Os modelos europeu e GFS coincidem: em cinco dias haverá uma reviravolta nas temperaturas de Portugal

Os modelos ECMWF e GFS apontam para calor intenso até ao início de junho, mas sugerem mudança gradual do padrão atmosférico. As temperaturas poderão começar a descer em Portugal continental a partir de terça-feira (2), devido à influência atlântica.

Os modelos ECMWF e GFS começam a coincidir numa alteração gradual do padrão atmosférico sobre a Península Ibérica durante os primeiros dias de junho. Apesar do calor intenso previsto até ao início da próxima semana, os dois modelos indicam que a massa de ar quente deverá começar a perder força a partir de terça-feira, 2 de junho, permitindo uma descida progressiva das temperaturas em Portugal continental.

Dorsal subtropical deverá provocar calor intenso até ao início de junho

A evolução do estado do tempo estará associada ao reforço de uma crista subtropical sobre a Península Ibérica e parte da Europa ocidental durante os próximos dias. Esta configuração deverá favorecer a entrada de ar muito quente proveniente do Norte de África, ao mesmo tempo que limita a influência das superfícies frontais atlânticas sobre o território continental. Os mapas de temperatura mostram uma expansão muito evidente da massa de ar quente entre quarta-feira e segunda-feira, sobretudo nas regiões do interior.

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As temperaturas máximas deverão ultrapassar os 30 ºC em grande parte do país já a partir de quinta-feira. Nas regiões do Alentejo, vale do Tejo e interior Centro, os modelos apontam para valores entre 35 e 38 ºC durante o próximo fim de semana e início da próxima semana, com as tardes potencialmente mais quentes a ocorrer entre domingo e segunda-feira.

A entrada de uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África deverá provocar temperaturas elevadas em grande parte da Península Ibérica já durante esta quarta-feira, com valores acima dos 35 ºC em setores do interior.
A entrada de uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África deverá provocar temperaturas elevadas em grande parte da Península Ibérica já durante esta quarta-feira, com valores acima dos 35 ºC em setores do interior.

Em cidades como Beja, Évora, Castelo Branco ou Portalegre, o calor poderá tornar-se particularmente intenso devido ao tempo seco, vento fraco e baixa humidade relativa do ar.

A circulação marítima de norte e noroeste deverá limitar parcialmente a subida das temperaturas no litoral português durante o final do dia. No interior, o calor deverá continuar mais intenso devido à persistência da massa de ar quente sobre a Península Ibérica.
A circulação marítima de norte e noroeste deverá limitar parcialmente a subida das temperaturas no litoral português durante o final do dia. No interior, o calor deverá continuar mais intenso devido à persistência da massa de ar quente sobre a Península Ibérica.

No litoral ocidental, a proximidade do oceano deverá continuar a limitar parcialmente a subida das temperaturas, embora cidades como Lisboa, Setúbal ou Santarém possam aproximar-se ou ultrapassar os 30 ºC em alguns períodos, sobretudo quando o vento soprar temporariamente do quadrante leste ou sudeste. Ainda assim, os contrastes térmicos entre o litoral e o interior deverão manter-se bastante evidentes ao longo dos próximos dias, especialmente durante as horas de maior aquecimento diurno.

Modelos apontam para descida gradual das temperaturas a partir de terça-feira

Os mapas mais recentes mostram, contudo, que a circulação atmosférica poderá sofrer uma alteração significativa a partir de 2 e 3 de junho.

Os mapas mais recentes do ECMWF sugerem uma alteração gradual do padrão atmosférico no início de junho, permitindo uma descida das temperaturas em Portugal continental após vários dias de calor intenso.
Os mapas mais recentes do ECMWF sugerem uma alteração gradual do padrão atmosférico no início de junho, permitindo uma descida das temperaturas em Portugal continental após vários dias de calor intenso.

A dorsal subtropical que deverá dominar a Península Ibérica até ao início da próxima semana começará a enfraquecer, ao mesmo tempo que o Atlântico Norte recupera influência sobre a Europa ocidental.

Os modelos sugerem que a massa de ar quente começará a recuar para sul e leste da Europa, permitindo um regresso gradual a valores mais próximos da média climatológica em Portugal continental.

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