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Sismo de magnitude 4,9 registado no centro de Portugal Continental

Um sismo de magnitude 4,9 abalou o centro de Portugal Continental e foi percecionado sobretudo em Lisboa e no Alentejo. Este evento sísmico teve início às 11h51 próximo de Arraiolos. Não há registo de quaisquer danos humanos ou materiais. 

Alfredo Graça Alfredo Graça 15 Jan. 2018 - 15:42 UTC

Sismo de magnitude 4,9 teve epicentro em Arraiolos, Évora.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, um sismo de magnitude 4,9 na escala de Richter foi registado no centro de Portugal esta segunda-feira. Esta ocorrência sísmica originou-se a oito quilómetros de Arraiolos, Évora e a 16 quilómetros de profundidade por volta das 11h51. Não foram registados quaisquer prejuízos de cariz material ou humano, apesar de alguns habitantes em Montemor-o-Novo (localidade a 25 quilómetros da origem do sismo) terem ficado sem eletricidade. Em comunicado, o IPMA enfatiza "a localização do epicentro de um sismo é um processo físico e matemático complexo que depende do conjunto de dados, dos algoritmos e dos modelos de propagação das ondas sísmicas" e que, portanto, "agências diferentes podem produzir resultados ligeiramente diferentes". 

Assim, o IPMA recomenda veementemente que “as determinações preliminares são habitualmente corrigidas posteriormente, pela integração de mais informação”. Esteja atento às medidas de segurança e de procedimento da Proteção Civil, são úteis e extremamente importantes durante e após qualquer evento sísmico.

Historicamente, já foram verificados pelo menos 17 sismos com magnitude superior a 4,3 na escala de Richter com epicentro em Portugal Continental desde 1961, sendo que o abalo sentido esta segunda-feira faz relançar o debate público em torno da questão da prevenção geral da população e das autoridades para ocorrências naturais deste tipo. Existe uma enorme falta de preparação cívica e até mesmo das autoridades para enfrentar desafios desta natureza

Segundo os especialistas e demais investigadores, é cada vez mais provável que ocorra em poucos anos em Lisboa, ou até mesmo em localidades próximas, eventos semelhantes aqueles que no século XVIII devastaram tragicamente a cidade lisboeta, deixando rastos de destruição e vastos prejuízos materiais e humanos. Estes peritos alertam para os riscos de um grande terramoto na Região de Lisboa e Vale do Tejo, em tudo similar ao que ocorreu em meados do século XVIII. De acordo com os registos sísmicos, este é o maior terramoto registado em terra em Portugal desde há pelo menos um ano. A 16 de agosto de 2017 teve origem no mar um sismo de magnitude 5,1 ao largo da Graciosa (Açores) e outro com magnitude 5,3 sentido alguns meses antes, no mês de maio, perto da ilha do Corvo (Açores). 

Terramoto devastador em Lisboa em 1755.

Com base nos Serviços Geológicos dos Estados Unidos da América, que também registou este sismo, um evento desta magnitude “normalmente é sentido, mas apenas causa danos menores”. A média de registo destes sismos é de cerca de 30 mil vezes ao ano. O IPMA classificou este sismo de Intensidade IV na Escala de Mercalli em Elvas e áreas próximas. Segundo esta escala, “Os objetos oscilam e a sensação é semelhante à de estar mesmo ao lado de um veículo pesado em movimento. Os carros estacionados também se mexem”. Este sismo foi também sentido em Espanha, na comunidade autónoma da Extremadura e sobretudo focalizado em Badajoz. Saiba mais aqui

Para estar a par de todos os acontecimentos sísmicos, consulte este mapa dinâmico. Informe-se acerca do terramoto de 1755 em Lisboa clicando aqui

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