As poeiras do Saara vão permanecer sobre Portugal até à próxima terça-feira, dia 8

Portugal continental continuará sob a influência de poeiras do Saara durante o fim de semana, com maior expressão em algumas regiões. Na segunda-feira, a mudança da circulação atmosférica deverá favorecer a dispersão progressiva das partículas.

Portugal continental vai continuar sob a influência de poeiras do Saara nos próximos dias. O episódio prolonga-se pelo fim de semana, com períodos de maior concentração e diferenças significativas entre regiões. A tendência deverá inverter-se a partir de segunda-feira.

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Esta intrusão resulta do transporte de partículas minerais provenientes do Norte de África. Nos últimos dias, a circulação atmosférica favoreceu o avanço de uma massa de ar quente e seco em direção à Península Ibérica, arrastando consigo poeiras do Saara até Portugal. A configuração responsável por este transporte deverá persistir durante o fim de semana, mas começará a alterar-se na segunda-feira, com a aproximação de uma perturbação atlântica a favorecer a entrada gradual de ar marítimo mais limpo.

Poeiras mantêm-se durante o fim de semana

Esta sexta-feira, a pluma deverá abranger praticamente todo o território continental, com maior expressão no Centro e Sul. Durante a tarde, Lisboa, Alentejo e o Algarve deverão estar entre as zonas mais afetadas, mantendo-se uma carga significativa de poeiras em suspensão.

Ao final da tarde de sábado, a carga de poeiras deverá ser mais elevada no Sul, sobretudo no Baixo Alentejo, onde o AOD poderá aproximar-se de 0,27. A pluma continuará, contudo, a abranger grande parte de Portugal continental.
Ao final da tarde de sábado, a carga de poeiras deverá ser mais elevada no Sul, sobretudo no Baixo Alentejo, onde o AOD poderá aproximar-se de 0,27. A pluma continuará, contudo, a abranger grande parte de Portugal continental.

No sábado, a intrusão continuará ainda definida. Entre o final da manhã e a tarde, o Alentejo e o Algarve deverão concentrar os valores mais elevados. O AOD, indicador da quantidade de partículas em suspensão na coluna atmosférica, deverá atingir valores próximos de 0,27 no Baixo Alentejo e 0,24 no Algarve ao final da tarde, traduzindo uma presença significativa de poeiras, suficiente para deixar a atmosfera mais turva e o céu esbranquiçado, com possível redução da visibilidade horizontal.

Na madrugada de domingo, as partículas finas deverão atingir concentrações mais elevadas no litoral Norte e Noroeste, sobretudo entre Porto e Braga.
Na madrugada de domingo, as partículas finas deverão atingir concentrações mais elevadas no litoral Norte e Noroeste, sobretudo entre Porto e Braga.

A fase mais crítica deverá estender-se entre a tarde de sábado e a manhã de domingo, acompanhada por uma alteração na distribuição das partículas. Durante a madrugada de domingo, os modelos apontam para um aumento das partículas finas no litoral Norte e Noroeste, com destaque para a região entre Porto e Braga. Lisboa também deverá registar concentrações elevadas nas primeiras horas do dia.

Ao meio-dia de segunda-feira, a pluma deverá já ter perdido expressão no Norte e Centro, enquanto a presença de poeiras continuará mais evidente no Sul. A entrada gradual de ar marítimo deverá favorecer a sua dispersão ao longo do dia.
Ao meio-dia de segunda-feira, a pluma deverá já ter perdido expressão no Norte e Centro, enquanto a presença de poeiras continuará mais evidente no Sul. A entrada gradual de ar marítimo deverá favorecer a sua dispersão ao longo do dia.

A partir das 12h de domingo, as concentrações deverão começar a diminuir no Norte e Centro. Durante a tarde, o Alentejo e o Algarve deverão permanecer como as regiões com maior presença de poeiras.

Mudança da circulação favorece dispersão das poeiras

Na segunda-feira, a mudança torna-se mais evidente, com a pluma a perder expressão. A melhoria deverá começar pelo litoral Norte e Centro e avançar para o interior e Sul, acompanhando a renovação da massa de ar.

No início de terça-feira, dia 8, a intrusão estará praticamente dissipada, com os modelos a apontarem apenas para concentrações residuais na generalidade de Portugal continental.