Portugal prepara-se para uma mudança do tempo: modelos apontam para o regresso da chuva após dias de sol e calor

A segunda metade de outubro poderá trazer uma mudança no estado do tempo. O ECMWF antecipa valores de temperatura mais próximos da média e sinais de regresso da chuva entre os dias 20 e 22.

O tempo tipicamente outonal estará prestes a regressar a Portugal? As últimas tendências do ECMWF trazem novidades.
O tempo tipicamente outonal estará prestes a regressar a Portugal? As últimas tendências do ECMWF trazem novidades.


Depois de vários dias que serão marcados por temperaturas muito acima do habitual para outubro, a segunda metade do mês poderá trazer uma mudança importante no padrão meteorológico em Portugal. As tendências mais recentes do ECMWF apontam para temperaturas bastante mais próximas da normalidade e para o regresso da chuva sobretudo a partir de 20 de outubro. Ainda assim, a distribuição da chuva poderá variar consoante a região.

Depois do calor, as temperaturas aproximam-se finalmente do normal

Antes desta mudança, Portugal atravessará ainda vários dias bastante quentes para a época. Até sexta-feira, dia 16 de outubro, as temperaturas continuarão muito acima da média, com várias regiões a aproximarem-se ou mesmo a ultrapassarem os 30 ºC. No fim de semana de 17 e 18, porém, deverá iniciar-se uma descida mais significativa, acompanhada por alguns sinais de instabilidade.

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Esta evolução poderá tornar-se mais evidente na semana seguinte, onde as previsões do ECMWF apontam para temperaturas próximas dos valores climatológicos em grande parte do território continental. No Norte e em parte da região Centro, ainda poderão registar-se anomalias positivas ligeiras, na ordem de 1 ºC.

Segunda-feira, dia 19, já poderá trazer um ambiente bem mais outonal

A mudança será igualmente percetível nos valores diários. Na segunda-feira, dia 19, o cenário previsto é completamente diferente daquele que Portugal deverá experimentar entre os dias 13 e 16. No Norte e Centro, muitas regiões poderão registar máximas inferiores a 20 ºC, enquanto nas terras altas e zonas montanhosas os valores poderão ficar bastante mais baixos.

A descida das temperaturas será evidente no início da semana, sobretudo no Norte e Centro, onde as máximas deverão ficar bastante mais contidas.
A descida das temperaturas será evidente no início da semana, sobretudo no Norte e Centro, onde as máximas deverão ficar bastante mais contidas.

No Sul continuará mais ameno, com algumas áreas a aproximarem-se dos 24/26 ºC. Será, portanto, uma distribuição térmica muito mais característica desta altura do ano.

Entre 20 e 22 de outubro aumenta a probabilidade de chuva

Os mapas determinísticos ajudam a perceber de onde poderá surgir o primeiro sinal de chuva. Para o início da semana, o ECMWF começa a projetar condições mais instáveis sobre a Península Ibérica, com possibilidade de precipitação mais considerável em Portugal a partir de dia 20.

Entre os dias 20 e 22 aumenta a probabilidade de chuva em Portugal. A localização e intensidade da precipitação permanecem, contudo, incertas devido à distância temporal da previsão, mas para já a localização e intensidade da chuva estão representadas neste mapa determinístico (para dia 21, às 18h).
Entre os dias 20 e 22 aumenta a probabilidade de chuva em Portugal. A localização e intensidade da precipitação permanecem, contudo, incertas devido à distância temporal da previsão, mas para já a localização e intensidade da chuva estão representadas neste mapa determinístico (para dia 21, às 18h).

Neste momento, o intervalo entre 20 e 22 de outubro concentra um dos sinais mais interessantes. A projeção para quarta-feira, dia 21, mostra precipitação bastante disseminada pelo território, localmente mais expressiva, sugerindo a possibilidade de períodos de chuva em várias regiões.

Ainda assim, estamos perante uma previsão a vários dias de distância. A localização dos núcleos de precipitação, a sua intensidade e até os dias em que a chuva será mais significativa poderão mudar substancialmente nas próximas atualizações. Por isso, nesta fase é mais robusto falar numa tendência para o regresso da instabilidade do que antecipar acumulados ou regiões específicas.