Tempestade Kristin: Governo firma acordo com o Banco de Fomento para financiar a remoção de material lenhoso da floresta
O Governo diz que o apoio disponível para operadores económicos localizados em todo o território nacional “garante uma resposta abrangente e equitativa”. O financiamento pode ascender até 2,5 milhões de euros por empresa, permitindo resposta às necessidades de fundo de maneio.

O comboio de tempestades que assolou Portugal entre o final de janeiro e a primeira semana de fevereiro deixou um rasto de devastação em várias áreas. Desde logo, nas habitações, fábricas, estufas e outras estruturas agrícolas, mas, também, no setor florestal.
Só no concelho de Leiria, um dos mais afetados, mais de 190 quilómetros de caminhos florestais ficaram obstruídos.
No concelho de Pombal, a depressão Kristin obstruiu 2 400 quilómetros de estradas e caminhos florestais. Isto, além dos milhões de árvores destruídas, umas arrancadas e outras partidas e que é agora necessário remover do terreno.
A meados de março o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, anunciou, durante uma visita a Pombal, um apoio no valor total de 40 milhões de euros, financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), para financiar as operações que os proprietários florestais têm de executar para remover as árvores caídas e limparem os terrenos afetados pela depressão Kristin.
O incentivo anunciado era de cerca mil euros por hectare e visava apoiar os proprietários a retirarem a madeira com valor económico e depois a limpar os terrenos "para não deixarem material combustível", disse, à data, o ministro José Manuel Fernandes, em visita à freguesia da Guia, no concelho de Pombal.
Limpar 30 mil hectares
O governante traçou o objetivo: limpar, até ao final do ano, as zonas críticas, estimadas em 30 mil hectares.
Esta medida visa “reforçar a liquidez das empresas, permitindo fazer face a necessidades imediatas de tesouraria e assegurar a continuidade da remoção de material lenhoso nas zonas impactadas pela tempestade Kristin”, revelou o Ministério da Agricultura em comunicado.

O acesso a esta linha tem âmbito nacional e visa garantir que todas as empresas do setor florestal possam aceder a um instrumento financeiro considerado “ágil e eficaz”, independentemente da sua localização geográfica, para aquisição e remoção de material lenhoso nas áreas afetadas.
O Governo explica, em comunicado, que esta linha de crédito visa “reforçar o compromisso do Governo com a recuperação, a resiliência e a valorização do setor florestal”.
Resposta à prevenção de incêndios
E há, ainda, outra meta associada: “assegurar uma melhor capacidade de resposta na prevenção de incêndios”.
Citado num comunicado conjunto, o ministro da Economia e da Coesão Territorial afirmou que, “com o aproximar da época de incêndios, há toda a urgência em remover as árvores caídas e limpar os terrenos”.

O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, diz que “esta linha visa precisamente acelerar este processo de forma que estes territórios tão massacrados pelas tempestades não sejam ainda mais penalizados”.
Já o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, é de opinião que “esta é mais uma iniciativa para reforçar o compromisso do Governo com a recuperação, a resiliência e a valorização do setor florestal”.
O governante ainda sublinhou que esta ação vai ajudar a “assegurar uma melhor capacidade de resposta na prevenção de incêndios e de riscos de saúde vegetal" das florestas atingidas pelas intempéries.
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