Furacão Dorian atinge a categoria 5 nas Bahamas

O Furacão Dorian atingiu a categoria máxima à chegada às Bahamas, onde já provocou um rasto de destruição. Chuvas e ventos fortes são as principais características deste evento severo que promete revelar-se ainda mais destruidor, naquela área do globo. Confira connosco.

João Tomás João Tomás 01 Set. 2019 - 19:59 UTC
O furacão Dorian é um monstro. Com rajadas máximas de até 320 km/h, agora é um furacão do mais alto nível, o 5.

Durante o dia de hoje o Furacão Dorian atingiu o nível 5 na escala de Saffir-Simpson, na aproximação ao arquipélago das Bahamas. Neste nível prevê-se que a velocidade constante do vento atinja uns impressionantes 280 km/h, com rajadas que podem alcançar velocidades muito superiores (320 km/h), para além dos elevados níveis de precipitação que colocam em risco as infraestruturas e a própria população. Este arquipélago apresenta características específicas em termos de relevo, já que grande parte das ilhas apresenta extensas áreas de baixa altitude.

A população das Bahamas, principalmente das ilhas mais pequenas, foi alertada para os possíveis efeitos deste furacão destrutivo, tendo sido aconselhada a abandonar essas ilhas na direção da ilha principal, com o objetivo de minimizar o número de vítimas humanas. Os principais receios das autoridades daquele país são o aumento repentino do nível das águas, devido à chuva intensa, e o vento extremamente forte que pode por em causa um grande número de infraestruturas públicas e privadas.

Os efeitos do Dorian nos Estados Unidos

As autoridades norte americanas, que têm vindo a acompanhar a evolução deste furacão, não prevêem que atinja diretamente o território daquele país, apesar dos efeitos do mesmo poderem vir a ser sentidos nas áreas costeiras dos Estados da Flórida, Geórgia, Carolina do Sul e Carolina do Norte, durante a próxima semana. O furacão vai dirigir-se para Norte paralelamente à linha de costa norte americana.

Contudo, os Estados acima referidos estão em alerta para o potencial destruidor daquele que é considerado por alguns meteorologistas o furacão mais perigoso dos últimos 30 anos, com ventos fortes, precipitação intensa que pode causar cheias repentinas e forte agitação marítima. No Estado da Florida foi declarado o estado de emergência, tendo-se verificado uma forte afluência a estabelecimentos comerciais com o intuito de comprar alimentação e materiais de proteção de infraestruturas, como por exemplo, tábuas de madeira.

O Dorian é “apenas” o segundo furacão da época que se iniciou em junho, depois da passagem do furacão Barry pelo estado do Louisiana, no entanto, já se registaram quatro tempestades tropicais na mesma área, sendo previsível que não sejam os últimos eventos deste ano.

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