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Conseguiremos viver sem o plástico?

Os plásticos são materiais orgânicos da família dos polímeros, de constituição macromolecular, dotados de grande maleabilidade, são facilmente transformáveis sob acção de calor e pressão, sendo utilizados como matéria-prima para a fabricação dos mais variados objetos.

Mónica Barbosa Mónica Barbosa 20 Jul. 2018 - 09:28 UTC
Mais de 40% do plástico produzido até hoje nunca chegou a ser consumido.

Inventado em finais do século XIX para substituir a utilização do marfim dos elefantes na fabricação de alguns artigos. Foi inicialmente proveniente da celulose, mas passou a ser desenvolvido a partir do petróleo, para diminuir o seu custo, assim como para garantir mais qualidade e maior durabilidade.Alavancou a indústria de embalagens, sendo apontada uma estimativa de produção superior a 30 biliões de toneladas até atingirmos metade do presente século, se hábitos não forem alterados, e a consciencialização dos seus efeitos adversos não surtir efeito efectivo.

Variáveis como a acção do sol, a energia/o movimento das ondas, assim como a acção de microrganismos, dificultam a fragmentação do plástico, mas, uma vez particulados (micro-plásticos) entram nas cadeias alimentares, destacando-se os efeitos na fauna marinha (alimentamo-nos do peixe que se alimenta do plástico), existindo já vestígios no sal marinho.

Algumas curiosidades que nos devem levar a refletir

  • Anualmente chegam aos oceanos cerca de 11 milhões de toneladas de plástico;
  • mais de 40% de todo o plástico produzido até hoje nunca chegou a ser consumido;
  • de todo o plástico produzido mundialmente, menos de 10% é reciclado;
  • os derivados do plástico em maior abundância nos oceanos são as palhinhas, os sacos plásticos, tampas de garrafas e redes de pesca;
  • a cada lavagem de roupa, milhares de partículas de plástico são libertadas e desaguam nos oceanos;
  • cerca de 40% das embalagens (ainda) são queimadas nas lixeiras, e a sua incineração origina a emissão de gases ácidos poluentes (polímeros HCl, HF)
  • por minuto são produzidas em média cerca de um milhão de garrafas plásticas;
  • na Europa, cerca de 15% da reciclagem de plásticos é utilizada como combustível na produção de energia eléctrica, e, por ano, são recicladas 4 milhões de toneladas de matérias plásticas, a exemplo:

    - 5 garrafas de PET = T-shirt XL (poliéster)
    - 35 garrafas = enchimento de 1 saco-cama
    - 10 garrafas de agua = 1 par de calças.

Deve contudo ser ressalvado o incontornável reconhecimento do quão determinante foi o papel dos plásticos na evolução das condições de vida da humanidade, destacando-se, o contributo:

  • Na evolução da medicina;
  • no desenvolvimento de processos de protecção, armazenamento e utilização dos alimentos;
  • na protecção e segurança de crianças, bombeiros, policias e atletas;
  • é um excelente isolante térmico e, por isso, temos frigoríficos! (…)
A destruição de plástico está gradualmente a tornar-se um grave problema social e ambiental.

A destruição dos plásticos é crescentemente um gravíssimo problema social e ambiental, dada a sua difícil degradação. É, por isso, no mínimo intrigante, não ter ainda sido difundido e implementado o método que potencia a aceleração desse mesmo processo, através da acção combinada de moléculas biológicas (enzimas) que decompõem o plástico numa escala evolutiva que se cinge a poucas décadas, em vez de se aumentar a densidade do plástico das “sacolas” e com isso dificultar ainda mais a rápida decomposição!

Tratando-se de uma matéria flexível, resistente e com um custo bastante compensador em relação aos restantes materiais, cabe à comunidade científica diligenciar na descoberta de técnicas que o tornem mais fácil e rapidamente (bio)degradável e menos nocivo, ao meio ambiente e ao homem por inerência!

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