Mudanças na circulação atmosférica em Portugal após a Páscoa: começam na segunda-feira, dia 6

Depois de um fim de semana de Páscoa com temperaturas quase de verão, Portugal prepara-se para uma mudança brusca no estado do tempo. A partir de segunda-feira, a aproximação de uma frente atlântica trará chuva, vento e uma descida significativa das temperaturas.

Entre esta quinta-feira, 2 de abril, e o domingo de Páscoa (dia 5), Portugal continental será influenciado por um regime anticiclónico estável, responsável por tempo seco, céu pouco nublado e uma subida progressiva das temperaturas.

Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso canal do WhatsApp. Siga-nos e ative as notificações.

As máximas irão aumentar gradualmente, podendo atingir valores próximos dos 28 a 30 ºC no interior do Vale do Tejo, já com características típicas de início de verão. No litoral, a influência marítima continuará a moderar as temperaturas.

Subida progressiva das temperaturas até domingo de Páscoa, com valores próximos dos 30 ºC no interior e ambiente quase de verão em várias regiões.
Subida progressiva das temperaturas até domingo de Páscoa, com valores próximos dos 30 ºC no interior e ambiente quase de verão em várias regiões.

A temperatura da água do mar oscilará entre 13 a 14 ºC na costa norte/centro e 15 a 17 ºC no sul. O vento será, de um modo geral, fraco, com rajadas pontualmente moderadas em áreas mais elevadas.

Ciclone atlântico desencadeia mudança abrupta

A partir de segunda-feira, dia 6, o padrão atmosférico altera-se significativamente. Um sistema depressionário muito cavado (com pressões próximas de 960 hPa) irá deslocar-se rapidamente no Atlântico em direção às Ilhas Britânicas, impulsionando uma frente fria ativa na direção da Península Ibérica.

Depressão muito cavada no Atlântico Norte (≈960 hPa) impulsiona uma frente fria ativa em direção à Península Ibérica.
Depressão muito cavada no Atlântico Norte (≈960 hPa) impulsiona uma frente fria ativa em direção à Península Ibérica.

Esta transição será marcada por uma mudança abrupta: o tempo seco e quente dará lugar a céu muito nublado, aumento do vento e ocorrência de precipitação, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Segunda e terça: chuva, vento e descida térmica

Na segunda-feira, a frente atlântica começa a afetar o território, com aguaceiros fracos e dispersos, inicialmente no litoral. Simultaneamente, ocorrerá uma descida acentuada das temperaturas, com entrada de ar mais frio, fazendo com que terça-feira apresente valores significativamente inferiores aos registados durante o fim de semana pascal.

Entrada de ar mais frio em altitude (3000 metros) após a passagem da frente atlântica, com descida acentuada das temperaturas face aos dias anteriores.
Entrada de ar mais frio em altitude (3000 metros) após a passagem da frente atlântica, com descida acentuada das temperaturas face aos dias anteriores.

No entanto, será na terça-feira, dia 7, que o episódio ganha maior expressão. Prevê-se precipitação mais generalizada no Norte, Centro e Vale do Tejo, com acumulados horários que podem ultrapassar os 4–5 mm/h, correspondendo a chuva moderada.

Chuva generalizada nas regiões Norte e Centro, com períodos de intensidade moderada e acumulados mais significativos no litoral.
Chuva generalizada nas regiões Norte e Centro, com períodos de intensidade moderada e acumulados mais significativos no litoral.

O vento será outra variável em destaque com a aproximação da frente atlântica. Ao longo de segunda-feira, espera-se um aumento gradual da intensidade do vento, tornando-se moderado e relativamente generalizado no território, com rajadas entre 40 e 55 km/h.

Durante a noite, e com a passagem da parte mais ativa da frente, a intensidade deverá aumentar, sobretudo nas regiões mais expostas e em altitude, com rajadas que poderão ultrapassar os 70 km/h na Serra da Estrela, não se excluindo valores pontualmente superiores nos pontos mais elevados.

Quarta-feira com incerteza na evolução

Para quarta-feira, dia 8, os modelos sugerem uma possível reorganização da circulação atmosférica.

O anticiclone dos Açores poderá reforçar-se e tentar bloquear novas frentes atlânticas, favorecendo uma tendência para estabilização. No entanto, a presença de um núcleo de baixas pressões sobre a Península Ibérica introduz incerteza na previsão, podendo ainda ocorrer períodos de instabilidade residual.

Em síntese, depois de um fim de semana com temperaturas quase de verão, Portugal prepara-se para uma mudança abrupta e típica da primavera, com chuva, vento e ar mais frio a regressarem já no início da próxima semana.

Não perca as últimas notícias da Meteored e desfrute de todo o nosso conteúdo no Google Discover totalmente GRÁTIS

+ Siga a Meteored