Nomes das tempestades em Portugal para 2026-2027: a lista completa

No início deste mês de setembro foi anunciada a nova lista de nomes das tempestades extratropicais da temporada 2026/2027. Consulte-a e saiba porque é que se atribuem nomes a depressões, bem como algumas curiosidades.

Se uma tempestade tropical formada no oceano Atlântico for nomeada pelo National Hurricane Center (NHC) dos EUA e sofrer uma transformação nas suas características termodinâmicas - tornando-se uma tempestade de características extratropicais - manterá o nome atribuído originalmente pelo NHC na comunicação dos serviços meteorológicos europeus, incluindo o IPMA. Porém, as típicas depressões atlânticas, se cumprirem com os critérios de 'grande impacto', receberão um dos nomes da lista para 2025/2026.
Se uma tempestade tropical formada no oceano Atlântico for nomeada pelo National Hurricane Center (NHC) dos EUA e sofrer uma transformação nas suas características termodinâmicas - tornando-se uma tempestade de características extratropicais - manterá o nome atribuído originalmente pelo NHC na comunicação dos serviços meteorológicos europeus, incluindo o IPMA. Porém, as típicas depressões atlânticas, se cumprirem com os critérios de 'grande impacto', receberão um dos nomes da lista para 2025/2026.

No primeiro dia deste mês de setembro teve início a nova época de nomeação de tempestades extratropicais 2026/2027 na Europa. Terminará a 31 de agosto de 2027.

A cada dia 1 de setembro, data que assinala o início do outono climatológico e de uma nova temporada de tempestades extratropicais (e de grande impacto) na Europa, ‘nasce’ uma nova lista de nomes em diferentes grupos europeus.

Portugal pertence ao Grupo Sudoeste e é representado pelo IPMA. A lista de nomes para a temporada 2026/2027 foi aprovada e difundida ao público no início deste mês de setembro. Consulte a lista completa na imagem abaixo.

Atribuir nomes às tempestades é eficaz na comunicação de fenómenos com potenciais riscos para pessoas e bens

Segundo o IPMA, “a nomeação de tempestades tem-se mostrado eficaz na comunicação da ocorrência destes fenómenos meteorológicos que trazem associadas situações de risco potencial para as vidas e bens dos cidadãos”.

Além disto, proporciona fluidez na comunicação entre os Serviços Meteorológicos de diferentes países e as estruturas de Proteção Civil. Por último, este método revela uma maior facilidade em identificar e estudar as depressões durante o seu percurso pela Europa.

Quando uma tempestade reúne os critérios para a sua nomeação, recorre-se à lista previamente definida por todos os países do Grupo Sudoeste, constituída por 21 nomes, de A a Z, e que alterna entre nomes masculinos e femininos. Segundo o IPMA, “algumas letras foram excluídas pela dificuldade de encontrar nomes percetíveis por todos os parceiros do grupo”. Imagem: AEMET
Quando uma tempestade reúne os critérios para a sua nomeação, recorre-se à lista previamente definida por todos os países do Grupo Sudoeste, constituída por 21 nomes, de A a Z, e que alterna entre nomes masculinos e femininos. Segundo o IPMA, “algumas letras foram excluídas pela dificuldade de encontrar nomes percetíveis por todos os parceiros do grupo”. Imagem: AEMET

Uma tempestade só é nomeada quando certos critérios previamente determinados se cumprem. Entre eles, incluem-se os impactos e a emissão de avisos de nível laranja ou vermelho, enquadrados no sistema internacional de avisos meteorológicos (na Europa é o MeteoAlarm).

O vento é o principal elemento meteorológico que contribui para a nomeação de uma tempestade. No entanto, têm sido sempre tidos em conta outros elementos meteorológicos na nomeação de tempestades, por exemplo a precipitação, desde que o seu impacto tenha potencial para ser severo.

A rede EUMETNET reúne 33 serviços meteorológicos à escala europeia e foi sob a sua égide que se fundou o projeto conjunto de atribuição de nomes a tempestades por parte dos serviços meteorológicos da Europa.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) é, como o próprio nome indica, o serviço meteorológico de Portugal e pertence ao Grupo Sudoeste, no qual se incluem também os serviços meteorológicos de Espanha (AEMET), de França (Météo-France), do Luxemburgo (MeteoLux), da Bélgica (RMI) e de Andorra (Servei Meteorològic Nacional do Principado de Andorra).

Curiosidades sobre os nomes atribuídos aos centros de ação atmosférica

A primeira das curiosidades é que, na Alemanha, a tradição de atribuir nomes a depressões (centros de baixas pressões) e até mesmo a anticiclones (centros de altas pressões) é antiga. Desde 1954, o Instituto de Meteorologia da Universidade Livre de Berlim atribui nomes a centros de ação que influenciam o clima na Europa central.

Inicialmente eram atribuídos nomes femininos às depressões e nomes masculinos aos anticiclones, tendo sido pré-definidas dez listas de nomes masculinos e dez listas de nomes femininos num total de 260 nomes femininos e 260 nomes masculinos. Quando os nomes esgotavam, começava-se de novo.

Outra curiosidade prende-se com a entrada em vigor - a partir do dia 1 de dezembro de 2017 - do atual sistema de atribuição de nomes a depressões e que foi acordado entre os Serviços Meteorológicos de Portugal, Espanha e França (na altura, apenas estes países pertenciam ao Grupo Sudoeste, só posteriormente é que os Serviços Meteorológicos de Bélgica (2019), Luxemburgo (2021) e Andorra (2025) se juntaram).