Capri toma medida inédita para travar o caos turístico este verão

Vai viajar para Capri? Há novas regras nas ruas da ilha italiana. O objetivo? Acabar com abordagens insistentes nas ruas e garantir uma experiência mais tranquila para turistas e residentes.

Capri endurece regras contra abordagens a turistas nas ruas. Foto: Unsplash
Capri endurece regras contra abordagens a turistas nas ruas. Foto: Unsplash

Tem viagem marcada para Capri neste verão? Pode ficar descansado, esses dias poderão ser mais calmos do que pensa.

Por ser um destino turístico muito procurado, a ilha italiana costuma ser associada à confusão.

Ora há os vendedores ambulantes, os empregados de restaurante a darem a conhecer os seus menus, ou os operadores turísticos a tentar vender viagens de barco.

Andar na rua torna-se um desafio para os visitantes mais tímidos. Aliás, há quem defina essas interações quase como assédio, verdadeiramente incómodas e frustrantes.

Agora, a ilha italiana decidiu apertar o controlo sobre este comportamento para tornar a experiência dos viajantes mais agradável. A notícia foi avançada pela ‘Euronews’.

Tudo para tornar o verão mais tranquilo

Depois de ter limitado o tamanho dos grupos turísticos e de ter proibido os guias de utilizarem altifalantes e guarda-chuvas, chegou a nova medida. O objetivo? “Reduzir o incómodo causado a outros visitantes e residentes”, lê-se no site de notícias.

E não é por menos. É que Capri chega a receber até 50 000 visitantes por dia em plena época alta. Este valor está muito acima da população residente, que ronda as 13 000 a 15 000 pessoas.

Capri proíbe comerciantes de aliciar turistas na rua

“Sei que há turistas que, desde o momento em que desembarcam do barco até chegarem à entrada do funicular [que liga o porto à localidade no topo], são abordados mais de cinco vezes com propostas de passeios e restaurantes”, disse Paolo Falco, presidente da Câmara, à comunicação social italiana. “Esta insistência tem um efeito desagradável.”

Esqueça as abordagens de comerciantes que oferecem serviços como voltas à ilha, excursões de barco e menus com desconto em restaurantes e bares.

Uma nova portaria das autoridades, atualizada em relação ao ano passado, veio agora tratar desta prática.

Capri procura menos caos e mais tranquilidade. Foto: Unsplash
Capri procura menos caos e mais tranquilidade. Foto: Unsplash

“Os operadores comerciais, os proprietários de agências de serviços turísticos e os seus funcionários estão absolutamente proibidos de procurar clientes recorrendo a métodos intrusivos e insistentes em terrenos públicos ou de uso público”, lê-se no texto.

“Compreendemos a necessidade de transmitir uma mensagem promocional, mas não abdicamos de que isso seja feito com a graça e a elegância dignas de Capri”, acrescentou o autarca.

Num esforço para reduzir as perturbações e restaurar a fluidez nas famosas ruas estreitas, os novos regulamentos sublinham, então, que os turistas na ilha devem poder deslocar-se livremente. Tudo sem “serem continuamente abordados e travados por operadores económicos empenhados em qualquer forma de intermediação ou promoção de bens e serviços na via pública, incluindo publicidade de rua não solicitada, e usando para esse fim brochuras, folhetos e mapas”.

Os proprietários de negócios que sejam apanhados a incomodar turistas em espaços públicos enfrentarão sanções financeiras que variam entre 25€ e 500€.

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