Já ouviu falar da queda de água “orgulhosamente mais alta de Portugal”?
Com cerca de 110 metros de altura, esta cascata destaca-se como um dos cenários naturais mais impressionantes do país, rodeada por formações vulcânicas e uma paisagem única.

Há quem diga que esta é “orgulhosamente, a queda de água mais alta de Portugal”. Com uma altura impressionante de cerca de 110 metros, a Cascata do Aveiro, junto à aldeia de Maia, na ilha de Santa Maria, é um dos marcos naturais mais notáveis dos Açores.
Olhar para ela num todo é capaz de ser desafiante (e até doloroso, já que o pescoço terá de fazer um ângulo bem diferente daquele a que está acostumado). Mas todo o esforço valerá a pena. Se for mais fácil, poderá fazê-lo por fases.
A queda de água tem vários patamares e o maior é mesmo a pique, com o branco da espuma a sobressair no fundo negro do basalto. No nível mais baixo, forma-se um percurso de água calmo, perfeito para os patos que por lá costumam andar.
O melhor é que se a altura não bastasse para torná-la especial, os arredores também deixam qualquer pessoa encantada.
Um tesouro geológico
Situada na Área de Paisagem Protegida da Baía da Maia, esta cascata é não só uma joia paisagística, mas também um tesouro geológico que atrai muitos visitantes à ilha.
“A paisagem geológica circundante conta a história da antiga atividade vulcânica. Os visitantes podem ver sequências de escoadas lávicas basálticas, graças à erosão, incluindo escoadas de erupções terrestres e submarinas. Estas formações fazem parte do Complexo Vulcânico do Pico Alto, que remonta ao Pliocénico. Os amantes da geologia não podem deixar de explorar este sítio durante a sua visita à Ilha de Santa Maria”, lê-se no site ‘Azores Adventures Futurismo’.
A verdade é que a cascata está situada numa área de paisagem protegida, num anfiteatro de rocha basáltica.
“Os patos que vivem na Cascata do Aveiro adoram pão. Leve alguns pedaços para deixá-los felizes”, escrevem os responsáveis pelo site ‘By Açores’.

Outro dos pontos altos é que a Cascata do Aveiro fica mesmo junto ao mar. Isto significa que, além das lagoas formadas pela chuva intensa (que chegam a desaguar no mar), é possível ter vistas panorâmicas para o Atlântico.
Mais detalhes e informações
Se quer outro conselho, o melhor é despachar-se a organizar a viagem até Santa Maria. É que estamos, precisamente, na melhor época para visitar esta cascata.
“A atração natural é alimentada, sobretudo, pela chuva intensa. Nos dias mais chuvosos, parte da água infiltra-se nos solos e forma pequenos reservatórios subterrâneos, enquanto outra parte escoa superficialmente. Quando a precipitação é mais intensa, o aumento do caudal gera a famosa queda de água, que torna a cascata mais intensa”, nota a revista ‘NiT’.
“A melhor altura para ver a queda de água com toda a sua intensidade é no inverno, após os dias de chuvas, e também na primavera. No verão, quando o tempo tende a ser mais seco, é mais raro ver água a escorrer pelas rochas.”
Aliás, nos próximos meses, há já vários programas pensados para visitar a queda de água. A agência Papa Léguas, por exemplo, está a organizar uma viagem, entre 17 e 23 de abril, para conhecer a ilha de Santa Maria a pé.
Seja em grupo, numa viagem organizada, ou por conta própria, aproveite a estadia para conhecer a Praia da Maia, nos arredores da Cascata do Aveiro. Aqui perto há também vários percursos terrestres com vistas panorâmicas para a ilha, o Farol de Gonçalo Velho ou a Igreja de Nossa Senhora da Purificação.