Porque algumas estrelas são sempre visíveis no ceu? A rotação da terra pode ser a resposta
Ao longo do ano, o céu noturno transforma-se onde algumas estrelas mantêm-se sempre visíveis, enquanto outras surgem e desaparecem conforme as estações e o movimento da Terra. Venha saber mais aqui!

Quando olhamos para o céu noturno ao longo do ano, percebemos que algumas constelações parecem desaparecer enquanto outras permanecem sempre no mesmo lugar.
Pois é, este fenómeno não é aleatório, é resultante da forma como a Terra se move no espaço e da posição das estrelas em relação ao nosso planeta.
A Terra está em constante movimento, gira sobre o seu eixo diariamente e orbita o Sol ao longo do ano. Estes dois movimentos combinados fazem com que o céu noturno pareça mudar gradualmente.
Tempo sideral
Se olharmos para leste à mesma hora durante duas noites seguidas, veremos que as estrelas parecem estar no mesmo lugar.
Mas não estão, esse movimento torna-se perceptível se continuarmos aobservar à mesma hora por uma semana ou mais.
A Terra gira em torno do seu eixo, que vai do Polo Sul, passa pelo centro da Terra, até o Polo Norte, uma vez por dia.
Os astrónomos medem o dia de duas maneiras diferentes: medem o dia solar, com 24 horas, com base na posição do Sol de meio-dia a meio-dia.
E medem o dia sideral em relação às estrelas distantes, que permanecem fixas no céu. Um dia sideral tem 23 horas e 56 minutos.
As estrelas sazonais porque desaparecem?
Constelações como Orion são exemplos clássicos de estrelas “sazonais”. Durante o inverno, são facilmente visíveis ao início da noite, mas no verão parecem desaparecer.

Isto acontece porque, à medida que a Terra orbita o Sol, o lado do planeta que fica voltado para o espaço durante a noite aponta para diferentes regiões do universo. Assim, ao longo do ano, observamos diferentes partes do céu.
Por exemplo, quando uma constelação está na mesma direção do Sol, torna-se invisível à noite, pois só estaria visível durante o dia, quando o brilho solar impede a sua observação.
Por outro lado, existem estrelas que nunca desaparecem do céu noturno. Estas são chamadas de estrelas circumpolares.
Elas situam-se próximas dos polos celestes, pontos imaginários no céu alinhados com o eixo de rotação da Terra. No hemisfério norte, muitas dessas estrelas parecem girar em torno da Estrela Polar (Polaris), sem nunca se porem abaixo do horizonte.
Devido à rotação da Terra, estas estrelas descrevem círculos no céu, mas permanecem sempre visíveis durante toda a noite e ao longo do ano. Quanto mais próximo estivermos de um dos polos da Terra, maior será o número de estrelas circumpolares observáveis.
A importância da localização do observador
A visibilidade das estrelas depende também do local onde nos encontramos na Terra.
No equador, praticamente todas as estrelas nascem e põem-se, nenhuma é circumpolar. Em latitudes médias (como Portugal), algumas estrelas são circumpolares e outras sazonais.
Nos polos, metade do céu é sempre visível, enquanto a outra metade nunca aparece.
Assim, uma constelação que é permanente num hemisfério pode nem sequer ser visível no outro.
Mudanças a longo prazo
Além dos movimentos diários e anuais, existe ainda um fenómeno mais lento chamado precessão. Trata-se de uma oscilação do eixo da Terra, semelhante ao movimento de um pião.
Este processo ocorre ao longo de milhares de anos e altera lentamente a posição dos polos celestes. Como consequência, a estrela que hoje conhecemos como Estrela Polar deixará de ocupar esse papel no futuro.
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