Entre hoje e sábado 25 prevê-se que dispare o risco de trovoadas: saiba os dias mais críticos e as zonas mais afetadas

Além das temperaturas invulgarmente elevadas para a época do ano, prevê-se que o risco de trovoadas dispare esta semana. Saiba os dias e as zonas de Portugal continental onde serão mais prováveis e frequentes.
Além do calor invulgar para esta época do ano na nossa geografia, especialmente entre hoje e amanhã, um dos aspetos meteorológicos mais marcantes desta semana será o aumento da probabilidade de ocorrência de trovoadas.
A deslocação de uma depressão no Atlântico, ao largo da costa ocidental de Portugal continental e Galiza, impulsionará uma massa de ar muito mais quente do que o habitual, deixando valores máximos que ainda nesta segunda-feira (20) poderá gerar 30/31 ºC nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana.
A crista subtropical influenciará o estado do tempo durante grande parte da semana, embora seja expectável o crescimento de núcleos convectivos isolados. A configuração sinóptica prevista, com um forte fluxo de Sul, será favorável ao transporte de poeiras saarianas em suspensão, pelo que onde chover, poderá cair lama.
Aguaceiros convectivos serão mais prováveis nestas regiões e nestas datas
Na terça-feira (21) prevê-se que a já referida depressão atlântica descreva uma deslocação vertiginosa para norte em paralelo à faixa costeira ocidental de Portugal continental. Ao posicionar-se a oeste do nosso país, os mapas revelam que esta baixa pressão descreverá uma circulação retrógrada (de oeste para leste), fazendo com que parte das linhas de instabilidade associadas alcancem a nossa geografia e gerem aguaceiros e trovoadas.

São mais prováveis durante a tarde tanto no interior como no litoral das Regiões Norte e Centro. Também se prevê que surjam no Alentejo e no Ribatejo. A precipitação convectiva poderá, por vezes, ser localmente forte e surgir sob a forma de granizo. A instabilidade será ainda acompanhada por um aumento da intensidade do vento de Sul e Leste que poderá provocar rajadas até 90 km/h nas zonas mais expostas do interior Norte e Centro.
Na quarta-feira (22) espera-se que as condições meteorológicas estabilizem temporariamente. A precipitação fraca poderá persistir até meio da manhã, com o céu a alternar períodos pouco nublados com outros de maior nebulosidade, estes últimos especialmente durante a tarde. Além disto, prevê-se uma descida das temperaturas máximas, mais notória no litoral das Regiões Norte e Centro.
Na quinta-feira (23) esperam-se algumas ligeiras alterações: a nebulosidade espalhar-se-á no interior Centro e na Região Sul a partir da tarde e o risco de aguaceiros e trovoadas aumentará, especialmente no Baixo Alentejo. Na sexta (24) preveem-se aguaceiros fracos e dispersos, mais prováveis no interior Centro, onde poderão ser acompanhados de trovoadas.

Porém, de acordo com os mapas de referência da Meteored, no sábado (25) a atividade elétrica voltará a aumentar em probabilidade, frequência, intensidade e área geográfica abrangida, fazendo deste dia um dos potencialmente mais fortes em termos de trovoadas, a par do de terça-feira, 21 de abril.
Com a configuração sinóptica prevista, é de esperar um aumento da atividade de trovoadas na reta final da semana, devido à combinação da instabilidade em altitude, do calor dos próximos dias (fornecerão energia para as trovoadas) e da convergência do vento de superfície que irá desencadear o crescimento de nuvens de desenvolvimento vertical. No entanto, é de salientar que se mantém alguma incerteza, como é habitual nestas previsões a curto e médio prazo.
Fenómenos adversos potencialmente gerados pelos núcleos convectivos
Em algumas regiões, as trovoadas poderão começar cedo, mas a atividade mais intensa é esperada a partir do meio-dia, como é habitual neste tipo de episódios. As acumulações pluviométricas deixadas pelas trovoadas terão uma distribuição muito irregular, embora localmente fortes num curto espaço de tempo.

Há que continuar a acompanhar as próximas atualizações do modelo. Além disto, os núcleos convectivos terão o potencial de gerar outros fenómenos adversos, tais como queda de granizo e rajadas de vento intensas.
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