Treinar na cidade: as estratégias essenciais para proteger os pulmões da poluição
Do asfalto para a natureza: as estratégias essenciais para proteger os seus pulmões e respirar ar puro enquanto treina. Saiba mais aqui!

Quem corre conhece bem a diferença entre a sensação de uma estrada movimentada e o alívio de um percurso em plena natureza. Embora os benefícios do exercício ao ar livre superem, por norma, os riscos da poluição, a atividade física intensa altera drasticamente a nossa fisiologia respiratória.
Ao contornar a filtragem natural das fossas nasais, abrimos caminho para que poluentes tóxicos, como o dióxido de azoto, o monóxido de carbono, o ozono e as partículas finas (PM2.5), penetrem nas zonas mais profundas dos pulmões.

A inalação prolongada e profunda destes compostos causa inflamação pulmonar, prejudica o desenvolvimento respiratório e pode aumentar o risco de doenças neurológicas ou agravar condições como a asma.
A importância da escolha do local, do horário e da intensidade
Para mitigar estes riscos, a escolha do local e do horário de treino é a principal linha de defesa. Deve-se evitar praticar exercício durante as horas de ponta, dando preferência ao início da manhã, quando há menos tráfego, as temperaturas são mais baixas e os níveis de ozono estão reduzidos.
É recomendável evitar cruzamentos e ruas ladeadas por edifícios altos que aprisionam os gases, optando sempre por parques, florestas ou vias residenciais calmas. Além disso, monitorizar o Índice de Qualidade do Ar (AQI) permite ajustar o ritmo: em dias críticos, reduzir a intensidade (optar por uma caminhada rápida em vez de uma corrida intensa) limita significativamente o volume de ar poluído inalado.
Alternativas em recintos fechados e cuidados complementares
Se o ar estiver severamente poluído, transferir o treino para um ambiente fechado (ginásio ou em casa) é a decisão mais segura. Contudo, ao treinar em casa, garanta que o espaço está bem ventilado, pois o dióxido de carbono exalado durante o esforço acumula-se rapidamente num quarto fechado, prejudicando o desempenho.

Quanto ao uso de máscaras (como as FFP2), embora filtrem partículas de forma eficaz, dificultam a respiração em esforços vigorosos, sendo mais adequadas para deslocações a ritmos moderados. Por fim, apostar numa dieta rica em antioxidantes e ómega-3 ajuda o organismo a combater a inflamação celular induzida pelos poluentes.
Com o devido planeamento estratégico, é perfeitamente possível manter-se ativo e colher os benefícios do desporto protegendo a saúde respiratória.
Referência da notícia
Hogenboom, Melissa. (2026). How to minimise the amount of polluted air you inhale while exercising.