Depressão Karim em Portugal continental e Madeira: riscos e efeitos

A depressão Karim não vai atingir diretamente Portugal continental e a Madeira, mas a superfície frontal fria que lhe está associada vai agravar significativamente o estado do tempo. Confira aqui os efeitos previstos deste temporal.

Este sábado, 20 de fevereiro, será o dia mais severo, meteorologicamente falando, tanto no arquipélago da Madeira como no Continente.

Para a Madeira prevê-se precipitação pontualmente forte e persistente, em especial na costa sul e na parte ocidental da ilha, possivelmente acompanhada de trovoada ao fim da tarde. Espera-se também vento forte, com rajadas até 100 km/h, destacando-se, por exemplo, a localidade da Calheta. O mar vai apresentar-se muito revolto, com ondas até 5 metros de altura. Além disso, pode nevar em pontos como o Pico Ruivo e o do Areeiro.

Os principais riscos associados à depressão Karim são o aumento dos caudais dos rios e ribeiras do Norte e do Centro, inundações, deslizamentos de terra e possíveis danos provocados pelo vento, tais como quedas de árvores

Em Portugal continental prevê-se chuva pontualmente forte e persistente, a estender-se do litoral oeste progressivamente para o interior, possivelmente acompanhada de trovoada, granizo e chuva de lama. Terá acumulações significativas no Minho, Douro Litoral e Beira Litoral. O vento Sul soprará forte, com rajadas até 95 km/h no litoral Oeste e até 110 km/h nas terras altas do Norte e do Centro. Estima-se também forte agitação marítima na costa ocidental com ondas entre 5 e 6 metros de altura, por vezes a chegar até aos 10 metros a norte da foz do rio Douro.

Os potenciais riscos provocados pela passagem deste temporal são o aumento dos caudais dos rios e ribeiras nas regiões Norte e Centro, bem como possíveis inundações, deslizamentos de terra, e danos causados pelo vento forte, como quedas de árvores.