Inundações violentas em Veneza provocam mortes e danos severos

A cidade de Veneza, em Itália, está a enfrentar uma maré anómala induzida pela Lua cheia, pelas baixas pressões, pelo vento de sudeste e pelas chuvas fortes. Ontem e hoje viveram-se momentos aflitivos. Saiba tudo aqui!

Alfredo Graça Alfredo Graça 13 Nov. 2019 - 20:28 UTC

Veneza é uma das cidades mais conhecidas do mundo devido à sua localização peculiar no meio de uma lagoa, que envolve e atravessa o núcleo urbano através de inúmeros canais. Normalmente, isto é um atrativo sem igual mas existem certos momentos, induzidos pelas marés, pelo vento de sudeste e pelas baixas pressões, que acabam por se transformar em desastres. Todos temos na memória a Praça de São Marcos inundada, com os peões a fazer malabarismos e equilibrismo em cima das tábuas suspensas sobre a água. Nas últimas horas os venezianos estão a enfrentar uma maré anómala, das mais impressionantes do último século, de acordo com os especialistas.

Mais de 85 % da cidade de Veneza ficou inundada e infelizmente, já morreram duas pessoas. Uma das vítimas mortais foi eletrocutada dentro de casa.

A maré que atingiu Veneza nas últimas horas vai ficar para a História. Desde o dia 4 de novembro de 1966 que não se registava um evento tão potente como este. Ontem à noite, pelas 22h50, deu-se o auge: a água atingiu um máximo de 187 cm em relação ao nível "zero": trata-se do número mais elevado desde 1966, quando ocorreu a tragédia da "acqua granda" (194 cm).

Barcos afundados e danos severos na Basílica de São Marcos

Os danos estruturais são verdadeiramente severos. Há gôndolas e barcos totalmente arrancados das amarras, três barcos a vapor afundados e barcos à deriva. A ‘Acqua Alta’ entrou pela Basílica de São Marcos, tornando a cripta submersa e danificando-a.

Outro pico poderá acontecer até aos 160 cm. Clique neste link para acompanhar tudo no site oficial do Centro Maree di Venezia.

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