Incêndios em Portugal ameaçam aldeias de Castelo Branco e Santarém

Situação preocupante em Vila de Rei, Mação e Sertã nos distritos de Santarém e Castelo Branco devido aos incêndios que já percorreram 25 km de extensão e causaram 30 feridos, um em estado grave. Imagens impressionantes.

Alfredo Graça Alfredo Graça 21 Jul. 2019 - 21:24 UTC

Desde ontem vários incêndios lavram terreno em Portugal continental, colocando vários problemas às populações mais próximas aos focos de incêndio em alguns concelhos dos distritos de Santarém e Castelo Branco, como Vila de Rei, Mação e Sertã. O último balanço dos fogos que ameaçam os distritos de Santarém e Castelo Branco conta com inúmeras habitações devastadas pelas chamas e três dezenas de pessoas auxiliadas devido aos incêndios, refere o INEM. Um ferido grave está internado na unidade de queimados do Hospital de S. José (Lisboa).

Pelo menos 15 aldeias estiveram em risco, devido aos grandes reacendimentos dos incêndios que deflagraram no dia anterior em Mação (Santarém), Vila de Rei e Sertã (Castelo Branco). Em Mação, onde se viveu a situação mais preocupante, o fogo rondou as casas e uma praia fluvial foi evacuada. A Polícia Judiciária refere que foi encontrado um artefacto explosivo na Sertã.

A situação mais crítica foi vivida a meio da tarde de hoje (21 de julho) em Cardigos (Mação), quando uma cortina de fumo negro invadiu o centro desta freguesia, tornando o ar praticamente irrespirável por força da rápida propagação das chamas. O vento forte prejudicou a ação dos bombeiros. Estranhou-se autoridades a ignição de cinco incêndios “separados por poucos minutos”, cujas circunstâncias “estão a ser investigadas pelos órgãos de polícia criminal”.

A União Europeia disponibilizou-se para ajudar. “A pedido de Portugal estamos a produzir mapas satélite para os incêndios florestais que afetam a região de Castelo Branco. Estamos a acompanhar de perto a situação. A UE está pronta para oferecer mais ajuda” afirmou no Twitter, Christos Stylianides.

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