Chuva à vista? 6 sítios incríveis em Portugal para levar os miúdos e salvar o fim de semana

Se o tempo não convida a grandes aventuras ao ar livre, há vários lugares em Portugal perfeitos para entreter os miúdos, aprender coisas novas e criar memórias em família.

6 ideias em Portugal para fugir ao tédio em família. Foto: Unsplash
6 ideias em Portugal para fugir ao tédio em família. Foto: Unsplash

Nem sempre é fácil responder à clássica pergunta de fim de semana: “Então, o que é que vamos fazer hoje?” Quando há miúdos em casa, a imaginação tem de trabalhar horas extra.

O cenário ainda fica pior quando o tempo não ajuda (o que parece ser o caso nos próximos dias).

Para este sábado, 14 de março, preveem-se aguaceiros geralmente fracos, mais frequentes nas regiões Norte e Centro, tanto de manhã, como de tarde. “Ao final do dia poderá chuviscar pontualmente a sul do Tejo, em locais do litoral Alentejano e do Barlavento Algarvio”, nota Alfredo Graça.

“Além disto, a intensificação do vento nor-noroeste, aliada à entrada de uma massa de ar polar, produzirá um agravamento da sensação de frio e rajadas até 60 km/h, especialmente nas regiões Centro e Sul.”

Tudo indica que se avizinha um longo fim de semana fechado em casa com os miúdos. A boa notícia é que basta um pouco de imaginação para fugir às birras. Afinal, Portugal está cheio de lugares que parecem feitos à medida para famílias curiosas. Daqueles sítios onde se aprende, se explora e ainda se cria memórias, quase sempre protegidos da chuva e do vento. A revista ‘Travel MAGG’ sabe-o bem, por isso mesmo, fez uma lista com 6 sugestões que pode aproveitar para fugir à rotina.

Entre grutas que parecem cenários de fantasia, ruínas romanas onde a história ganha vida ou parques que transformam adultos em gigantes por um dia, há várias escapadinhas perfeitas para um passeio diferente. Se anda à procura de ideias para um sábado ou domingo animado, ou até para umas mini-férias com os miúdos, estas sugestões podem muito bem resolver o problema.

Grutas de Alvados

“Escondidas no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, as Grutas de Alvados oferecem uma experiência mágica para toda a família.” Aqui revela-se um universo subterrâneo feito de galerias, pequenas lagoas e formações rochosas que demoram milhares de anos a formar-se.

Um programa diferente. Foto: CM Porto de Mós
Um programa diferente. Foto: CM Porto de Mós

O percurso visitável tem cerca de 350 metros e é feito sempre com guia, o que ajuda a transformar a visita numa pequena aula de geologia, mas sem nunca perder o lado divertido.

Estalactites e estalagmites aparecem por todo o lado, muitas vezes com formas curiosas que despertam logo a imaginação dos mais novos.

Além disso, há outro detalhe curioso: lá dentro a temperatura mantém-se estável durante todo o ano, normalmente entre os 16 e os 18 °C. Ou seja, é um programa perfeito tanto para escapar ao calor do verão como para um passeio diferente num dia de inverno.

As grutas estão abertas das 10:00 às 17:00 horas (de setembro a junho encerram à segunda-feira) e das 10:00 às 18h30 (julho e agosto estão abertas todos os dias). Os adultos pagam 7,60€ e as crianças dos 5 aos 11 anos 5€. Pessoas acima dos 65 anos pagam 6,40€.

Museu do Pão

Em Seia há um museu que costuma conquistar rapidamente os visitantes mais pequenos (e os mais gulosos também). O Museu do Pão conta a história de um dos alimentos mais antigos e importantes da nossa cultura, desde a semente do trigo até à mesa.

Ao longo de várias salas, a exposição mostra ferramentas antigas, técnicas tradicionais de fabrico e recriações de padarias de outros tempos. Muitas famílias aproveitam também para participar em atividades educativas, onde os miúdos percebem melhor como se faz o pão e qual o papel que teve na vida das comunidades ao longo dos séculos.

Nas proximidades existe ainda um espaço dedicado à ovelha Serra da Estrela, que ajuda a explicar a ligação entre a pastorícia, o famoso queijo da região e a vida nas montanhas. No fundo, é uma visita que mistura tradição, gastronomia e história.

O Museu do Pão está aberto de quarta-feira a domingo, das 10:00 às 18:00 horas. Durante a época da Páscoa está aberto todos os dias. Os bilhetes para adultos custam 7,50€. As crianças entre os 3 e os 12 anos e os estudantes pagam 4€ e séniores 5€. Estes valores incluem entrada no Centro Interpretativo da Ovelha Serra da Estrela.

Castelo de Belver

Se os seus miúdos gostam de histórias de cavaleiros, princesas e batalhas medievais, há um castelo no Alto Alentejo que parece feito para eles. O Castelo de Belver ergue-se num ponto alto com vista para o rio Tejo e é considerado “um dos castelos medievais mais bem preservados do país”.

