Dia Nacional da Vinha e do Vinho é hoje, 31 de julho. Portugal passa a celebrar “um dos pilares da mesa portuguesa”
A partir de agora, todos os anos, no dia 31 de julho, Portugal vai passar a celebrar o Dia Nacional da Vinha e do Vinho, anunciou o Ministério da Agricultura. A efeméride quer “reconhecer a importância” do setor e “valorizar” o património vitivinícola, a diversificação das suas castas e regiões.

O setor vitivinícola constitui atualmente “um dos motores da economia nacional e um instrumento decisivo de coesão territorial e social”.
O vinho é “gerador de riqueza e de emprego direto e indireto em todo o território”, com particular expressão nas regiões do interior, é um setor de “forte vocação exportadora”, que “contribui de modo significativo para a balança comercial agroalimentar e para a projeção da imagem de Portugal no mundo”. Mais ainda, “a vitalidade desta fileira sustenta comunidades rurais em dezenas de municípios” e contribuiu para viabilizar “o notável crescimento do turismo vitivinícola”.
Esta é a mensagem que o Governo quer passar ao país, aos viticultores e a todos os agentes económicos e aos cidadãos. E, para que tal fique devidamente documentado, decidiu instituir a celebração do Dia Nacional da Vinha e do Vinho. Passa a ser assinalado todos os anos a 31 de julho.
Governo institui Dia Nacional da Vinha e do Vinho
Estas afirmações constam, também, do preâmbulo do Despacho n.º 9616/2026, publicado esta quinta-feira, 30 de julho, em Diário da República, que institui o Dia Nacional da Vinha e do Vinho, e que vem assinado pelo ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes.
Sendo “um dos pilares da mesa portuguesa”, o vinho e a produção vitivinícola têm, em Portugal, uma dimensão social, económica, cultural, religiosa, ambiental e paisagística.
O ministro da Agricultura é taxativo a defender este produto agrícola como “um dos pilares simbólicos da mesa portuguesa e da dieta mediterrânica”, que tem desempenhado um papel de “ritualização que atravessa a história das comunidades”.
Vinho é património ancestral
Na dieta mediterrânica, reconhecida pela UNESCO, em 2010, como Património Cultural Imaterial da Humanidade, a vinha e o vinho ocupam um lugar especial, não apenas como produtos, mas como património ancestral, expressão de cultura, convivência e sociabilidade.
Um somatório de razões que levaram à instituição, pelo Governo, do Dia Nacional da Vinha e do Vinho em Portugal, querendo, assim, “reconhecer a importância do setor e valorizar o património vitivinícola”, bem como a diversificação das suas castas e regiões.
IVV foi criado a 31 de julho de 1986
E é o IVV, que é liderado por Francisco Toscano Rico, que fica incumbido de dinamizar e coordenar as iniciativas de celebração associadas a este dia.
A efeméride vai celebrar-se simbolicamente em 31 de julho, dia em que, em 1986, foi aprovado em Conselho de Ministros o diploma que criou, justamente, o IVV, cujo 40.º aniversário se assinala este ano.
Cultivada em cerca de 170 mil hectares, a vinha molda a paisagem, protege o território e preserva saberes transmitidos ao longo de gerações. E afirma-se como “fator de identidade, de qualidade e de projeção internacional de Portugal”, refere o Ministério da Agricultura no Despacho publicado esta quinta-feira, 30 de julho.

O ministro José Manuel Fernandes lembra, aliás, que a diversidade e a riqueza do património de castas nacionais, a par da profusão de vinhas antigas, conferem aos vinhos portugueses “um caráter único e inigualável”.
Anuário 2025 de vinhos e aguardentes
O ministro da Agricultura afirma, assim, que “cumpre ao Estado reconhecer e celebrar, de forma solene e continuada, o valor multidimensional deste setor estratégico”.
O vinho nasce no território, na identidade e no património ancestral de cada região, refere o IVV.
Em Portugal, essa origem é valorizada através das Denominações de Origem Protegida (DOP) e das Indicações Geográficas Protegidas (IGP).

Estes são “sistemas que garantem ao consumidor a autenticidade, a qualidade e a ligação inequívoca entre o vinho e o seu lugar de produção”, lembra o Instituto liderado por Francisco Toscano Rico.
As DOP representam as zonas vitivinícolas mais restritas, onde as regras de produção são mais exigentes, preservando características únicas e profundamente enraizadas na história local.
Já as IGP permitem identificar vinhos com forte ligação a uma região geográfica, assegurando origem e tipicidade, com maior flexibilidade produtiva.
Portugal aprovou oficialmente, em junho, a alteração ao acordo da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), confirmando a transferência da sua sede para Dijon, em França.
O IVV explica que esta decisão, tomada em 2022 pelos países membros, “marca um novo capítulo” nesta organização que acompanha e apoia o desenvolvimento do setor vitivinícola a nível mundial.
A entrada em vigor desta alteração foi ratificada através do Decreto do Presidente da República n. º79/2026, de 3 de junho.