FAO lança iniciativa “100 Mulheres Heroínas” na Agricultura. Portugal ajuda a submeter candidaturas

A FAO declarou 2026 o Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026 e lançou agora a iniciativa “100 Women Heroes in Agrifood Systems and Rural Development”, com o objetivo de reconhecer o contributo de mulheres de todo o mundo para os sistemas agroalimentares e o desenvolvimento rural.

As mulheres representam mais de 40% da força de trabalho agrícola nos países em desenvolvimento. Na América Latina são 20%, mas em várias zonas de África e Ásia as mulheres são mais de 50%.
As mulheres representam mais de 40% da força de trabalho agrícola nos países em desenvolvimento. Na América Latina são 20%, mas em várias zonas de África e Ásia as mulheres são mais de 50%.

A iniciativa “100 Women Heroes in Agrifood Systems and Rural Development” - “100 Mulheres Heroínas nos Sistemas Alimentares e no Desenvolvimento Rural”, em português - é da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), uma das agências das Nações Unidas sediadas em Roma.

Visa identificar mulheres com impacto relevante ao longo de toda a cadeia de valor, com destaque para o seu papel na promoção da segurança alimentar, da sustentabilidade e da resiliência.

Em todo o mundo, as mulheres representam mais de 40% da força de trabalho agrícola nos países em desenvolvimento. Na América Latina são 20%, mas em várias zonas de África e da Ásia as mulheres são mais de 50% da força de trabalho, dizem as estatísticas.

Falamos de mulheres agricultoras, agricultoras familiares, trabalhadoras sazonais, pescadoras e trabalhadoras da pesca, apicultoras, pastoras, operárias transformadoras na indústria agroalimentar, comerciantes de produtos agrícolas, investigadoras e profissionais das ciências agrícolas, empreendedoras rurais e detentoras de conhecimentos tradicionais, com ou sem propriedade da terra.

Candidaturas até 15 de junho

Em Portugal, estima-se que as mulheres gerem entre 31 a 33% das explorações agrícolas. E há múltiplos exemplos de verdadeira transformação social e económica operada por mulheres agricultoras.

Neste contexto, a FAO convida os países a identificar e propor candidatas de relevo nesta área, incentivando a mobilização de entidades públicas, organizações do setor e redes associativas. As candidaturas devem ser formalizadas até 15 de junho de 2026. Em Portugal, os contributos nacionais fundamentados devem ser remetidos ao Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) do Ministério da Agricultura, através do endereço eletrónico [email protected]t, para efeitos de consolidação e posterior submissão online à FAO.

O GPP, a que preside Eduardo Diniz, associa-se à divulgação desta iniciativa, incentivando a partilha desta informação junto dos diversos agentes do setor agroalimentar, em linha com a valorização do papel das mulheres portuguesas agricultoras, assegurando igualmente a coordenação nacional do processo de identificação e submissão de candidaturas.

QU Dongyu é o diretor-geral da FAO

O ano de 2026 foi declarado Ano Internacional da Mulher Agricultora, uma iniciativa da FAO, que tem como diretor-geral o diplomata chinês QU Dongyu, destinada a reconhecer o papel determinante das mulheres na agricultura, na segurança alimentar e no desenvolvimento rural a nível mundial.

Em Portugal, estima-se que as mulheres gerem entre 31 a 33% das explorações agrícolas. E há múltiplos exemplos de transformação social e económica operada por mulheres.
Em Portugal, estima-se que as mulheres gerem entre 31 a 33% das explorações agrícolas. E há múltiplos exemplos de transformação social e económica operada por mulheres.

As mulheres agricultoras desempenham funções diversas em todos os sistemas agroalimentares e provêm de contextos muito variados.

Estas mulheres representam uma parte significativa da força de trabalho agrícola mundial, desempenhando funções essenciais desde a produção à transformação, distribuição e comércio de alimentos.

O ano de 2026 foi declarado Ano Internacional da Mulher Agricultora, uma iniciativa da FAO destinada a reconhecer o papel determinante das mulheres na agricultura.
O ano de 2026 foi declarado Ano Internacional da Mulher Agricultora, uma iniciativa da FAO destinada a reconhecer o papel determinante das mulheres na agricultura.

As mulheres são igualmente fundamentais para a segurança alimentar e nutricional e para a resiliência das comunidades rurais.

A FAO não hesita em dizer que as mulheres contribuem para a resiliência climática e para a preservação da biodiversidade e dos saberes tradicionais. As mulheres são ainda consideradas fundamentais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Contudo, segundo a FAO, “apesar do seu contributo, persistem obstáculos estruturais no acesso à terra, ao financiamento, à inovação tecnológica e à participação nos processos de decisão”.

O Ano Internacional da Mulher Agricultora pretende, assim, “dar maior visibilidade aos desafios enfrentados por estas profissionais”, promovendo políticas, investimentos e iniciativas que reforcem a igualdade de género e valorizem o papel das mulheres na agricultura.

A coordenação do Ano Internacional é assegurada pela FAO, em colaboração com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e outras agências das Nações Unidas sediadas em Roma.

Com esta iniciativa, “reforça-se o compromisso internacional com medidas concretas que promovam condições mais justas, equitativas e inclusivas no meio rural”.

Neste contexto, a FAO convida a sociedade civil, as organizações do setor agrícola e agroalimentar, as autarquias, a academia e demais parceiros a associarem-se às iniciativas do Ano Internacional da Mulher Agricultora.

Esta organização da ONU lança o repto para que se organizem e promovam atividades que realcem o papel das mulheres nos sistemas agroalimentares.

Não perca as últimas notícias da Meteored e desfrute de todo o nosso conteúdo no Google Discover totalmente GRÁTIS

+ Siga a Meteored