Foi construído no século XII pela Ordem do Hospital e ainda hoje mantém grande parte da estrutura original. Caminhar pelas muralhas, subir à torre de menagem ou espreitar as antigas salas é quase como viajar no tempo.

“O castelo de Belver está aberto de terça-feira a domingo, das 9:00 às 13:00 horas e das 14:00 às 17:00 horas. Encerra no domingo de Páscoa. As crianças até aos 12 anos não pagam. O bilhete para maiores de 12 anos custa 2€, os séniores pagam 1€. O bilhete turístico combinado (museus e castelo) custa 5€”, nota a revista.

Além da visita ao castelo, vale a pena explorar a pequena vila de Belver. Há museus locais curiosos, ruas tranquilas para passear e várias zonas junto ao rio onde pode prolongar o passeio com calma.

Portugal dos Pequenitos

Há lugares que fazem parte da memória de várias gerações, e este parque em Coimbra é um deles. Inaugurado em 1940, Portugal dos Pequenitos continua a encantar famílias com a sua ideia simples e genial: mostrar monumentos e casas típicas do país em versão miniatura.

Desde 1940 que este parque-jardim faz as delícias dos miúdos. Foto: Wikimedia// Carlos Luis M C da Cruz
Desde 1940 que este parque-jardim faz as delícias dos miúdos. Foto: Wikimedia// Carlos Luis M C da Cruz

Aqui, os miúdos podem entrar em pequenas casas regionais, atravessar “ruas” em miniatura e observar réplicas de monumentos históricos.

Para eles, é quase como visitar um país feito à sua escala. Para os adultos, muitas vezes é também um regresso às visitas escolares de outros tempos.

O parque inclui ainda espaços dedicados aos países de língua portuguesa e várias exposições sobre costumes, arquitetura e história. No fundo, é um daqueles sítios onde brincar e aprender acontecem ao mesmo tempo.

As crianças até aos 3 anos têm entrada gratuita. Para crianças entre os 4 e os 13 anos, o bilhete custa 7,95€, enquanto para visitantes com mais de 14 anos o preço é de 11,95€. Os séniores com mais de 65 anos pagam 9,95€.

Quanto ao horário, entre janeiro e fevereiro e novamente de 16 de outubro a 31 de dezembro, o espaço está aberto das 10:00 às 17:00 horas. Já entre março e 15 de outubro, pode ser visitado das 10:00 às 19:00 horas, sendo que a última entrada é permitida até 30 minutos antes do encerramento.

Conímbriga

Perto de Coimbra encontram-se algumas das ruínas romanas mais impressionantes da Península Ibérica. Conímbriga foi uma cidade importante há cerca de dois mil anos e hoje é um autêntico museu ao ar livre.

“Se há sítio que transporta pequenos e graúdos para o tempo dos romanos, é Conímbriga. As ruínas mais famosas de Portugal são uma autêntica aula de história ao ar livre”, lê-se.

Passear por aqui é como caminhar pelas ruas de uma antiga cidade romana. Ainda se conseguem ver casas, muralhas, fontes e, sobretudo, mosaicos extraordinariamente bem preservados.

Um dos espaços mais famosos é a chamada Casa dos Repuxos, que tinha jardins interiores e fontes decorativas.

O museu no local ajuda a completar a experiência, exibindo objetos do quotidiano romano, esculturas e peças arqueológicas que ajudam a perceber como era a vida naquele tempo. Para os miúdos, é uma forma muito mais divertida de aprender história do que qualquer manual escolar.

O bilhete normal tem o custo de 10€, sendo que a entrada é gratuita para crianças até aos 12 anos. O espaço pode ser visitado todos os dias, entre as 10:00 e as 18:00 horas, com a última entrada permitida até às 17h15.

Salinas de Rio Maior

A cerca de 30 quilómetros do Atlântico existe um fenómeno curioso: umas salinas que produzem sal marinho no interior do país. As Salinas de Rio Maior funcionam há séculos graças a uma nascente subterrânea de água extremamente salgada.

As Salinas da Fonte da Bica, situadas em Rio Maior, são um excelente destino para os miúdos descobrirem a história e a tradição da produção local de sal, com mais de 800 anos de história. Foto: Wikimedia // Vitor Oliveira
As Salinas da Fonte da Bica, situadas em Rio Maior, são um excelente destino para os miúdos descobrirem a história e a tradição da produção local de sal, com mais de 800 anos de história. Foto: Wikimedia // Vitor Oliveira

O espaço parece uma pequena aldeia tradicional. As casas de madeira rodeiam os “talhos”, os tanques rasos onde a água evapora até deixar apenas o sal. Durante a época de produção é possível ver os trabalhadores a recolher o sal manualmente, tal como se fazia antigamente.

Para os miúdos, é uma descoberta fascinante perceber que o sal não aparece simplesmente no saleiro da cozinha. Muitos visitantes aproveitam ainda para passear pela zona envolvente, provar produtos locais ou comprar flor de sal diretamente aos produtores.

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