A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas

Uma depressão fria vinda de oeste será alimentada por ar polar marítimo proveniente da Islândia a partir de sexta-feira, 8 de maio. Espera-se uma mudança abrupta do tempo em Portugal continental, com chuva mais generalizada, vento forte e trovoadas.
Entre as últimas horas de quinta-feira (7) e as primeiras horas de sexta-feira (8) os mapas de referência da Meteored revelam a aproximação de um centro de baixas pressões, inserido num vale depressionário, e a ser alimentado por ar polar vindo das imediações da Islândia.
Nas 24 a 48 horas seguintes esta depressão ganhará contornos distintos, transformando-se numa depressão fria, isto é, quando o núcleo de ar frio se separar da circulação principal, ficando posicionado a oeste de Portugal continental.

Na sexta-feira (8) o reforço de ar frio em altitude deverá intensificar a depressão a oeste do nosso país. O ar mais frio injetado na circulação depressionária aumentará o contraste térmico e, consequentemente, a instabilidade atmosférica.
Primeiros efeitos da depressão fria notados a partir de sexta-feira, 8 de maio
Na sexta-feira (8) espera-se que a chuva gerada por uma das primeiras frentes comece a ganhar força a partir do final da tarde, atingindo primeiro a faixa costeira ocidental, e depois a alastrar-se durante a noite para grande parte do território de Portugal continental.

Para além das frentes geradas em torno da depressão fria, que tornarão a precipitação mais frequente, organizada e generalizada na nossa geografia entre sexta (8) e domingo (10), haverá propensão para a ocorrência de trovoadas incorporadas, embora muito dispersas.
Chuva com trovoadas intensifica no sábado e precipitação mantém-se pelo menos até domingo
A curto prazo, prevê-se que sábado, 9 de maio, seja o dia mais marcado pela mudança de padrão atmosférico. Espera-se precipitação generalizada durante grande parte do dia, associada à entrada de uma grande quantidade de água precipitável sobre o território.
Além disto, as temperaturas estarão inferiores ao normal para a época do ano (algo que também é visível através das anomalias térmicas negativas), devido á entrada em cena do ar polar marítimo vindo das imediações da Islândia, que provocará um ambiente mais fresco e mais típico de março do que de maio.
O vento do quadrante Sul reforçará a sensação de tempo instável. Estão previstas rajadas fortes de até 60/70 km/h entre as 13:00 e as 19:00 de sábado (9) em qualquer ponto de norte a sul de Portugal continental, podendo nalguns locais atingir valores superiores.

A chuva deverá manter-se em Portugal continental pelo menos até domingo (10), prolongando este episódio de instabilidade por vários dias consecutivos. Tudo indica que se tratará de um episódio bastante chuvoso para a época do ano, com acumulações totais muito significativas em várias regiões, sobretudo na metade ocidental da Região Norte, em quase toda a Região Centro e na Área Metropolitana de Lisboa, com acumulações entre 50 e 75 mm.
Alguns locais poderão aproximar-se ou superar o patamar dos 100 mm de chuva acumulada ao longo de todo este período de precipitação. No resto do território do Continente vislumbram-se registos inferiores, mas bastante significativos tendo em conta a época do ano.
Por último, haverá condições favoráveis à ocorrência de trovoadas dispersas. Os mapas revelam que as descargas elétricas tenderão a surgir nas regiões a norte do rio Tejo, podendo surgir tanto no litoral como no interior.
Tratando-se de uma previsão ainda sujeita a muitos ajustes quanto à distribuição e intensidade da precipitação e de outros elementos climáticos, recomenda-se um acompanhamento diário das notícias de previsão lançadas pela Meteored, com toda a informação meteorológica a ser constantemente atualizada.
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