Calor intenso em Portugal: prevê-se uma mudança significativa da massa de ar a partir de 19 de julho
A partir de 19 de julho, uma massa de ar mais quente poderá instalar-se sobre Portugal continental, favorecendo uma subida gradual das temperaturas. O interior poderá voltar a superar os 40 ºC durante a próxima semana.

A partir de 19 de julho, prevê-se uma mudança significativa da massa de ar sobre a Península Ibérica, com a entrada de ar progressivamente mais quente que poderá conduzir a um episódio de calor em Portugal continental.
As previsões do modelo europeu apontam para um reforço gradual deste cenário durante a próxima semana, embora a intensidade e a duração do episódio permaneçam dependentes da evolução da circulação atmosférica.
Uma massa de ar quente começa a instalar-se sobre a Península Ibérica
Esta mudança deverá resultar do reforço de uma crista anticiclónica que se estenderá desde o Norte de África até à Península Ibérica. À medida que esta configuração se instala, a atmosfera tornar-se-á mais estável, favorecendo céu pouco nublado, maior exposição à radiação solar e aquecimento gradual do ar. Em simultâneo, uma massa de ar cada vez mais quente avançará sobre a Península, criando condições para uma subida progressiva das temperaturas.

Os primeiros sinais desta mudança deverão fazer-se sentir durante o sábado. No entanto, será a partir de domingo, 19 de julho, que a massa de ar quente começará a instalar-se sobre grande parte do território continental. As previsões do ECMWF apontam para anomalias da temperatura entre 8 e 12 ºC acima da média para esta época do ano em altitude, um indicador da intensidade da massa de ar prevista.
Temperaturas superiores a 40 ºC poderão regressar ao interior
À superfície, as temperaturas máximas deverão subir gradualmente em praticamente todo o país. O interior Norte, Centro e Sul deverá registar o aumento mais expressivo, com valores que poderão aproximar-se ou ultrapassar os 40 ºC, sobretudo no Alentejo, vale do Tejo e em alguns locais do interior Centro.

No litoral, a influência do oceano continuará a moderar o aquecimento, embora também se espere uma subida das temperaturas, especialmente nas regiões Centro e Sul. O contraste entre o litoral e o interior poderá ultrapassar os 10 ºC nas horas de maior aquecimento.

O vento deverá soprar fraco no interior. Junto ao litoral, predominará a circulação do quadrante oeste ou noroeste durante a tarde, com velocidades entre 15 e 30 km/h, suficientes para moderar parcialmente as temperaturas costeiras, mas insuficientes para impedir o aquecimento do interior. A estabilidade prevista deverá limitar o desenvolvimento de trovoadas generalizadas.
As simulações atuais sugerem que esta massa de ar quente poderá manter-se sobre a Península Ibérica pelo menos até 22 de julho. Ainda assim, trata-se de uma previsão com vários dias de antecedência, pelo que as próximas atualizações serão importantes para validar a intensidade e a duração deste episódio de calor.