previstos níveis elevados de pólen de oliveira no Centro e Sul de Portugal continental nos próximos dias, com destaque para a quinta-feira, 16 de abril. Este panorama resultará de uma combinação de fatores meteorológicos e biológicos.

Oliveiras a florescer, vento favorável à dispersão do pólen e outras condições meteorológicas propícias

A gradual subida em latitude da crista subtropical, que combina a influência de um amplo e alongado centro de altas pressões (anticiclone dos Açores) com uma massa de ar quente, em conjugação com o facto de estarmos a entrar na época de floração da oliveira (abril-junho), faz com que as oliveiras libertem grandes quantidades de pólen.

Apesar do vento vir “limpo” desde o oceano, ao entrar em terra atravessará regiões com uma elevada densidade de oliveiras, acumulando pólen ao longo do percurso.

Este pólen é anemófilo (ou seja, é transportado pelo vento), algo para o qual contribuirá o vento de Oes-Noroeste procedente do Atlântico que facilitará a sua dispersão a longas distâncias. Ao soprar do Atlântico para o interior, o vento de oes-noroeste atravessará zonas com grandes olivais (por exemplo Alentejo e Ribatejo), captando pólen já libertado e espalhando-o por outras zonas do Centro e Sul de Portugal continental.

Mapas revelam os distritos com concentrações mais elevadas de pólen de oliveira na quinta-feira, dia 16

À medida que a semana for decorrendo, e em particular no dia em análise (quinta-feira, 16), o tempo apresentar-se-á predominantemente estável e seco em Portugal continental, com céu limpo ou pouco nublado e caracterizado por temperaturas amenas a elevadas.

Segundo os mapas da Meteored, baseados no modelo CAMS (Copernicus Atmosphere Monitoring Service), isto fará com que, de entre todo o Centro e Sul de Portugal continental, os 5 distritos onde se prevê concentrações mais elevadas sejam: Coimbra, Leiria, Santarém, Beja e Faro.
Segundo os mapas da Meteored, baseados no modelo CAMS (Copernicus Atmosphere Monitoring Service), isto fará com que, de entre todo o Centro e Sul de Portugal continental, os 5 distritos onde se prevê concentrações mais elevadas sejam: Coimbra, Leiria, Santarém, Beja e Faro.

Estas condições meteorológicas serão favoráveis à libertação dos pólenes por parte das árvores, como as oliveiras no Centro e Sul, mas também das bétulas no Norte e Centro-norte, onde se preveem níveis elevados de pólen de bétula nos próximos dias.

Por último, e voltando à análise ao pólen de oliveira, a concentração regional destas árvores é bastante densa no Centro e Sul de Portugal continental, sobretudo no Alentejo onde existem olivais intensivos. Deste modo, podem formar-se nuvens de pólen facilmente transportadas pelo vento.

Em suma, é óbvio que o vento de oes-noroeste não traz o pólen do Atlântico, mas age como um catalisador do mesmo. Ao chegar a terra, o vento recolhe o pólen das regiões que contêm oliveiras e espalha-o. O tempo seco e quente promove a sua acumulação, ajudando a manter as concentrações elevadas em várias zonas, dais quais se destacam os distritos de Coimbra, Santarém, Leiria, Beja e Faro, tal como ilustrado acima pelo mapa de previsão da Meteored.

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