Temporal no Rio de Janeiro provoca mortes

A chuva que iniciou na noite de ontem, causou um rasto de destruição na área metropolitana do Rio de Janeiro. Cinco mortes foram confirmadas, uma pessoa está desaparecida e parte da ciclovia Tim Maia desabou.

Alfredo Graça Alfredo Graça 07 Fev. 2019 - 13:28 UTC

Imagens que impressionam o Brasil: pessoas e veículos foram completamente arrastados pela água nas ruas que mais se assemelhavam a rios urbanos. Cinco mortes foram confirmadas: duas em Barra de Guaratiba, uma na Rocinha, uma no Vidigal e uma na Avenida Niemeyer. O temporal prolongou-se madrugada fora desta quinta-feira (7) com rajadas de vento na ordem dos 110km/h, chuva torrencial e relâmpagos. Na Barra/Barrinha, Alto da Boa Vista e Rocinha registaram-se acima de 30 mm de chuva em apenas 15 minutos. No total, 64 árvores tombaram devido aos ventos e pelo menos dois autocarros foram atingidos por deslizamentos de terra.

A chuva foi originada pela entrada de uma frente fria que se localizou sobre o sudeste do Brasil. A entrada dos jactos de baixos níveis trazem humidade da Amazónia o que contribuiu para estimular um sistema que deverá permanecer ativo nos próximos dias.

No Rio de Janeiro a chuva deve continuar nesta quinta-feira (7). Com o solo já alagado, deverão ocorrer novos deslizamentos de terra na área metropolitana. A temperatura máxima deverá chegar a 28 ºC. Na semana passada, as máximas chegaram a 40 ºC com sensação térmica de 48,3 ºC. Na sexta feira, o sistema frontal deverá concentrar-se no norte do estado carioca, aliviando dessa forma a tensão na capital. A entrada do sistema frontal dominou as temperaturas no Rio de Janeiro.

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