Alergias ao rubro: níveis elevados de amieiro esta semana em Portugal!
A população que sofre de doenças respiratórias deve ter especial atenção hoje e nos próximos dias devido às altas concentrações de pólen de certas espécies. Afinal, não é só na primavera que a temática das alergias pode ser importante. Fique a saber mais sobre o assunto, aqui!

Em pleno inverno é natural que sintomas como garganta irritada, nariz congestionado e olhos lacrimejantes estejam associados a constipações, ou até mesmo gripes. No entanto, no decorrer da semana, é bem provável que estes sintomas estejam associados a alergias devido à presença de pólen dos amieiros na atmosfera.
A forma mais segura de distinguir os sintomas de uma constipação (ou mesmo gripe) dos sintomas associados às alergias é precisamente a duração dos mesmos. Geralmente, os sintomas de uma constipação duram entre 4 a 6 dias. No caso das alergias, os sintomas só se manifestam enquanto os pólenes estiverem a circular no ar.
A temática das alergias ganha especial relevo na transição entre o inverno e a primavera, altura do ano em que a maior parte das espécies de plantas e árvores floresce e lança os seus pólenes no ar. No entanto, na Península Ibérica há um conjunto de árvores que iniciam a sua floração ainda no inverno, como é o caso dos amieiros e das cupressáceas.
As condições meteorológicas de inverno estão intimamente ligadas à distribuição dos pólenes de inverno já que a humidade relativa, a forte precipitação e a interação dos pólenes com poluentes do ar favorecem a libertação do conteúdo alergénico na atmosfera.
No início desta semana já se tinha falado de #poeiras do Saara porque se concentraram expressivamente na #Madeira .
— Meteored | Tempo.pt (@MeteoredPT) February 15, 2023
Neste momento já aparecem em #Portugal, mas vão espalhar-se e intensificar-se ainda mais pelo território continental em breve. Reparem na invasão prevista ️! pic.twitter.com/8Oglujua7M
O que é e onde se vai notar a presença de pólen?
O amieiro, de nome científico Alnus glutinosa é uma árvore caducifólia, com casca cinzenta e escamosa, que apresenta geralmente uma copa cónica e pode atingir os 25 metros de altura. Estão distribuídos um pouco por toda a Península Ibérica, sendo que crescem principalmente em áreas mais húmidas, como são exemplo as margens dos rios. Associados a esta espécie encontram-se outras também autóctones como os olmos, os freixos, os salgueiros e os choupos.

O pólen do amieiro é um forte causador de alergias nos seres humanos, sendo muito semelhante ao pólen da bétula e da avelaneira, tendo o seu período de libertação do final do mês de janeiro até ao pico máximo que ocorre no mês de março. Apesar disto, segundo os especialistas, o pólen do amieiro é creditado com uma alergenicidade baixa a moderada.
A presença deste tipo de pólen será mais notada inicialmente no Norte de Portugal Continental, mais precisamente nas regiões a Norte do Rio Douro e ainda na Beira Interior, na faixa entre as cidades da Guarda e de Castelo Branco. Ao longo do dia de hoje a sua influência vai chegar a todo o litoral Norte e Centro, a áreas densamente povoadas como é o caso das Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa.
Entre quinta e sexta-feira, o Minho e o Douro Litoral vão registar concentrações elevadíssimas de pólen de amieiro. De resto, todo o Noroeste peninsular vai sofrer, durante todo o fim de semana, com picos de concentração de pólenes de amieiro na atmosfera.
Apenas o Sul do país vai escapar à presença de grandes concentrações de alergénios. Infelizmente, não será por isso que a qualidade do ar será melhor, já que aquela região vai ser afetada por outras partículas, as poeiras vindas do Norte de África, principalmente durante sábado.
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