Alto Tâmega e Barroso e uma mulher agricultora de Vila Real são finalistas dos prémios europeus da agricultura biológica
Já são conhecidos os 21 finalistas dos prémios europeus da agricultura biológica. O anúncio dos vencedores vai acontecer a 23 de setembro, em Bruxelas, durante as celebrações do Dia Europeu da Produção Biológica.

Em 2024, a agricultura biológica na União Europeia (UE) abrangia 17,7 milhões de hectares e representava 10,9% do total das terras agrícolas. A meta estabelecida pela Comissão Europeia é atingir pelo menos 25% até 2030, no âmbito do projeto Horizonte Europa OrganicTargets4EU (2022-2026).
A primeira edição dos prémios da agricultura biológica da UE teve lugar em 2022 e, este ano, as inscrições para a edição de 2026 encerraram em 26 de abril de 2025 às 23:59:59.
De entre as candidaturas foram apurados 21 candidatos de sete categorias e oriundos de 12 Estados-membros.
O júri responsável pela seleção dos finalistas e que decidirá os vencedores em cada categoria é composto por representantes da Comissão Europeia, do Comité Económico e Social Europeu, do Comité das Regiões Europeu, da COPA-COGECA, do IFOAM Organics Europa (a principal organização europeia representativa do setor da agricultura e alimentação biológica), o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia.
Mulher agricultora de Vila Real é finalista
A primeira categoria de prémios visa eleger a melhor agricultora biológica (feminino) e o melhor agricultor biológico (masculino) da UE. O prémio é organizado pela COPA-COGECA e pela IFOAM Organics Europe.
No masculino, os finalistas são Hans Erik Joergensen, oriundo de Risbjerg Landbrug, Haarby (Dinamarca); Alfred Grand, oriundo da Fazenda Grand para Pesquisa e Demonstração, em Absdorf, Baixa Áustria (Áustria); e Georgios Antonopoulos, da Agroktima Antonopoulou, Farsala, na região da Tessália (Grécia).

A segunda categoria visa identificar e premiar a melhor região biológica/biodistrito na UE e o prémio é organizado pelo Comité das Regiões.
Alto Tâmega e Barroso é finalista
E, mais uma vez, Portugal surge em destaque. São finalistas o Distretto Sardegna Bio, na Sardenha (Itália), a região de Alto Tâmega e Barroso, Chaves (Portugal); e a Pla de Manlleu, em El Pla de Manlleu (Espanha).
A terceira categoria é para premiar a melhor cidade biológica e, também desta vez, o prémio é organizado pelo Comité das Regiões Europeu.
São finalistas nesta categoria as cidades de Cussac Fort Médoc, Gironda (França); Hellemmes, Lille (França); e Turim, na região de Piemonte (Itália).
Na quinta categoria – melhor retalhista de alimentos biológicos - o objetivo é reconhecer uma pequena ou média empresa (PME) do retalho alimentar que venda produtos biológicos. Este prémio é organizado pelo Comitê Económico e Social Europeu.
São finalistas nesta quinta categoria as empresas Boßhammersch Hof GmbH & Co. KG, Großseelheim, em Hesse (Alemanha); Relio Digital Marketplaces – ÖkoPiactér (Mercado Biológico), em Budapeste (Hungria); e OHNE, Gent, na Flandres (Bélgica).
Na sexta categoria - melhor restaurante/serviço de alimentação biológica -, o objetivo é reconhecer um restaurante/serviço de alimentação de pequeno e médio porte (PME) (independente ou parte de um hotel) e/ou serviço de alimentação (catering ou cantina) que ofereça opções com certificação biológica nas suas ementas.

Este prémio é organizado pelo Comitê Económico e Social Europeu e os finalistas são todos austríacos. Falamos de Zotter Schokolade GmbH, Riegersburg, Estíria (Áustria), Premiummarke VOI.bio do Chef Partie, Salzburgo (Áustria) e Köglerhof, Gramastetten, Alta Áustria (Áustria).
A agricultura e a aquicultura em modo biológico contribuem para a redução de fertilizantes químicos, pesticidas e antimicrobianos.
Esse modo de produção tem impactos diretos considerados positivos no clima, no meio ambiente, na biodiversidade, no bem-estar animal e na remuneração justa dos agricultores.
Na atual Política Agrícola Comum (PAC), todos os 27 Planos Estratégicos da PAC (PEPAC) incluem financiamento para apoiar a agricultura biológica.