Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho
Portugal continuará sob perigo muito elevado ou máximo de incêndio nos próximos dias. O litoral deverá aliviar gradualmente, mas o interior irá manter o calor intenso, baixa humidade e condições favoráveis à rápida propagação das chamas, pelo menos até dia 12.

Portugal continua sob um cenário meteorológico altamente favorável à ocorrência e propagação de incêndios rurais. As temperaturas muito elevadas, a baixa humidade do ar, a vegetação extremamente seca e, em alguns períodos, o reforço do vento, deverão manter o risco de incêndio em níveis muito elevados ou máximos durante vários dias.
Embora o litoral comece gradualmente a beneficiar de algum arrefecimento na próxima semana, o interior do país continuará sob condições críticas, pelo menos, até ao próximo domingo, dia 12 de julho.
Calor extremo mantém quase todo o país em risco máximo de incêndio
Esta sexta-feira e sábado, mais de 90% do território continental encontra-se sob perigo Muito Elevado ou Máximo de incêndio rural, segundo o IPMA. As regiões Norte e Centro concentram a maior extensão de perigo máximo, mas também o Baixo Alentejo e parte do Algarve apresentam condições igualmente preocupantes.

Durante este fim de semana, muitas localidades continuarão a registar temperaturas próximas ou superiores aos 40 ºC. A combinação entre calor intenso, baixa humidade relativa e combustíveis vegetais extremamente secos cria um cenário propício para a rápida ignição e propagação de incêndios, exigindo máxima precaução por parte da população.
O vento pode agravar a propagação das chamas
A temperatura não é o único fator determinante. O vento desempenha igualmente um papel decisivo na evolução de um incêndio, acelerando a propagação das chamas, alterando a sua direção e transportando partículas incandescentes para novas áreas.

Durante a tarde deste sábado prevê-se um aumento das rajadas em várias regiões do país. Embora estes valores não representem um episódio meteorológico severo, tornam-se particularmente relevantes num contexto de perigo extremo. Um exemplo é o incêndio que continua ativo na zona de Vouzela, com progressão em direção ao concelho de Águeda, onde o reforço do vento poderá dificultar ainda mais as operações de combate.
O litoral terá tendência a aliviar, mas o interior vai continuar sob calor intenso
No domingo, o calor manter-se-á praticamente sem alterações. As temperaturas continuarão próximas ou acima dos 40 ºC em numerosas regiões do interior, sendo o arrefecimento praticamente inexistente, exceto na Serra da Estrela e em alguns pontos muito próximos da faixa costeira.
A partir de segunda-feira, a influência atlântica começará lentamente a recuperar terreno no litoral Norte e Centro, permitindo uma descida gradual das temperaturas nessas regiões.
Em contraste, a maior parte do território, sobretudo o Centro e Sul interiores, continuará a registar anomalias muito positivas, o que significa que as temperaturas permanecerão vários graus acima da média para o início de julho, prolongando as condições meteorológicas favoráveis ao desenvolvimento e propagação de incêndios rurais.
No entanto, o interior Centro e Sul vai continuar sob temperaturas muito elevadas durante vários dias. Enquanto persistirem massas de ar quente sobre a Península Ibérica e ventos de origem continental, o perigo de incêndio deverá manter-se elevado até, pelo menos, ao próximo dia 12 de julho.
Perante este cenário, a redução de qualquer comportamento de risco será tão importante como a evolução das condições meteorológicas. Num período em que a natureza reúne praticamente todos os ingredientes para a ocorrência de grandes incêndios, a prevenção continuará a ser a medida mais eficaz.