O mapa geográfico da segurança para quem viaja sozinho: dos refúgios europeus aos destinos de maior risco
Segurança, saúde e infraestruturas: o guia completo dos destinos mais recomendados e dos locais a evitar numa aventura a solo. Saiba mais aqui!

Viajar sozinho é uma experiência incrivelmente libertadora, mas que exige um planeamento minucioso e cuidados redobrados, especialmente no que toca à escolha do destino.
Esta avaliação minuciosa baseou-se em três pilares fundamentais: a segurança pública, a qualidade das infraestruturas locais e o acesso a cuidados de saúde. A cada país foi atribuída uma pontuação de risco numa escala de zero a dez, em que os valores mais altos correspondem a um grau de perigo mais elevado.
Os destinos de maior risco
Nesta análise, o grupo dos destinos mais perigosos para os viajantes a solo é largamente dominado por países da América do Sul e das Caraíbas. A Venezuela surge no topo desta lista pouco desejável, atingindo a preocupante pontuação de risco de 9,74.

Mas quais as razões para a Venezuela estar em primeiro lugar? Este primeiro lugar deve-se a uma confluência de fatores profundamente negativos, nomeadamente os elevados índices de criminalidade urbana, uma vez que menos de 10% dos habitantes se sentem seguros a caminhar durante a noite.
Em segundo lugar surge o Peru, com 8,87 pontos, onde a violência urbana contínua a ser um problema crónico e as infraestruturas de telecomunicações deficientes dificultam qualquer pedido de ajuda ou comunicação em caso de emergência.

A fechar o pódio do risco encontra-se o Gabão, na África Central, onde a principal preocupação recai na extrema fragilidade do sistema de saúde e na falta de camas hospitalares, particularmente fora das grandes cidades.

Esta lista de maior risco fica completa com a presença da Colômbia, Bolívia, Jamaica, Guiana, Equador, Trindade e Tobago e África do Sul, destinos que, segundo o estudo, requerem uma enorme cautela por parte dos aventureiros solitários.
Os destinos com maior segurança
No espetro oposto, o continente europeu destaca-se por dominar quase por completo a lista dos locais mais seguros para explorar a solo, oferecendo grande estabilidade, infraestruturas de excelência e baixíssimos índices de criminalidade.
Neste local idílico, a esmagadora maioria da população relata sentir-se totalmente segura a qualquer hora do dia, beneficiando ainda de um baixo risco ambiental e de excelentes cuidados de saúde.

Logo a seguir, na segunda posição, encontra-se Andorra, outro microestado pacífico situado nos Pirenéus, que se destaca pelo seu desempenho irrepreensível em todas as categorias avaliadas e por uma forte sensação generalizada de proteção entre os seus habitantes.

Singapura, sendo a única exceção não europeia a figurar nos dez primeiros lugares, assegura a terceira posição da tabela. Esta dinâmica cidade-estado asiática é sobejamente reconhecida a nível mundial por aliar tecnologia de ponta na área da saúde a padrões de segurança pública extremamente rigorosos.

O leque dos dez destinos mais indicados e protegidos para viagens a solo fica assim completo com países como a Áustria, a República Checa, o Catar, a Estónia, o Brunei, a Dinamarca e a Eslovénia.
Em suma, o estudo evidencia que, embora o mundo seja vasto e fascinante para descobrir de forma autónoma, a escolha ponderada e informada do destino é o primeiro passo essencial para garantir uma aventura plenamente segura e memorável.
Referência da notícia
Samuel Amaral. (2026). Os 10 países mais perigosos para quem viaja sozinho - e os 10 mais seguros.