As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização
As raízes profundas do velho continente através de um roteiro pelas cidades habitadas continuamente desde os tempos da pré-história. Saiba mais aqui!

A Europa é frequentemente descrita como um "velho continente", mas a profundidade da sua história é verdadeiramente compreendida quando olhamos para as suas cidades mais resilientes.
Determinar qual é a cidade mais antiga é um desafio arqueológico e histórico, pois a linha entre um assentamento temporário e uma cidade organizada é, muitas vezes, ténue.
O domínio dos Balcãs e da Grécia
No topo da lista surge, invariavelmente, Plovdiv, na Bulgária. Com mais de 6.000 a 8.000 anos de história, Plovdiv é considerada por muitos historiadores como a cidade mais antiga da Europa continuamente habitada.
Hoje, o seu teatro romano e as ruas de calçada do centro histórico são testemunhos vivos dessa sobreposição de épocas.

A Grécia, como berço da civilização ocidental, domina grande parte deste roteiro. Atenas é o exemplo mais icónico, com uma presença humana documentada há pelo menos 5.000 a 7.000 anos.
No entanto, cidades como Argos disputam o título de cidade mais antiga da Grécia, com evidências de habitação contínua que remontam a tempos neolíticos, mantendo-se como um centro de poder importante durante a era micénica.
O Mediterrâneo e a herança fenícia
A importância dos fenícios na fundação de cidades estratégicas, como por exemplo Lárnaca, em Chipre (antiga Kition), foi estabelecida no século XIII a.C. e serviu como um porto vital no Mediterrâneo Oriental.

Na Península Ibérica, a influência fenícia é fundamental para entender a antiguidade de Cádis, em Espanha. Fundada por volta de 1100 a.C. como Gadir, é frequentemente citada como a cidade mais antiga da Europa Ocidental. A sua localização estratégica entre o Atlântico e o Mediterrâneo conferiu-lhe uma importância comercial que perdurou através dos séculos, desde os cartagineses até à exploração das Américas.
Portugal e o enigma de Ulisses
Lisboa ocupa um lugar de destaque nesta cronologia. Segundo a lenda, a cidade teria sido fundada por Ulisses, mas a arqueologia aponta para raízes fenícias sólidas (Olissipo).
A sua capacidade de se reinventar após o terramoto de 1755 é apenas o capítulo mais recente de uma história que já conta com três milénios.
A singularidade de Matera
Em Itália, o destaque vai para Matera. Famosa pelos seus Sassi (casas escavadas na rocha), Matera é um dos assentamentos mais antigos do mundo, com evidências de habitação que recuam ao Paleolítico. Embora tenha passado por períodos de declínio acentuado no século XX, a sua continuidade habitacional e a adaptação única ao terreno geológico tornam-na um caso extraordinário de sobrevivência humana.
Em suma, visitar estas cidades não é apenas um exercício de turismo, mas uma imersão na memória coletiva da humanidade. Da Bulgária a Portugal, estas metrópoles provam que, embora as fronteiras mudem e as línguas evoluam, a necessidade humana de comunidade e comércio em locais privilegiados permanece inalterada há milhares de anos. Estas cidades são os alicerces sobre os quais a identidade europeia foi construída.
Referência da notícia:
https://www.traveler.es/articulos/las-ciudades-mas-antiguas-de-europa
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