Qual é a cidade mais feliz do mundo para passar férias? A resposta fica em Portugal

Sol, boa comida, passeios a pé e praias a curta distância ajudam a explicar a distinção. Conheça o destino que conquistou o primeiro lugar num ranking internacional.

Esta é a cidade mais feliz do mundo para passar férias. E há boas razões para isso. Foto: Unsplash
Esta é a cidade mais feliz do mundo para passar férias. E há boas razões para isso. Foto: Unsplash

Segurança? Muitas atrações? Vários museus? Qual é para si o critério mais importante ao escolher um destino de férias? Se a resposta é a felicidade, saiba que Lisboa é o local indicado. Porquê? Porque, de acordo com ranking Holiday Happiness Index, da BookRetreats, a capital portuguesa é o destino mais feliz do mundo.

Sim, é verdade. Lisboa não está apenas no top 3 dos destinos mais felizes do mundo. Foi mesmo considerado o líder do ranking. Atrás ficaram cidades como Helsínquia, Orlando e Atenas.

“Lisboa lidera o nosso Índice de Felicidade nas Férias, reivindicando o título de destino de férias mais feliz do mundo.”

O ranking internacional desenvolvido pela plataforma BookRetreats procura perceber quais os destinos que reúnem melhores condições para uma estadia associada ao bem-estar.

Publicado em 2026, o estudo analisou 47 cidades de diferentes partes do mundo e teve em conta cinco fatores: exposição solar, qualidade do sono, alimentação saudável, contacto com a natureza e facilidade de fazer exercício físico através de caminhadas. Cada um destes elementos teve o mesmo peso na classificação final.

“Para calcular a classificação final, a publicação utilizou uma normalização dos diferentes indicadores e calculou uma média ponderada”, explica o site ‘Away’. “Quanto mais próximo de 100 o resultado, maior o potencial de ‘holiday happiness’, segundo a metodologia do estudo.”

A ideia é simples: umas férias felizes não dependem apenas de um hotel confortável, de monumentos para visitar ou de restaurantes instagramáveis. Também contam as condições para descansar, comer bem, passar tempo ao ar livre e conhecer um destino sem estar constantemente a olhar para o relógio.

Foi nesta combinação que Lisboa se destacou. A capital portuguesa não ficou em primeiro lugar por ser a cidade mais soalheira, a mais verde ou aquela onde é mais fácil caminhar. O resultado deve-se ao equilíbrio entre os vários critérios avaliados.

Sol, boa comida e passeios com vista para o Tejo

Comecemos por uma das vantagens mais evidentes de Lisboa: a luz. Segundo os dados utilizados pela BookRetreats, a cidade regista cerca de 2828 horas de sol por ano. É uma boa notícia para quem gosta de explorar destinos ao ar livre, embora não signifique que os dias de chuva tenham sido riscados do calendário.

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A alimentação é outro dos pontos fortes identificados pelo estudo. Quase 10% dos restaurantes de Lisboa estão classificados como estabelecimentos de alimentação saudável, a segunda maior proporção entre as cidades analisadas. Para chegar a este resultado, a plataforma recorreu à classificação dos restaurantes no Tripadvisor, comparando os estabelecimentos identificados como saudáveis com o total listado em cada destino.

Mas não se deixe enganar. Esta distinção não significa que a capital tenha apenas saladas, pratos vegetarianos ou menus pensados ao pormenor por nutricionistas. Pelo contrário: a oferta gastronómica é bastante variada, com peixe, marisco, legumes, pratos tradicionais e restaurantes para diferentes orçamentos.

A oferta gastronómica foi um dos fatores considerados. Foto: Unsplash
A oferta gastronómica foi um dos fatores considerados. Foto: Unsplash

Depois, há a possibilidade de explorar a cidade a pé. Entre praças, bairros históricos, jardins e miradouros, Lisboa oferece muitas oportunidades para descobrir novos recantos sem depender sempre dos transportes. A Praça do Comércio e a Torre de Belém, por exemplo, podem ser ligadas por um percurso pedonal de pouco menos de duas horas, de acordo com a análise da BookRetreats.

