Lisboa reforça sistema de alerta de tsunami com novas sirenes na frente ribeirinha
Lisboa reforça a segurança na frente ribeirinha com avisos sonoros, melhorando a capacidade de resposta e proteção das populações perante riscos costeiros extremos.

Lisboa vai reforçar ainda este ano o sistema de aviso e alerta de tsunami, ampliando a cobertura das zonas mais vulneráveis da cidade. A Câmara Municipal anunciou a instalação de duas novas sirenes na frente ribeirinha e a relocalização de um equipamento já existente, medidas que resultam de estudos técnicos e dos exercícios de proteção civil realizados nos últimos meses.
A autarquia pretende assim aumentar a capacidade de aviso sonoro numa faixa urbana particularmente exposta ao risco de tsunami, entre Belém e Santa Apolónia.
A Baixa Pombalina também será alvo de ajustes. A sirene atualmente instalada nas instalações da Marinha, na Avenida Ribeira das Naus, será transferida para o Miradouro do Chão do Loureiro, uma localização que, segundo o município, permitirá melhorar significativamente a propagação do sinal sonoro no Terreiro do Paço e nas ruas da Baixa, onde a densidade de pessoas é especialmente elevada.
Alertas dão 30 minutos de antecedência
Estas decisões resultam de estudos acústicos e da avaliação feita após o simulacro Lisbon Wave 26, realizado em março, que testou o sistema de alerta e identificou pontos críticos.
Com as alterações agora anunciadas, Lisboa passará a contar com sirenes instaladas na Praça do Império, Passeio Carlos do Carmo, Doca de Alcântara/Santo Amaro, Jardim Sá da Bandeira, Santa Apolónia e Chão do Loureiro. O objetivo é atingir um total de dez sirenes distribuídas pela frente ribeirinha até ao final do atual mandato do executivo de Carlos Moedas.
O intervalo cria uma janela de tempo considerada crucial para que as pessoas se desloquem até às zonas seguras. No entanto, o município sublinha que a tecnologia só é eficaz se acompanhada por maior sensibilização pública sobre os procedimentos a adotar perante um sismo seguido de tsunami.
Rede de zonas de segurança conta com 86 locais
Lisboa dispõe já de uma rede oficial de Pontos de Encontro de Emergência, concebida para orientar a população em situações de risco. São 86 locais seguros distribuídos por todas as freguesias, maioritariamente praças, parques e zonas elevadas. Estão assinalados fisicamente nas ruas e podem ser consultados através de mapas interativos no website da Câmara Municipal (ver referências do artigo).
Embora raros, os tsunamis representam um risco real para Lisboa. O mais devastador ocorreu após o sismo de 1 de novembro de 1755, quando a primeira onda atingiu a cidade cerca de 40 minutos depois do tremor de terra. A frente ribeirinha permanece vulnerável, sobretudo entre Belém e Santa Apolónia, onde a baixa altitude e a proximidade ao Tejo aumentam a exposição.

Com o reforço das sirenes, Lisboa dá mais um passo na preparação para cenários extremos, combinando tecnologia, planeamento urbano e informação pública para reduzir riscos e proteger vidas.
Referência da notícia
Município de Lisboa. Sistema de alerta de tsunami terá mais duas sirenes.
Município de Lisboa. Pontos de encontro de emergência.