Instabilidade mantém-se em Portugal: saiba como preparar o kit de emergência recomendado pela GNR

Com a previsão de chuva persistente e possíveis impactos no quotidiano, a GNR reforça recomendações para garantir autonomia e segurança durante 72 horas em situações de emergência.

GNR aconselha preparação de kit de emergência para 72 horas. Foto ilustrativa: Unsplash
GNR aconselha preparação de kit de emergência para 72 horas. Foto ilustrativa: Unsplash

Depois de várias depressões devastadoras que têm passado por Portugal continental, as más notícias persistem: entre 9 e 15 de fevereiro, a instabilidade continuará a marcar o estado do tempo, com vários períodos de chuva associados à circulação atlântica.

É verdade. Os períodos de chuva registados nos últimos dias em várias regiões têm sido acompanhados por céu frequentemente nublado, vento por vezes moderado e ambientes húmidos persistentes. E, de acordo com os mapas da Meteored, baseados no modelo ECMWF, “este cenário manter-se-á ao longo da semana de 9 a 15 de fevereiro”, avisa Ana Palma.

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Tendo em conta estas condições meteorológicas e a sucessão de episódios de mau tempo que têm afetado o país, a Guarda Nacional Republicana (GNR) voltou a reforçar um apelo simples, mas essencial. “Todas as famílias devem estar preparadas para enfrentar situações de emergência.”

A recomendação passa, então, pela preparação de um kit de emergência para 72 horas, pensado para garantir autonomia básica em cenários como tempestades, inundações, falhas prolongadas de eletricidade ou dificuldades no acesso a bens essenciais.

Ter este kit preparado não é um sinal de alarme excessivo, mas sim uma medida preventiva que pode reduzir riscos e aumentar a segurança. Em contextos de instabilidade meteorológica, os primeiros dias são muitas vezes críticos, e a capacidade de responder de forma autónoma pode fazer toda a diferença até que a situação normalize.

O que é um kit de emergência para 72 horas

Um kit de emergência para 72 horas é um conjunto de bens essenciais que permite a uma pessoa ou família manter condições mínimas de segurança, saúde e conforto durante três dias. Este período é considerado, pelas autoridades, um intervalo razoável para que os serviços de proteção civil consigam restabelecer acessos, infraestruturas e apoio à população em caso de ocorrência grave.

Uma medida preventiva que pode reduzir riscos e aumentar a segurança. Foto ilustrativa: Unsplash
Uma medida preventiva que pode reduzir riscos e aumentar a segurança. Foto ilustrativa: Unsplash

No centro deste kit estão a água potável e os alimentos não perecíveis. A recomendação aponta para uma reserva de água suficiente para três dias, tendo em conta o consumo diário por pessoa, bem como alimentos de longa duração, fáceis de conservar e consumir, que não dependam de refrigeração ou confeção. Conservas, refeições prontas, bolachas simples ou barras energéticas são exemplos adequados.

Energia, comunicação e primeiros socorros

Outro aspeto fundamental é garantir meios de iluminação e acesso à informação. Uma lanterna, um rádio a pilhas e pilhas suplentes continuam a ser indispensáveis em situações de falha elétrica.

Um power bank carregado, por exemplo, permite manter o telemóvel funcional, assegurando comunicações essenciais sempre que a rede esteja disponível.

O kit deve igualmente incluir um conjunto básico de primeiros socorros e os medicamentos essenciais, sobretudo no caso de pessoas que façam medicação regular. Estes elementos são particularmente importantes quando o acesso a farmácias ou serviços de saúde pode estar condicionado.

Proteção, higiene e outros itens úteis

A GNR aconselha ainda a inclusão de produtos de higiene pessoal e sacos do lixo, fundamentais para manter condições mínimas de limpeza e salubridade. Roupa adequada às condições meteorológicas, uma manta e calçado resistente ajudam a enfrentar situações de frio, humidade ou deslocações em terrenos difíceis.

Entre os objetos que podem revelar-se decisivos estão também um apito, um canivete multifunções, dinheiro em numerário e um mapa da zona. Devem ser guardadas cópias dos documentos mais importantes numa bolsa impermeável, protegendo-os de danos ou perdas.

Além da preparação material, as autoridades sublinham a importância de acompanhar as comunicações oficiais e seguir as indicações da Proteção Civil e das forças de segurança.

Evitar deslocações desnecessárias, zonas inundadas, estruturas danificadas e o uso inadequado de equipamentos como geradores são comportamentos essenciais para reduzir riscos.

Estar informado e preparado continua a ser uma das formas mais eficazes de enfrentar situações meteorológicas adversas com maior segurança.