Claro que existe um pequeno detalhe: Lisboa não é propriamente plana. As subidas de Alfama, do Bairro Alto e de outras zonas históricas podem transformar um passeio descontraído num treino inesperado para as pernas.

“Embora o seu terreno notoriamente acidentado implique algumas subidas íngremes, principalmente no Bairro Alto e em Alfama, basta um calçado adequado para desfrutar do passeio”, lê-se na publicação.

Praias, jardins e natureza a pouca distância

O contacto com a natureza também ajudou Lisboa a chegar ao topo. Segundo o índice, a cidade dispõe de cerca de 49 metros quadrados de espaços verdes por habitante, um valor que a BookRetreats apresenta como quase quatro vezes superior ao de Madrid.

Jardins e parques urbanos permitem fazer uma pausa entre visitas, ler um livro, caminhar ou simplesmente fugir durante algum tempo ao movimento das ruas. E, para quem prefere trocar os espaços urbanos pela areia, a localização da capital oferece outra vantagem: a proximidade do litoral.

A Costa da Caparica e as praias da linha de Cascais são opções para um passeio de um dia, com acesso a partir de Lisboa por diferentes meios de transporte.

A oferta de espaços verdes, a proximidade do mar e as possibilidades de atividade física ajudam a explicar a classificação obtida. Ainda assim, importa lembrar que estes indicadores não garantem, por si só, uma experiência perfeita. O trânsito, as multidões, o calor intenso no verão ou as subidas mais exigentes também fazem parte da realidade de Lisboa.

Quais são as outras cidades mais felizes para passar férias?

Já sabemos que Lisboa ocupa o primeiro lugar do Holiday Happiness Index, mas há outros destinos que também se destacam. Helsínquia, na Finlândia, surge em segundo, valorizada pela presença da natureza, pelos espaços verdes e pelas condições de descanso. Orlando, nos Estados Unidos, fica em terceiro, beneficiando da combinação entre espaços verdes, lagos e muitas horas de sol.

Helsínquia ocupa o segundo lugar do ranking. Foto: Unsplash
Helsínquia ocupa o segundo lugar do ranking. Foto: Unsplash

O quarto lugar pertence a Atenas, na Grécia, que se destaca, entre outros aspetos, pela facilidade de explorar várias zonas a pé. Edimburgo, na Escócia, fecha o top cinco, oferecendo uma combinação de património histórico, cultura e percursos pedonais.

O ranking mostra também que não existe uma fórmula única para umas férias felizes. Uma cidade pode conquistar pontos pela abundância de espaços verdes, outra pela facilidade de caminhar e outra pelo clima. Lisboa acabou por vencer graças ao desempenho conjunto nos cinco critérios escolhidos.

Há, contudo, uma ressalva importante: este índice não mede diretamente a felicidade dos habitantes de cada cidade, nem demonstra que quem visita Lisboa será necessariamente mais feliz. Trata-se de uma classificação criada para comparar características dos destinos que podem contribuir para o bem-estar durante as férias.

Os resultados dependem dos indicadores selecionados e da metodologia utilizada, e a própria experiência varia de pessoa para pessoa.

Por isso, a distinção deve ser entendida como um argumento a favor de Lisboa enquanto destino de férias, e não como uma prova de que a capital portuguesa é, em todos os sentidos, o lugar mais feliz do planeta.

Referências da notícia

BookRetreats, Westman, C. (2026). Holiday Happiness Index: World’s Best Destinations to Boost Your ‘Feel-Good’ Hormones.
Away. (2026). Num ranking internacional com quase 50 cidades, é em Portugal que está a localidade mais feliz do mundo.
Euronews, Rosa Rodrigues, D. (2026). Turismo: Lisboa eleita o destino mais feliz do mundo.