Entre segunda e terça-feira chegará uma frente atlântica com chuva acompanhada de trovoada; zonas mais afetadas
A próxima mudança de tempo virá de uma frente fria associada a um vale depressionário. Haverá chuva generalizada, por vezes localmente forte e acompanhada de trovoada, estimando-se acumulações superiores a 30 mm em 24 horas nalgumas zonas de Portugal continental.

A próxima mudança de tempo já está à vista, mas antes disso, em pleno período pascal, ainda iremos poder desfrutar de dias de sol e calor em Portugal. Durante o fim de semana, a influência do anticiclone e de uma massa de ar tropical continental resultarão em temperaturas diurnas bastante amenas e com valores claramente acima da média para a época do ano, estando previstas máximas até 30 ºC nalgumas zonas do Vale do Tejo e Vale do Douro.
A partir de segunda-feira (6), um vale depressionário (também conhecido como cavado) vindo do Atlântico começará a aproximar-se. Posteriormente, isolar-se-á e formará uma pequena gota fria (ou depressão isolada em altitude) sobre a Península Ibérica. A trajetória posterior desta baixa pressão errática está sujeita a grande incerteza. Prevê-se que esta configuração atmosférica resulte na ocorrência de períodos de chuva ou aguaceiros, acompanhados de trovoada, intensificação do vento, descida das temperaturas e possibilidade de queda de neve.
Chuva e trovoada regressam a Portugal continental entre segunda e terça-feira
Espera-se que segunda-feira (6) seja um dia de céu geralmente muito nublado graças a um crescimento gradual das nuvens que se tornarão cada vez mais compactas em Portugal continental. Ainda antes do vale depressionário e respetiva frente fria influenciarem o tempo no nosso país, prevê-se a possibilidade de uma pequena baixa pressão situada no noroeste de Marrocos produzir aguaceiros dispersos pelo Algarve e Baixo Alentejo na tarde de segunda-feira (6).

Mais a norte, no Alto Minho, também no período da tarde do dia 6 de abril, os mapas revelam a possibilidade de ocorrência de trovoadas, provavelmente integradas na precipitação associada à fase pré-frontal da frente e estimuladas, em certa medida, pelo aquecimento diurno. Espera-se que a atividade elétrica cesse por volta do fim da tarde.
Já no período noturno, por volta das 22:00 de segunda-feira (6), as primeiras faixas de precipitação mais organizadas e geradas pela frente fria começariam finalmente a atingir mais zonas do litoral Norte e Centro, espalhando-se para sul e para leste nas horas seguintes. Até às 07:00 da manhã de terça-feira (7) espera-se que a chuva já tenha alcançado grande parte das zonas da Regiões Norte, Centro e Área Metropolitana de Lisboa.
A chuva será mais generalizada na terça-feira e as trovoadas poderão repetir-se
Entre o meio da manhã e o meio da tarde de terça-feira (7) prevê-se o pico do episódio de precipitação no que toca a probabilidade, intensidade e frequência, inclusive em termos de área geográfica abrangida. A frente fria, robusta e muito ativa, entrará por Portugal continental adentro nesse período, percorrendo a geografia do litoral para o interior e deixando chuva em todo o território, embora com uma distribuição muito desigual.
De acordo com os mapas de referência da Meteored, prevê-se entre 20 e 45 mm de chuva acumulada em grande parte dos distritos a oeste da Barreira de Condensação (Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro) e também em várias zonas da Região Centro (Coimbra, Viseu e Guarda) até ao final de terça-feira (7).
No Nordeste Transmontano, Douro e Beira Alta, bem como nas regiões situadas a sul do rio Mondego a precipitação acumulada poderá oscilar geralmente entre 5 e 15 mm, sendo mais escassa no Algarve, onde poderá variar entre 1 e 5 mm no Barlavento e entre 5 e 10 mm no Sotavento.

Na tarde de terça-feira (7) as trovoadas poderão voltar a surgir, com os mapas a estimarem uma maior probabilidade para o interior alentejano (metades orientais dos distritos de Portalegre, Évora e Beja). Além da atividade elétrica, estima-se uma descida acentuada das temperaturas na terça-feira (7) uma vez que a evolução da circulação atmosférica favorecerá a entrada de ar mais frio em altitude.
A combinação do ar frio com a precipitação poderá gerar queda de neve nos pontos mais elevados da Serra da Estrela a partir da tarde, descendo a cota para os 1000/1200 metros ao fim do dia, podendo inclusive cair noutros pontos montanhosos a norte. O vento soprará fraco a moderado do quadrante Sul, podendo por vezes ser forte e produzir rajadas até 70 km/h, tanto nas terras altas, como em alguns locais da faixa costeira.
Quarta-feira, 8 de abril, com possibilidade de continuidade do cenário meteorológico instável
Para quarta-feira (8) vislumbra-se a possível continuidade deste cenário instável, com mais períodos de precipitação (chuva, neve a acumular e a poder alastrar-se a mais zonas montanhosas do Norte e Centro) e uma nova descida das temperaturas que reforçará o arrefecimento do tempo por mais uma jornada.
Tratando-se de um cenário de médio prazo, ainda envolto em alguma incerteza, especialmente para quarta-feira (8), recomenda-se acompanhar as atualizações das previsões da Meteored Portugal nos próximos dias.
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