Os modelos coincidem: entre sábado e terça-feira uma gota fria deixará trovoadas fortes em Portugal continental

O modelo europeu sugere que, a partir deste sábado, 13 de junho, uma gota fria poderá atravessar Portugal continental. Caso a previsão se concretize, poderão surgir aguaceiros, trovoadas fortes, queda de granizo e fenómenos extremos de vento.

A segunda semana de junho está a ser marcada por dias mais amenos, condicionados por uma forte presença da nortada, especialmente nas regiões do litoral. Não obstante, de um modo geral, espera-se que as temperaturas subam de forma gradual em todo o país nos próximos dias, estando previsto que os dias mais quentes sejam quinta e sexta-feira, dias 11 e 12 de junho, quando as temperaturas máximas serão superiores a 35 ºC em várias zonas, podendo inclusive aproximar-se dos 40 ºC.

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Os modelos indicam a possibilidade de um pequeno vale depressionário (ou ‘língua’ de ar frio em altitude) separar-se da circulação geral, dando origem a uma gota fria que poderá afetar Portugal continental sob a forma de trovoadas fortes a partir deste fim de semana de 13 e 14 de junho.

O estado do tempo em Portugal continental nestes próximos 3/4 dias tornar-se-á cada vez mais quente, apresentando-se predominantemente estável, seco e soalheiro. Contudo, aqui na Meteored Portugal, estamos atentos ao possível desenvolvimento de uma gota fria que, a partir do fim de semana, poderá trazer mudanças mais significativas às condições meteorológicas.

Uma gota fria poderá gerar trovoadas fortes a partir de sábado

Como referido nas últimas previsões da Meteored Portugal, para os próximos dias continua a estar previsto um cenário no qual as altas pressões deslocar-se-ão gradualmente para es-nordeste, dando lugar a um tempo mais estável e a uma subida generalizada das temperaturas. Entre quarta (10) e quinta-feira (11) as altas pressões já estarão mais deslocadas para o norte da Península Ibérica e, durante o fim de semana, prevê-se que o anticiclone se situe sobre o centro da Europa.

A última atualização do modelo ECMWF indica que a gota fria passará pela Península Ibérica, mas a incerteza neste cenário permanece muito significativa.
A última atualização do modelo ECMWF indica que a gota fria passará pela Península Ibérica, mas a incerteza neste cenário permanece muito significativa.

Uma pequena ondulação do jato polar irá favorecer o aparecimento de um pequeno vale depressionário (uma ‘língua’ de ar frio em altitude) a oes-sudoeste da Península Ibérica a partir de sexta-feira, 12 de junho. A incerteza aumenta muito a partir daí, mas as últimas atualizações dos modelos indicam que esta bolsa de ar frio irá aproximar-se da nossa geografia, aproveitando o afastamento das altas pressões rumo à Europa.

A maioria dos cenários indica, neste momento, que o vale depressionário acabará por se separar do jato polar, gerando assim uma pequena gota fria próxima de Portugal continental e da Espanha peninsular. É importante recordar que grande parte da chuva que cai nos meses de verão é gerada pela passagem de pequenas bolsas de ar frio.

Para esclarecer o elevado grau de incerteza na previsão, há que revelar os distintos cenários atuais dos modelos. Há projeções que indicam que a gota fria atravessará o Estreito de Gibraltar entre domingo e terça-feira, outros que a fazem passar de sudoeste para nordeste pela Península Ibérica, e ainda existem aqueles que sugerem que ela se manterá no Atlântico.

Alguns modelos apostam num episódio de trovoadas fortes

Inicialmente, a baixa pressão arrastará ar quente e algumas poeiras saarianas em suspensão. Porém, se acabar por afetar Portugal continental, deixará pelo caminho uma situação de trovoadas mais generalizadas, não se excluindo a possibilidade de aguaceiros localmente fortes, por vezes sob a forma de granizo.

As cartas deterministas do modelo ECMWF sugerem que os aguaceiros e trovoadas poderão alastrar-se em termos de área geográfica abrangida a partir de sábado, podendo ser pontualmente fortes à escala local.
As cartas deterministas do modelo ECMWF sugerem que os aguaceiros e trovoadas poderão alastrar-se em termos de área geográfica abrangida a partir de sábado, podendo ser pontualmente fortes à escala local.

Tampouco se descarta a hipótese de fenómenos extremos de vento. Não obstante, dada a elevada incerteza da previsão, é necessário continuar a monitorizar a evolução desta situação nos próximos dias.

Tudo dependerá da localização final que a gota fria vier a assumir nos próximos dias, pois pequenas alterações na sua trajetória ou no seu posicionamento, acabarão por ditar de forma decisiva a distribuição e intensidade dos fenómenos associados a esta baixa pressão em Portugal continental.

Caso a atual previsão se concretize, domingo, 14 de junho, poderá ser um dia repleto de atividade atividade elétrica (relâmpagos e trovões), com alguns aguaceiros, especialmente durante o período da tarde e sobretudo nas Regiões Norte e Centro.
Caso a atual previsão se concretize, domingo, 14 de junho, poderá ser um dia repleto de atividade atividade elétrica (relâmpagos e trovões), com alguns aguaceiros, especialmente durante o período da tarde e sobretudo nas Regiões Norte e Centro.

Por este motivo, o grau de impacto esperado em cada região continua sujeito a ajustamentos. De qualquer forma, continuaremos a atualizar a previsão aqui na Meteored Portugal nos próximos dias.

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