Chuvas de meteoros Dracónidas e Oriónidas: quando vamos poder vê-las?
Neste mês de outubro vamos poder contemplar mais fenómenos astronómicos: as chuvas de meteoros Dracónidas e Oriónidas que vão iluminar o céu noturno do décimo mês do ano. Não perca este espetáculo de luzes!

O outono é uma época muito apreciada pelos amantes de astronomia, sobretudo neste mês de outubro. Desde o último 22 de setembro e até ao próximo 21 de dezembro, os fenómenos astronómicos vão suceder-se em catadupa no nosso céu. Neste mês seremos presenteados por duas bem conhecidas chuvas de meteoros: as Dracónidas e as Oriónidas.
A chuva de meteoros Dracónidas
As Dracónidas vão começar a ser visíveis no céu já a partir do dia 6 de outubro, exibindo um período de atividade muito curto dado que terminarão no dia 10. O pico de atividade máxima das Dracónidas ocorrerá no dia 8 às 13h30, dois dias antes da Lua se apresentar na fase de quarto minguante.
Também designada de Giacobínidas, esta é uma chuva de meteoros que está associada ao cometa 21P/Giacobini-Zinner descoberto em 1900, apesar da sua origem remontar à constelação do Dragão (Draco) que lhe confere o nome.
A atividade das Dracónidas costuma ser bastante modesta, mas também algo lenta em comparação com outras chuvas de meteoros, o que a torna única. Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), neste 2020 vão surgir, em média, 10 meteoros por hora, a uma velocidade de 21 quilómetros por segundo (km/s). Parece que este não será um bom ano para observar as Dracónidas. A Lua estará na fase de quarto minguante e o seu brilho dificultará bastante a observação. Além disso, as Dracónidas são chuvas que apresentam fraca intensidade.
Neste mês de outubro não perca a oportunidade de ver a chuva deDracónidas e Oriónidas!
— Alfredo Graça (@alfredomgraca95) October 4, 2020
Dicas úteis:
1 Local com céu escuro e com o horizonte desimpedido
2 Direcionar a visão para as áreas mais escuras
3 Habituar a visão à escuridão
4 Olhar em direção oposta à Lua pic.twitter.com/opDdegG7zT
A melhor forma de as observar seria evitando noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, procurando sítios elevados como montanhas que permitam um horizonte desimpedido. Também convém chegar meia hora a uma hora antes do ‘show’ começar para que possamos habituar a nossa vista à escuridão. Há que realçar também as fases lunares (quarto minguante, crescente), que interferirão no lugar que escolhermos e com a visibilidade.
Outro presente dos céus em outubro, as Oriónidas
A chuva de meteoros Dracónidas vai partilhar o céu durante alguns dias com as Oriónidas. As Oriónidas já arrancaram no passado dia 2 de outubro e serão visíveis no céu noturno até ao próximo 7 de novembro, ostentando um período de atividade consideravelmente mais alargado que as Dracónidas. Esta chuva de meteoros sucede-se anualmente e costuma apresentar uma média de 20 meteoros por hora, a uma velocidade de 66 quilómetros por segundo (km/s), sendo muito mais rápidas do que as Dracónidas.
Este ano estima-se que as Oriónidas atinjam o seu pico de atividade máxima entre os dias 21 e 22 de outubro, precisamente dois dias antes do quarto crescente, pelo que se espera que haja boa visibilidade, ainda que muito dependa da meteorologia.
Esta chuva de meteoros é produto dos detritos deixados pelo cometa Halley, que foi visto pela última vez a partir da Terra em 1986, e que orbita em torno do sol a cada 76 anos. As partículas deste cometa, como as de tantos outros, desfazem-se em ‘pedacinhos’ na nossa atmosfera, gerando o espetáculo luminoso que tanto nos fascina. O nome das Oriónidas deriva do facto dos traços das suas estrelas cadentes parecerem sair dum ponto da constelação de Orionte, cujo radiante se localiza precisamente na constelação de Orionte.
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