Calor aperta interior de Portugal e Algarve na quarta 22 de julho: 35 ºC ou mais previstos nestas 4 capitais distritais

O tempo estável, seco e predominantemente soalheiro manter-se-á pelo menos por mais uma jornada em Portugal continental. Além disso, na quarta-feira 22 de julho prevê-se uma subida das temperaturas máximas nalgumas regiões. Saiba as capitais distritais mais quentes do país.

Entre hoje (21) e quinta-feira, 23 de julho, o estado do tempo em Portugal continental será caracterizado por céu geralmente pouco nublado ou limpo, apesar de períodos de maior nebulosidade durante a manhã em grande parte da faixa costeira ocidental e ocasionalmente em algumas zonas do interior.

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Neste período, o vento soprará predominantemente do quadrante oeste. Quanto à tendência das temperaturas, prevê-se uma subida gradual e consecutiva dos valores das máximas de norte a sul, sendo mais expressiva nas regiões do interior.

Amanhã, 22 de julho, muitas zonas do interior de Portugal continental irão registar, em média, uma subida entre 2 e 3 ºC na temperatura máxima face ao dia de hoje.
Amanhã, 22 de julho, muitas zonas do interior de Portugal continental irão registar, em média, uma subida entre 2 e 3 ºC na temperatura máxima face ao dia de hoje.

Segundo os mapas de referência da Meteored, ocorrerá um breve período de tempo mais quente entre os dias 22 e 23 de julho, quando são expectáveis temperaturas máximas entre 35 e 39 ºC em diversas zonas do interior e Região Sul, tais como os vales do Douro, Tua e Sabor, Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio.

Quarta-feira, 22 de julho, o dia mais quente da semana em termos de intensidade e extensão geográfica

De acordo com as previsões do modelo Europeu, amanhã - quarta-feira 22 de julho - prevê-se um aquecimento das regiões do interior e do Sotavento Algarvio (metade oriental do distrito de Faro) face ao dia de hoje, enquanto o litoral manterá, de um modo geral, temperaturas semelhantes, sem variações significativas. No interior e na cidade de Faro, a maioria das capitais distritais registará uma subida entre 2 e 3 ºC entre hoje (21) e amanhã (22).

CidadeTemperatura Máxima Terça-feira, 21 de julhoTemperatura Máxima Quarta-feira, 22 de julho
Porto24 ºC24 ºC
Lisboa29 ºC30 ºC
Faro30 ºC32 ºC
Coimbra30 ºC30 ºC
Vila Real32 ºC34 ºC
Viseu30 ºC31 ºC
Bragança34 ºC36 ºC
Castelo Branco32 ºC35 ºC
Beja32 ºC35 ºC
Évora34 ºC36 ºC
Portalegre31 ºC34 ºC
Nota: A negrito, as 4 capitais distritais com previsão de máximas iguais ou superiores a 35 ºC na quarta-feira, 22 de julho. Fonte: Mapas da Meteored e IPMA.

As quatro capitais distritais mais quentes, todas com máximas em torno dos 35 e 36 ºC, serão Bragança e Évora (36 ºC) e Castelo Branco e Beja (35 ºC), sendo seguidas de perto por Vila Real e Portalegre (34 ºC).

Saiba o que está na origem da subida das temperaturas

A subida térmica resulta da ligeira deslocação para noroeste da bolsa de ar frio, permitindo o reforço da crista subtropical sobre a Península Ibérica. Este panorama favorecerá uma circulação propícia à entrada de uma massa de ar quente e seco procedente do Norte de África e do interior de Espanha, transportada de sul para norte e de leste para oeste em direção ao interior e metade oriental de Portugal continental, incluindo o Sotavento Algarvio.

Esta é uma das principais razões para a subida das temperaturas máximas prevista para amanhã, quarta-feira, dia 22.

O mapa de anomalia de temperatura à superfície não está relacionado diretamente com a subida das temperaturas, mas revela um país geralmente com temperaturas acima da média na quarta-feira, 22 de julho. Anomalias térmicas positivas entre 2 e 4 ºC, podendo no interior Norte ser de 7 ºC.
O mapa de anomalia de temperatura à superfície não está relacionado diretamente com a subida das temperaturas, mas revela um país geralmente com temperaturas acima da média na quarta-feira, 22 de julho. Anomalias térmicas positivas entre 2 e 4 ºC, podendo no interior Norte ser de 7 ºC.

Os restantes fatores de ordem geográfica e meteorológica que contribuem para um maior aquecimento amanhã (22) prendem-se com o predomínio de céu limpo ou com nebulosidade muito escassa nas regiões do interior, ao contrário do litoral, onde a proximidade do oceano Atlântico estimula uma maior persistência de nebulosidade matinal e limita a subida das temperaturas durante o período diurno.

Além disto, contribuirão o processo de subsidência do ar associado às altas pressões e a forte incidência da radiação solar, típica desta época do ano. De forma mais localizada, sobretudo nas zonas encaixadas dos vales do Douro e Guadiana, o relevo afunilado irá favorecer uma maior acumulação diurna, fazendo com que as localidades aí situadas e as áreas envolventes atinjam temperaturas mais elevadas.