O nordeste peninsular amanheceu com chuvas torrenciais

Enquanto que a seca continua a persistir no centro da Península Ibérica, as chuvas intensas atingem o Vale do Ebro e o norte da vertente mediterrânea. Continuarão por ali até quinta-feira.

Victor González Victor González Alfredo Graça 20 Ago. 2019 - 15:34 UTC

Durante toda a noite passada as precipitações foram intensas e bastante gerais em boa parte do nordeste da Península Ibérica. Destacam-se acumulados como os 103 litros por metro quadrado registados em Castejón de Valdejasa (Saragoça) nas últimas 24 horas. No entanto, as consequências mais graves ocorreram perto do litoral Mediterrâneo onde várias células tempestuosas permaneceram quase estacionárias, deixando precipitações mais irregulares e restritas mas que chegaram a alcançar intensidade torrencial nas últimas horas. Estas tempestades, alimentadas pela convergência de brisas defronte da costa, não estavam especialmente organizadas, porém, a sua lenta deslocação e grande volume de água precipitável permitiram a acumulação de quantidades alarmantes de chuva.

É o caso de Benicarló (Castellón) onde uma multicélula permaneceu praticamente estática sobre a zona entre as 7:30 e as 9:00 am. As precipitações chegaram a ser muito fortes na zona segundo as estimativas do radar, rondando provavelmente os 100 l/m2 nesse período como já tinham corroborado alguns aficionados na zona. No entanto, a localização deveras pontual das tempestades impediu que os pluviómetros oficiais registassem a magnitude do episódio por não existir nenhum situado na área de maior torrencialidade.

As consequências não tardaram em fazer-se notar. Inclusivamente, antes da tempestade acabar, várias ruas transbordaram obrigando os bombeiros a resgatar várias pessoas presas nos seus veículos com a subida do nível da água, felizmente sem lamentar danos pessoais. Não obstante, não se pode baixar a guarda, já que as tempestades vão continuar a gerar-se tanto hoje como amanhã e poderá repetir-se a situação noutras zonas.

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