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"Alergia" ao frio: quais são os sintomas e como é diagnosticada?

O ar frio pode ter efeitos negativos no corpo humano. Se por estes dias sofre de comichão, vermelhidão da pele ou mesmo pápulas, provavelmente tem uma "alergia" ao frio. Como pode ser diagnosticada? Aqui explicamos-lhe.

Frio intenso que pode provocar urticária na epiderme
O frio intenso pode provocar urticária na epiderme, aparecendo uma série de sintomas aos quais é preciso prestar atenção.

Estamos a entrar no período com as temperaturas mais baixas até agora neste inverno em Portugal. Os valores mínimos já desceram desde domingo até aos -6 ºC nas capitais distritais do Nordeste Transmontano e Beira Alta, e nos pontos mais elevados da Serra da Estrela.

A interação entre as condições meteorológicas e o corpo humano é mais do que evidente em todas as situações. Ondas de calor implicam golpes de calor, paragens cardiorrespiratórias e, em geral, um aumento da mortalidade. O vento forte e especialmente o Efeito de Foehn podem causar dores de cabeça e enxaquecas. Há mesmo alguns estudos que correlacionam este vento sobreaquecido e ressequido com um aumento de atos criminosos e suicídios.

Mas... Que efeitos tem o frio no nosso corpo? Uma das patologias mais comuns é a urticária ao frio ou "urticária de frio", muitas vezes confundida com uma alergia.

Não é uma alergia, mas sim uma urticária

É o aparecimento de comichão, vermelhidão, pápulas e por vezes angioedema (tumefação ou inchaço) após a exposição da pele a baixas temperaturas, vento gélido ou água fria. Nalguns casos pode ocorrer após a ingestão de alimentos ou bebidas muito frias. Os sintomas aparecem geralmente dentro de alguns minutos a uma hora após a exposição.

Comichão, vermelhidão, inchaço... são alguns dos sintomas desta urticária, que normalmente aparece nas extremidades do corpo.

Os locais mais frequentes onde aparece são as extremidades do corpo: as áreas mais expostas às "condições atmosféricas", como as mãos e o rosto. Não é raro que ocorra numa base mais extensa ou generalizada.

Nalguns casos, os sintomas podem ser graves: dor abdominal, dificuldade em engolir, dificuldade em respirar, tonturas e perda de consciência. A urticária "de frio" é mais comum em adultos e jovens. Para reduzir os sintomas ou minimizar o risco de sofrer desta patologia, devem ser utilizados anti-histamínicos, e o ar ou a água a baixas temperaturas deve ser evitado.

O curioso teste do cubo de gelo

O diagnóstico desta urticária "fria" é fácil. Deve-se aplicar frio com um tubo de ensaio contendo água congelada na parte da face que se situa antes do antebraço. O frio é aplicado durante um período de tempo variável, esperando 10-15 minutos entre exposições. Durante este tempo, pode ocorrer comichão, seguida de uma pápula ou bolha em forma de cubo de gelo.

Os peritos indicam que existe uma certa correlação entre o tempo necessário para que o teste se torne positivo e a intensidade da urticária. Se os sintomas aparecerem imediatamente, há uma maior probabilidade de uma reação sistémica grave. Para além deste teste, também podem ser realizados outros estudos: hemograma, serologia para vários vírus...

A garganta sofre com as temperaturas baixas

A garganta é a área do corpo que mais sofre quando as temperaturas descem. Na realidade, é a principal via de entrada de agentes patogénicos, germes e substâncias nocivas no organismo.

O ar frio e seco causa dor, inflamação, prurido ou secura na garganta, o que permite a entrada dos microrganismos responsáveis pelas infecções.