Como deixar o seu jardim com um aspeto luxuoso: cinco plantas e dicas de design que ajudam a alcançar este objetivo

Menos variedade, mais intenção: como usar cinco plantas acessíveis para criar um jardim ou uma varanda com uma estética refinada e um toque de design.

O segredo está na forma como as espécies são combinadas e no espaço que lhes é dado para se destacarem.
O segredo está na forma como as espécies são combinadas e no espaço que lhes é dado para se destacarem.

Há algo de curioso nos jardins que parecem caros. Nem sempre têm mais plantas. Nem as mais raras. Nem as mais difíceis de cultivar. Nem as mais caras.

Têm algo mais: ordem, repetição e uma ideia clara por trás.

O paisagismo trabalha muito com isso. O olho humano — sem que nos apercebamos — procura padrões. Quando encontra ritmo, blocos de cor e formas repetidas, interpreta isso como desenho. E onde há design… surge aquela sensação de luxo.

Blocos de cor, formas repetidas e bordas bem definidas: a base de um jardim que transmite uma sensação de "premium".
Blocos de cor, formas repetidas e bordas bem definidas: a base de um jardim que transmite uma sensação de "premium".

Não precisa de gastar uma fortuna para conseguir isso no seu jardim. Basta escolher bem. E, acima de tudo, saber combinar: menos espécies, utilizadas de forma mais eficiente.

Seguindo esta lógica, estas cinco plantas têm algo em comum: funcionam bem sozinhas, mas tornam-se ainda mais poderosas quando agrupadas e interagem entre si.

1- Jasmim-da-virgínia (Philadelphus)

A jasmim-da-virgínia é um daqueles arbustos que faz todo o trabalho pesado: volume, flores brancas e uma fragrância que surge de repente e enche o ar.

Possui aquele toque clássico, ligeiramente europeu, que funciona automaticamente como um ponto focal de elegância no jardim. Fica muito bem em grupos, formando massas verdes com pinceladas brancas na primavera.

A jasmim-da-virgínia acrescenta volume, flores brancas e uma fragrância que define o carácter do jardim.
A jasmim-da-virgínia acrescenta volume, flores brancas e uma fragrância que define o carácter do jardim.

Prefere sol ou meia-sombra, solos bem drenados e rega moderada (não gosta de encharcamento, mas também não tolera secas extremas). A melhor altura para a podar é após a floração, principalmente para manter a sua forma e estimular o crescimento de novos ramos.

2- Peónias

Se tivesse de escolher uma flor que gritasse "isto é caro", provavelmente seriam as peónias.

Flores grandes, pesadas, quase teatrais. Não precisam de muito mais à sua volta: são o centro das atenções por si só. Por isso, no paisagismo, são estrategicamente utilizadas: poucas plantas, bem posicionadas.

As peónias funcionam como ponto focal: flores grandes que captam toda a atenção.
As peónias funcionam como ponto focal: flores grandes que captam toda a atenção.

Necessitam de sol ou muita luz, invernos rigorosos, rega regular sem excessos e solo solto. Não gostam de ser transplantadas depois de estabelecidas. A poda é mínima: basta retirar as partes secas.

3- Cosmos (incluindo “Cosmos de Chocolate”)

Eis onde surge a chave para o “verdadeiro luxo”: coisas simples bem utilizadas. O cosmos comum é leve, arejado, quase selvagem. E, precisamente por isso, quando plantado em grandes grupos, cria aquele efeito descontraído, mas intencional, de jardim inglês.

Leve e natural, o cosmos acrescenta movimento e uma sensação relaxante.
Leve e natural, o cosmos acrescenta movimento e uma sensação relaxante.

O famoso Cosmos de chocolate existe, mas é menos comum; o Cosmos clássico cumpre esse papel perfeitamente bem.

Necessita de sol, rega moderada e tolera bem a seca depois de estabelecida. Não requer poda drástica, embora o corte das flores murchas ajude a mantê-la florida

4- Alho-francês (cebolas ornamentais)

Os alhos-franceses são um truque de design: aquelas esferas perfeitas que parecem ter sido colocadas ali de propósito (porque de facto foram).

Funcionam incrivelmente bem quando repetidas em linhas ou grupos. Três, cinco, sete. Sempre um número ímpar. O efeito é quase arquitetónico.

As esferas de alho-francês acrescentam estrutura e ritmo visual ao jardim.
As esferas de alho-francês acrescentam estrutura e ritmo visual ao jardim.

Desenvolvem-se melhor em pleno sol, com rega moderada e solo bem drenado (são plantas bolbosas e o excesso de água prejudica-as). Não necessitam de poda: quando a flor seca, pode ser deixada para dar estrutura à planta ou removida.

5- Jasmim-estrela (Jasmim Confederado)

Se há uma planta capaz de transformar qualquer espaço, é esta. Ela trepa, cobre e perfuma. E, acima de tudo, liga elementos: uma parede, uma vedação, uma varanda.

É amplamente utilizado por ser fiável, versátil e adaptável tanto a jardins como a vasos.

Uma planta trepadora que confere continuidade e suaviza os limites de um espaço.
Uma planta trepadora que confere continuidade e suaviza os limites de um espaço.

Prefere bastante luz (sol ou meia-sombra bem iluminada), rega regular sem excessos e solos bem drenados. A poda é fundamental para a guiar: pode ser aparada após a floração para controlar o seu formato.

O truque final: não adicione mais, apenas escolha melhor

Um jardim com um aspecto "premium" não é aquele que tem um maior número de espécies, mas sim aquele que tem uma ideia clara e que a repete:

  • Utilize poucas plantas, mas em blocos grandes.
  • Repita as formas (esferas de alho francês, maciços de jasmim-da-virgínia).
  • Combine flores com estruturas verdes.
  • Dê a cada espécie o seu próprio espaço (não misture tudo com tudo).

Pode parecer contraintuitivo, mas funciona: quando o olho compreende o que está a ver, relaxa. E quando relaxa, ele desfruta.

Um jardim bem planeado reconhece-se nos detalhes: ordem, repetição e espaços que respiram.
Um jardim bem planeado reconhece-se nos detalhes: ordem, repetição e espaços que respiram.

Um detalhe que eleva o look ao pôr-do-sol: iluminar as plantas por baixo realça as formas e o volume, além de acrescentar um toque de elegância. Isto pode ser conseguido com luzes solares simples e acessíveis.

Por fim, algo essencial: um jardim pode ter as melhores plantas, mas se estiver tomado por ervas daninhas ou a relva crescer descontroladamente, perde todo o seu encanto. Manter os canteiros limpos e o relvado aparado não é um pormenor despiciendo: é o que define a moldura do espaço.

Em paisagismo, a organização do fundo é tão importante como as espécies escolhidas. Quando o ambiente está bem cuidado, as formas destacam-se, os contrastes emergem e tudo parece mais harmonioso. É, literalmente, o que diferencia um jardim "bonito" de um que parece ter sido concebido com esmero e transmite a impressão de que nele foram investidos tempo, esforço e dinheiro.

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