Modelo europeu aponta para bloqueio escandinavo a partir de 18 de março: como poderá afetar o tempo em Portugal
A partir de 18 de março, a circulação atmosférica na Europa poderá mudar com a possível formação de um bloqueio escandinavo. Este padrão poderá alterar o trajeto das depressões atlânticas e influenciar o estado do tempo em Portugal.

A circulação atmosférica no Atlântico Norte poderá sofrer alterações na segunda metade de março. As previsões mais recentes do modelo europeu apontam para a possível formação de um bloqueio escandinavo a partir de dia 18, um padrão atmosférico que poderá alterar o percurso habitual das depressões atlânticas e influenciar o estado do tempo em várias regiões da Europa, incluindo a Península Ibérica.
Este tipo de situação ocorre quando uma área de altas pressões se instala ou se reforça sobre o norte da Europa, frequentemente na região da Escandinávia. Ao funcionar como barreira na atmosfera, esta configuração força a corrente de jato — uma corrente de ventos intensos que circula em altitude nas latitudes médias — a deslocar-se para latitudes mais elevadas, alterando a circulação habitual sobre o Atlântico Norte e a Europa.

Os mapas de altitude indicam o desenvolvimento de uma dorsal atmosférica sobre o norte da Europa, enquanto áreas de pressão mais baixa poderão manter-se em latitudes mais a sul. Este contraste favorece uma circulação mais ondulada na atmosfera, típica de situações de bloqueio, em que os sistemas meteorológicos se deslocam mais lentamente.
Como o bloqueio escandinavo altera a circulação atmosférica na Europa
Quando este padrão se estabelece, o percurso das depressões atlânticas pode tornar-se menos direto. Em vez de avançarem rapidamente para a Europa ocidental, algumas perturbações podem deslocar-se mais devagar ou permanecer mais tempo sobre o oceano.

Alguns cenários sugerem a possibilidade de uma depressão posicionada a oeste ou sudoeste da Península Ibérica. Caso o bloqueio escandinavo se consolide, essa perturbação poderá ter dificuldade em avançar para leste, permanecendo mais tempo no Atlântico.
Que efeitos poderá ter este padrão atmosférico no tempo em Portugal
Para Portugal continental, este padrão poderá traduzir-se numa circulação atmosférica mais fraca durante a segunda metade da próxima semana. As previsões indicam que grande parte da atividade associada às depressões poderá permanecer sobretudo sobre o Atlântico.
Assim, o cenário mais provável aponta para tempo relativamente estável em muitas regiões, com períodos de céu parcialmente nublado e possibilidade de aguaceiros fracos ou dispersos, sobretudo se pequenas perturbações conseguirem aproximar-se da Península.

Em termos de temperatura, os mapas indicam a presença de uma massa de ar relativamente amena sobre a região. Assim, não se antecipam entradas de ar frio significativas e os valores deverão manter-se próximos ou ligeiramente acima da média para esta época do ano.
Por se tratar de uma previsão a médio prazo, recomenda-se acompanhar as próximas atualizações dos modelos, uma vez que a evolução deste possível bloqueio atmosférico ainda poderá sofrer algumas alterações.