Depressão fria em Portugal: até quarta-feira, 8 de abril, prevê-se queda acentuada da temperatura, chuva e trovoada

Uma depressão fria que se posicionará a oeste de Portugal continental no início desta semana trará uma mudança abrupta de tempo, com uma frente estacionária que deixará aguaceiros e trovoadas em várias regiões.

Nas próximas horas a ondulação do jato polar será favorável ao desprendimento de uma depressão fria que se posicionará a oeste de Portugal continental. A partir do início da tarde desta segunda-feira, 6 de abril, prevê-se a ocorrência de precipitação devido à chegada de uma frente atlântica associada à depressão: começará por chover no litoral da região Sul, com a precipitação a estender-se progressivamente para norte e para o interior. Será acompanhada de lama e quiçá de trovoadas ocasionais.

No seu deslocamento para sul ao longo da presente semana, a depressão permanecerá relativamente estacionária entre Portugal continental e o arquipélago da Madeira, com o seu centro a deslocar-se de forma paralela à faixa costeira ocidental do Continente.

As cartas sinópticas sugerem que o sistema depressionário que nos irá afetar é uma depressão fria isolada, muito semelhante às gotas frias. A sua trajetória, tipicamente errática, acresce uma maior incerteza na distribuição e intensidade dos fenómenos previstos, especialmente no que toca à precipitação, seja ela de chuva, neve ou granizo.

Para amanhã - terça-feira, 7 de abril - os mapas de referência da Meteored insistem que a precipitação será mais intensa e frequente, podendo novamente ser acompanhada de lama e trovoada. Não se descarta que, por vezes, assuma a forma de granizo. Preveem-se aguaceiros intermitentes e irregularmente distribuídos de norte a sul do país, estando a fase mais crítica estimada entre o final da manhã e o final da tarde.

A previsão para terça-feira (7) sugere que a precipitação tenderá a registar acumulados mais elevados na Região Centro, com particular destaque para os distritos de Castelo Branco, Viseu e Aveiro. Nalguns locais do Noroeste também se preveem acumulados pluviométricos significativos.

Arrefecimento abrupto do tempo e outros fenómenos meteorológicos

Mas atenção: o elemento climático com maior impacto neste episódio meteorológico instável será a temperatura máxima, que descerá de forma acentuada na terça-feira (7), especialmente nas Regiões Norte e Centro, onde a descida poderá ser de até 10°C. Assim, uma grande parte da geografia do Continente registará temperaturas máximas inferiores a 20 ºC. Quanto às mínimas, deverão baixar ligeiramente, variando geralmente entre os 8 e 12 ºC.

Para o episódio iminente, há que ter em conta alguns fatores que podem ajudar a potenciar a chuva e as trovoadas: recorde-se que ultimamente vivemos dias de muito calor, o que significa energia extra em situações de instabilidade, a que se junta a chegada de ar tropical de sudoeste. Além disto, parte da nossa geografia estará sob o bordo frontal da depressão fria, o setor mais instável da mesma.
Para o episódio iminente, há que ter em conta alguns fatores que podem ajudar a potenciar a chuva e as trovoadas: recorde-se que ultimamente vivemos dias de muito calor, o que significa energia extra em situações de instabilidade, a que se junta a chegada de ar tropical de sudoeste. Além disto, parte da nossa geografia estará sob o bordo frontal da depressão fria, o setor mais instável da mesma.

Na terça (7) prevê-se ainda a possibilidade de queda de neve nos pontos mais elevados da Serra da Estrela, bem como vento Sul fraco a moderado, soprando especialmente forte durante a tarde, com rajadas até 80 km/h nas terras altas do Norte e Centro e no litoral Oeste.

Na quarta-feira (8) espera-se que o centro da depressão se situe a sudoeste de Portugal continental, com as linhas de instabilidade por si produzidas a descarregarem precipitação de forma irregular, embora tendencialmente mais concentrada na Região Norte, no interior Centro e em alguns locais da faixa costeira ocidental a sul do Cabo Carvoeiro. Os mapas sugerem que as 2 regiões mais afetadas de Portugal continental serão, grosso modo, o Norte e o Centro, estando previstos entre 25 e 45 mm de chuva acumulada.

Incerteza na previsão cresce a partir de quinta-feira, dia 9

A partir de quinta-feira (9) a incerteza na previsão aumenta de forma significativa, sobretudo por causa da trajetória errática da depressão, mas os primeiros sinais sugerem uma pausa temporária (e quase generalizada) na instabilidade no dia 9 de abril, com o retorno do tempo instável marcado para sexta-feira (10).

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