NASA simula o impacto de um asteróide na Terra

A ideia de algo cair na Terra e provocar uma catástrofe que trará o fim da humanidade é um assunto abordado exaustivamente pela ficção. A NASA realizou uma simulação próxima à realidade no caso da eventual colisão de um asteróide.

Alfredo Graça Alfredo Graça 12 Maio 2019 - 17:36 UTC


O hipotético asteróide utilizado na simulação atingiria a Terra em 2027.


Numa conferência organizada pela agência espacial NASA, reuniram-se especialistas de várias partes do mundo. O objetivo desta reunião bi-anual passou por discutir sobre os potenciais objetos que podem constituir um risco para o nosso planeta.

Nesta edição, a NASA, a Agência Federal para a Gestão de Emergência dos Estados Unidos, a Agência Espacial Europeia e a Rede Internacional de Alerta de Asteróides realizaram uma simulação internacional na qual recriaram uma situação de impacto iminente de um objeto próximo à Terra, ou seja, NEO – siglas em inglês.

Como decorreu a simulação?

O exercício fictício do impacto do asteróide no nosso planeta foi levado a cabo pelo Centro de Estudos NEO da NASA. O “hipotético” asteróide foi descoberto a 26 de março de 2019, recebendo o nome de “2019 PDC”. Apresenta 1% de probabilidade de atingir a Terra em 2027, passando a uma distância de 0.05 unidades astronómicas (uma unidade astronómica equivale à distância média entre a Terra e o Sol: 149.597.871 quilómetros).

A simulação pode ser visualizada através da conta oficial de Twitter da ESA, onde vai-se atualizando dia a dia a informação sob o hashtag #FictionalEvent. O centro de operações ESA publicou um vídeo digno de um trailer de filme de catástrofes que pode ser visto aqui.

No simulacro realizado em 2021, a NASA teria de enviar uma sonda para examinar o asteróide, confirmando que ele estaria a seguir rumo à cidade de Denver (EUA) e a devastaria. De seguida, 6 sondas seriam concebidas por agências espaciais com o intuito de alterarem a sua trajetória. Levariam 3 anos a serem concluídas e três delas atingiriam o objeto voador com sucesso, contudo, uma parte do asteróide continuaria em direção a Terra, ainda que com a trajetória modificada pelo que seguiria rumo ao leste dos Estados Unidos.

A simulação teve como objetivo mostrar a evacuação da cidade de Nova Iorque considerando que o asteróide penetraria a atmosfera a 69 mil km/h e explodiria 15 km acima do Central Park, criando uma energia mil vezes maior que a da bomba nuclear detonada em Hiroshima. Foram lançadas questões sobre o processo de evacuação, quem financiava esta operação, onde a população seria salvaguardada e como seria a preservação dos monumentos e património único da cidade. Em suma, Nova Iorque seria completamente aniquilada, mas com tempo suficiente para salvar todos os seus habitantes.

Em 2021 os cientistas vão reunir-se novamente, numa conferência que decorrerá em Viena de Áustria, onde um novo simulacro será estudado, tendo por base que o asteróide poderia atingir algum território na Europa.

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