Concurso Nacional de Azeites de Portugal 2026 já mexe. Entrega de amostras até 10 de abril

A receção das amostras para a edição deste ano do Concurso Nacional de Azeites de Portugal está aberta até ao dia 10 de abril. O evento é organizado pelo CEPAAL e patrocinado pelo Conselho Oleícola Internacional (COI).

O Concurso Nacional de Azeites de Portugal está de regresso para distinguir os melhores azeites portugueses de 2026. A receção de amostras é até ao dia 10 de abril.
O Concurso Nacional de Azeites de Portugal está de regresso para distinguir os melhores azeites portugueses de 2026. A receção de amostras é até ao dia 10 de abril.

O Concurso Nacional de Azeites de Portugal está de regresso para distinguir os melhores azeites portugueses de 2026.

Organizado desde 2007 pelo Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL) e pelo Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), este evento assume-se como “a principal montra da excelência da produção nacional” e, ao mesmo tempo, “um instrumento estratégico para a valorização da qualidade, da inovação e da competitividade do setor oleícola português”.

A receção das amostras e a entrega da documentação já está a decorrer e vai até ao dia 10 de abril de 2026. Deve ser submetida no website do Concurso.

Os vencedores serão anunciados durante a Feira Nacional de Agricultura, que terá lugar de 6 a 14 de junho, em Santarém.

Na última semana, a Olivum - Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal revelou que a produção de azeite na última campanha (2025/2026) se ficou pelas 112 mil toneladas. Uma redução de cerca de 10%, face às 177 mil toneladas registadas na campanha de 2024/2025.

O início da campanha ficou marcado por temperaturas muito elevadas e pela “ausência prolongada de precipitação até ao outono”, facto que “condicionou o rendimento em azeite nas primeiras semanas”, disse, através de comunicado, Gonçalo Moreira, da Olivum. Apesar disso, a Olivum fez questão de salientar que “não se registaram incidências relevantes de pragas ou doenças” no olival durante a última campanha oleícola, pelo que foi possível garantir “elevados padrões de qualidade e uma percentagem muito significativa de azeite virgem extra”.

E a entrada destes azeites novos no mercado suscita curiosidade e apetite, quer pelos consumidores, quer pelos agentes do setor. Daí que o Concurso Nacional de Azeites de Portugal também sirva para “promover o setor oleícola, valorizar os produtores nacionais e dar visibilidade pública à excelência da olivicultura portuguesa”.

A organização do Concurso não tem dúvidas: este evento “contribui de forma decisiva para o prestígio crescente do azeite nacional nos mercados nacional e internacional”.

COI distingue excelência dos azeites

A edição deste ano volta a contar com o alto patrocínio do prestigiado Conselho Oleícola Internacional (COI), sublinhando “o reconhecimento internacional da qualidade da produção nacional e da relevância estratégica do setor português no contexto global”, diz o CEPAAL.

Os vencedores do Concurso Nacional de Azeites serão anunciados durante a Feira Nacional de Agricultura, que terá lugar de 6 a 14 de junho, em Santarém.
Os vencedores do Concurso Nacional de Azeites serão anunciados durante a Feira Nacional de Agricultura, que terá lugar de 6 a 14 de junho, em Santarém.

Por outro lado, o Concurso permite aos produtores “um reconhecimento essencial para garantir a projeção internacional” dos seus azeites e a sua inclusão na lista das iniciativas congéneres à escala mundial.

Num momento em que Portugal se afirma como o sexto maior produtor mundial, o terceiro maior exportador europeu e o país que mais produz azeite de maior qualidade a nível mundial, “este reconhecimento institucional confirma o elevado rigor, a exigência técnica e a excelência” do Concurso, diz a organização. O CEPAAL garante que o processo de seleção e de eleição dos melhores azeites se faz “em total alinhamento com as rigorosas normas internacionais do COI, que sustentam a atribuição dos prémios de qualidade do azeite virgem extra”.

Os prémios distinguem anualmente os melhores lotes homogéneos de Azeite Virgem Extra, Azeites com Denominação de Origem Protegida (DOP) e Azeites produzidos em Agricultura Biológica.

Dois dias de provas cegas

São ainda atribuídos os seguintes prémios especiais:

• “Melhor do Mercado”, aos azeites adquiridos diretamente nos lineares do mercado nacional pela organização do concurso;
• “Azeite Virgem Extra Prestígio”, ao lote com a mais elevada pontuação absoluta;
• “Prémio Feira Nacional de Agricultura”, ao lote com volume igual ou superior a 20.000 litros que obtenha a maior pontuação final absoluta.

O CEPAAL garante que o processo de seleção e de eleição dos melhores azeites se faz “em total alinhamento com as rigorosas normas internacionais do COI".
O CEPAAL garante que o processo de seleção e de eleição dos melhores azeites se faz “em total alinhamento com as rigorosas normas internacionais do COI".

O CEPAAL realça ainda que o painel de provadores oficial do Concurso conta com “os melhores oleólogos portugueses e provadores internacionais de referência”.

Tudo isso, de forma a garantir “um processo de avaliação altamente rigoroso, independente e tecnicamente exigente”, que é “essencial para consagrar a inclusão e reconhecimento do próprio concurso a nível mundial”.

Ao longo de dois dias de provas cegas, que irão decorrer nos dias 21 e 22 de abril, o júri avaliará e classificará os azeites a concurso, de modo a “assegurar os mais elevados padrões de credibilidade, imparcialidade e rigor sensorial”.