Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas

Em 2027, vão surgir dezenas de novos parques seguros para estacionar bicicletas junto a estações e interfaces da Área Metropolitana de Lisboa.

A Área Metropolitana de Lisboa quer facilitar a vida a quem combina a bicicleta com os transportes públicos. Foto ilustrativa: Unsplash
A Área Metropolitana de Lisboa quer facilitar a vida a quem combina a bicicleta com os transportes públicos. Foto ilustrativa: Unsplash

Cada vez mais pessoas optam por deixar o carro em casa e fazer parte do percurso diário de e para o trabalho de bicicleta. O problema surge, muitas vezes, quando chega a altura de a deixar estacionada para apanhar o comboio, o metro ou o autocarro. Encontrar um local seguro nem sempre é fácil, mas essa realidade deverá começar a mudar.

Em breve, a Área Metropolitana de Lisboa (AML) terá mais abrigos de bicicletas. Onde? Junto às principais interfaces de transportes públicos.

A rede, chamada Navegante BICI, estará disponível a partir de 2027, e será acessível aos utilizadores do passe Navegante. A notícia foi avançada pelo jornal ‘Público’.

Conheça o Navegante BICI

O projeto inclui um total de 57 bicicletários, que serão distribuídos pelos 18 municípios da região. Este estará sob a responsabilidade da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), a empresa que gere a Carris Metropolitana.

“O nosso objetivo é que o sistema possa estar a funcionar, se não totalmente, pelo menos em parte, durante 2027”, explicou ao mesmo jornal o presidente da TML, Carlos Humberto Pedrosa. A ideia, acrescenta, é conectar o uso da bicicleta aos dos transportes públicos, “sem grandes complicações e em segurança”.

“Numa primeira fase, o sistema apenas permite a utilização através do cartão, mas o objetivo é que ele possa ser utilizado com o telemóvel, quando estiver disponível a aplicação”, detalhou ainda o responsável.

Um lugar seguro para deixar a bicicleta

A nova rede foi pensada, assim, para responder a uma das maiores preocupações de quem utiliza a bicicleta nas deslocações diárias: o receio de a deixar estacionada durante várias horas.

Os novos abrigos terão acesso eletrónico e permitirão prender o quadro da bicicleta com diferentes tipos de cadeados, como os populares cadeados em "U", correntes ou cabos de segurança. A maioria das estruturas será modular e terá capacidade para receber, pelo menos, uma dúzia de bicicletas, embora existam diferentes dimensões consoante o espaço disponível em cada local.

Rede metropolitana pretende fomentar uso combinado de bicicletas e transportes públicos. Foto ilustrativa: Unsplash
Rede metropolitana pretende fomentar uso combinado de bicicletas e transportes públicos. Foto ilustrativa: Unsplash

E como é que será feita a distribuição dos parques? Esta foi definida tendo em conta os principais pontos de ligação aos transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa.

O concelho de Lisboa será o mais beneficiado, compreensivelmente, com dez novos bicicletários previstos. Estarão localizados no Oriente, Sete Rios (duas unidades), Entrecampos (duas), Aeroporto (duas), Santa Apolónia (duas) e junto à sede da Área Metropolitana de Lisboa, na Rua da Cruz de Santa Apolónia.

Também Oeiras receberá cinco novos espaços, junto às estações ferroviárias de Algés, Caxias, Paço de Arcos, Oeiras e Santo Amaro.

Em Cascais, os parques serão instalados nas estações de Cascais, Carcavelos, Estoril, São Pedro do Estoril e São João do Estoril. Já em Odivelas, os novos bicicletários ficarão junto à estação de metro de Odivelas, à estação de Senhor Roubado e ainda nas zonas da Póvoa de Santo Adrião e da Ramada.

Os restantes municípios da Área Metropolitana de Lisboa também terão estruturas semelhantes, escolhidas de acordo com os principais pontos de entrada na rede de transportes.

Mais bicicletas, menos trânsito e cidades mais sustentáveis

A criação da rede Navegante BICI faz parte de uma estratégia mais ampla para incentivar formas de mobilidade mais sustentáveis na região de Lisboa.

Ao facilitar a ligação entre a bicicleta e os transportes públicos, espera-se reduzir a dependência do automóvel nas deslocações diárias, diminuir o trânsito e contribuir para a redução das emissões de gases com efeito de estufa.

Além da componente ambiental, o projeto procura também tornar as viagens mais cómodas para quem vive nos arredores das estações e prefere percorrer os primeiros ou últimos quilómetros de bicicleta, evitando problemas de estacionamento e tempos de espera.

Referência da notícia

Público, Alemão, S. (2026). A partir de 2027, região de Lisboa terá rede de abrigos de bicicletas junto às estações.
Time Out, Barbedo, R. (2026). Região de Lisboa vai ter abrigos seguros para bicicletas junto a estações de transporte.
NiT, Castro, P. (2026). Grande Lisboa vai ter parques para bicicletas junto das estações de transportes.