FAO lança iniciativa “100 Mulheres Heroínas” na Agricultura. Portugal ajuda a submeter candidaturas
A FAO declarou 2026 o Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026 e lançou agora a iniciativa “100 Women Heroes in Agrifood Systems and Rural Development”, com o objetivo de reconhecer o contributo de mulheres de todo o mundo para os sistemas agroalimentares e o desenvolvimento rural.

A iniciativa “100 Women Heroes in Agrifood Systems and Rural Development” - “100 Mulheres Heroínas nos Sistemas Alimentares e no Desenvolvimento Rural”, em português - é da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), uma das agências das Nações Unidas sediadas em Roma.
Visa identificar mulheres com impacto relevante ao longo de toda a cadeia de valor, com destaque para o seu papel na promoção da segurança alimentar, da sustentabilidade e da resiliência.
Em todo o mundo, as mulheres representam mais de 40% da força de trabalho agrícola nos países em desenvolvimento. Na América Latina são 20%, mas em várias zonas de África e da Ásia as mulheres são mais de 50% da força de trabalho, dizem as estatísticas.
Falamos de mulheres agricultoras, agricultoras familiares, trabalhadoras sazonais, pescadoras e trabalhadoras da pesca, apicultoras, pastoras, operárias transformadoras na indústria agroalimentar, comerciantes de produtos agrícolas, investigadoras e profissionais das ciências agrícolas, empreendedoras rurais e detentoras de conhecimentos tradicionais, com ou sem propriedade da terra.
Candidaturas até 15 de junho
Em Portugal, estima-se que as mulheres gerem entre 31 a 33% das explorações agrícolas. E há múltiplos exemplos de verdadeira transformação social e económica operada por mulheres agricultoras.
O GPP, a que preside Eduardo Diniz, associa-se à divulgação desta iniciativa, incentivando a partilha desta informação junto dos diversos agentes do setor agroalimentar, em linha com a valorização do papel das mulheres portuguesas agricultoras, assegurando igualmente a coordenação nacional do processo de identificação e submissão de candidaturas.
QU Dongyu é o diretor-geral da FAO
O ano de 2026 foi declarado Ano Internacional da Mulher Agricultora, uma iniciativa da FAO, que tem como diretor-geral o diplomata chinês QU Dongyu, destinada a reconhecer o papel determinante das mulheres na agricultura, na segurança alimentar e no desenvolvimento rural a nível mundial.

As mulheres agricultoras desempenham funções diversas em todos os sistemas agroalimentares e provêm de contextos muito variados.
Estas mulheres representam uma parte significativa da força de trabalho agrícola mundial, desempenhando funções essenciais desde a produção à transformação, distribuição e comércio de alimentos.

As mulheres são igualmente fundamentais para a segurança alimentar e nutricional e para a resiliência das comunidades rurais.
O Ano Internacional da Mulher Agricultora pretende, assim, “dar maior visibilidade aos desafios enfrentados por estas profissionais”, promovendo políticas, investimentos e iniciativas que reforcem a igualdade de género e valorizem o papel das mulheres na agricultura.
A coordenação do Ano Internacional é assegurada pela FAO, em colaboração com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e outras agências das Nações Unidas sediadas em Roma.
Com esta iniciativa, “reforça-se o compromisso internacional com medidas concretas que promovam condições mais justas, equitativas e inclusivas no meio rural”.
Neste contexto, a FAO convida a sociedade civil, as organizações do setor agrícola e agroalimentar, as autarquias, a academia e demais parceiros a associarem-se às iniciativas do Ano Internacional da Mulher Agricultora.
Esta organização da ONU lança o repto para que se organizem e promovam atividades que realcem o papel das mulheres nos sistemas agroalimentares.
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