As chuvas da próxima semana em Portugal continental: possibilidade de uma profunda depressão de 988 hPa a caminho

Depois de várias semanas marcadas por tempo seco, a chuva prepara-se para regressar a Portugal já a partir de dia 6. Poderá persistir durante vários dias consecutivos, reforçando-se também o vento e a agitação marítima.

A chuva prepara-se para assumir o protagonismo em Portugal, depois de várias semanas marcadas por tempo predominantemente seco. Entre os dias 6 e 13 de novembro poderão ocorrer vários períodos de precipitação, com uma profunda depressão atlântica a aproximar-se da Península Ibérica.
A chuva prepara-se para assumir o protagonismo em Portugal, depois de várias semanas marcadas por tempo predominantemente seco. Entre os dias 6 e 13 de novembro poderão ocorrer vários períodos de precipitação, com uma profunda depressão atlântica a aproximar-se da Península Ibérica.

Depois de um setembro e outubro marcados por temperaturas elevadas e escassez de precipitação, o padrão atmosférico prepara-se para mudar de forma significativa em Portugal. A partir de sexta-feira, dia 6, a chuva deverá regressar e poderá acompanhar-nos durante vários dias, com a possibilidade de uma depressão bastante profunda se aproximar da Península Ibérica no início da próxima semana.

A evolução deste sistema merece acompanhamento, uma vez que as últimas atualizações do modelo europeu apontam para vários períodos de precipitação, vento mais intenso e agitação marítima, embora a posição e profundidade exatas da depressão ainda possam sofrer alterações.

Sexta-feira, dia 6, chega a primeira frente fria

O sistema depressionário que começa a organizar-se no Atlântico, nas proximidades dos Açores, deverá condicionar progressivamente o estado do tempo no continente.

Na sexta-feira, dia 6, apesar de o núcleo da depressão permanecer ainda bastante afastado de Portugal continental, uma frente fria associada ao sistema deverá alcançar o território, assinalando o primeiro período de precipitação desta mudança de padrão.

Uma depressão começa a organizar-se no Atlântico, nas proximidades dos Açores. Apesar de o núcleo permanecer distante, uma frente associada ao sistema deverá alcançar Portugal e marcar o regresso da chuva.
Uma depressão começa a organizar-se no Atlântico, nas proximidades dos Açores. Apesar de o núcleo permanecer distante, uma frente associada ao sistema deverá alcançar Portugal e marcar o regresso da chuva.

A chuva será particularmente importante depois de um período prolongado com pouca precipitação. Contudo, caso ocorram episódios de chuva intensa, importa recordar que solos muito secos ou compactados podem apresentar inicialmente uma capacidade de infiltração reduzida, favorecendo o escoamento superficial.

Sábado e domingo a chuva irá continuar

No sábado, dia 7, Portugal deverá permanecer sob influência da circulação depressionária, sendo possíveis aguaceiros ou precipitação pós-frontal. Simultaneamente, o centro de baixas pressões deverá continuar a deslocar-se gradualmente em direção à Península Ibérica.

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No domingo, dia 8, o cenário torna-se ainda mais interessante. As atuais projeções sugerem a aproximação de uma nova frente fria associada à depressão, com precipitação que poderá abranger grande parte do território continental, eventualmente de norte a sul.

A circulação atmosférica deverá também intensificar-se à medida que o sistema se aproxima, pelo que será necessário acompanhar a evolução do vento e do estado do mar.

Segunda-feira, dia 9, a depressão poderá aproximar-se do noroeste de Portugal

É no início da próxima semana que os mapas apresentam um dos cenários mais relevantes. Na segunda-feira, dia 9, o núcleo depressionário poderá encontrar-se já relativamente próximo da costa ocidental da Península Ibérica, possivelmente a noroeste de Portugal.

A depressão poderá aproximar-se significativamente do noroeste da Península Ibérica no início da próxima semana. Com o núcleo mais próximo, aumenta a possibilidade de períodos de chuva mais persistente e intensa, além do reforço do vento.
A depressão poderá aproximar-se significativamente do noroeste da Península Ibérica no início da próxima semana. Com o núcleo mais próximo, aumenta a possibilidade de períodos de chuva mais persistente e intensa, além do reforço do vento.

Alguns cenários do modelo europeu aprofundam consideravelmente esta depressão, colocando a pressão no seu centro perto dos 988 hPa durante a sua evolução. No entanto, este valor não deve ainda ser interpretado como definitivo: pequenas alterações na trajetória e no processo de aprofundamento poderão modificar substancialmente os impactos em Portugal.

Com o núcleo mais próximo, poderão surgir períodos de chuva mais persistente e por vezes intensa, acompanhados por um reforço do vento. No litoral, a ondulação também poderá aumentar de forma significativa.

Até dia 13: vários dias de instabilidade à vista

Entre terça-feira e sexta-feira, dias 10 a 13 de novembro, a tendência mantém esta vasta área depressionária atlântica próxima de Portugal. Isto poderá traduzir-se numa sucessão de frentes, aguaceiros e períodos de chuva, intercalados naturalmente por algumas abertas.

Nas projeções para sexta-feira, dia 13, a configuração atmosférica continua bastante dinâmica, embora o sistema inicialmente responsável pela mudança de tempo possa já encontrar-se numa fase diferente ou mais enfraquecida.

A instabilidade poderá prolongar-se até ao final da próxima semana, mantendo Portugal sob influência de uma circulação depressionária. A esta distância, a posição dos sistemas e a distribuição da precipitação apresentam ainda uma incerteza considerável.
A instabilidade poderá prolongar-se até ao final da próxima semana, mantendo Portugal sob influência de uma circulação depressionária. A esta distância, a posição dos sistemas e a distribuição da precipitação apresentam ainda uma incerteza considerável.

É precisamente nesta parte da previsão que a incerteza aumenta consideravelmente. Ainda é demasiado cedo para indicar acumulados de precipitação ou identificar as regiões onde choverá mais, pois a distribuição da chuva dependerá diretamente da trajetória final da depressão e das frentes associadas.

Ainda assim, o sinal geral é relevante: depois de várias semanas marcadas pela escassez de chuva, Portugal poderá entrar num período bastante mais húmido e instável, com precipitação em vários dias consecutivos entre 6 e 13 de novembro.