Data definida para o retorno dos ventos atlânticos a Portugal: trarão frentes frias com chuvas, de oeste para leste

Depois de um fim de semana marcado por instabilidade, trovoadas e vento, o padrão atmosférico deverá manter-se. A partir de dia 21, o Atlântico ganha protagonismo, com duas frentes a poderem trazer chuva ao território.
Depois de várias semanas em que o Atlântico teve dificuldade em fazer chegar frentes organizadas a Portugal continental, os mapas começam finalmente a mostrar uma mudança no padrão atmosférico. Antes disso, este fim de semana ainda será marcado por instabilidade, trovoadas e vento, seguindo-se um arrefecimento acentuado das noites.
A partir de quarta-feira, dia 21, o fluxo atlântico deverá ganhar maior protagonismo, permitindo a aproximação de sistemas frontais ao território português.
Sábado com chuva, trovoadas e possibilidade de granizo
A tarde deste sábado, dia 17, será bastante instável em algumas regiões. Os aguaceiros deverão concentrar-se sobretudo no interior, podendo ser localmente fortes e acompanhados por trovoada, rajadas intensas e possibilidade de granizo devido ao desenvolvimento de células convectivas.

O interior Centro estará entre as regiões a acompanhar com maior atenção durante as primeiras horas da tarde, embora a instabilidade também possa afetar outros pontos do interior Norte e do Alentejo.
O radar de chuva da Meteored será, por isso, uma ferramenta importante para acompanhar praticamente em tempo real a formação e o percurso destas células.
Domingo mantém alguma instabilidade, mas o vento ganha protagonismo
No domingo, dia 18, a instabilidade deverá persistir, embora de forma mais localizada. Os mapas atuais sugerem alguns períodos de precipitação sobretudo no Sul, com destaque para áreas dos distritos de Évora e Beja, onde ainda poderão surgir algumas trovoadas.
Contudo, um dos elementos meteorológicos mais relevantes do dia será o vento. No Norte e Centro, este deverá intensificar-se logo durante a manhã, com rajadas que poderão ultrapassar localmente os 60 a 65 km/h, mantendo-se a sensação de tempo ventoso durante grande parte do dia.
As madrugadas arrefecem antes da chegada da primeira frente
Entre domingo e terça-feira, a descida das temperaturas tornar-se-á bastante evidente, sobretudo durante a noite e início da manhã.
O arrefecimento será mais acentuado no interior Norte e Centro. Em Trás-os-Montes, assim como em zonas dos distritos de Braga, Vila Real e Viseu, poderão registar-se temperaturas inferiores a 8 ºC, com alguns locais do interior a aproximarem-se mesmo dos 3 a 5 ºC durante as horas mais frias. Será, portanto, uma mudança significativa relativamente ao ambiente anormalmente quente que marcou vários dias desta primeira metade de outubro.
Quarta-feira, dia 21: os ventos atlânticos regressam e chega a primeira frente
A mudança de padrão começa a tornar-se mais evidente na madrugada de quarta-feira, dia 21. O fluxo de oeste deverá facilitar a aproximação de uma primeira frente atlântica a Portugal.

Contudo, esta primeira passagem não parece, para já, particularmente expressiva. A precipitação deverá atingir sobretudo o Noroeste e parte do litoral Norte, e os atuais mapas não sugerem que a frente consiga atravessar todo o território com chuva significativa. Ainda assim, será um primeiro sinal de uma atmosfera mais dinâmica e de uma maior abertura da circulação atlântica em direção à Península Ibérica.
Uma segunda frente poderá ser mais ativa entre os dias 22 e 23
A situação torna-se mais interessante na passagem de quinta-feira, dia 22, para sexta-feira, dia 23. Uma depressão bastante cavada, prevista nas proximidades das Ilhas Britânicas, deverá impulsionar uma nova frente para sul. Nas atuais projeções, a precipitação começaria novamente pelo Noroeste português, mas esta segunda frente apresenta potencial para ser mais ativa e trazer maiores quantidades de chuva.

Desta vez, existe também maior possibilidade de a precipitação avançar progressivamente de oeste para leste, atingindo outras regiões do território.
Ainda estamos, contudo, a vários dias deste cenário. Pequenas alterações na posição e profundidade da depressão poderão modificar significativamente a trajetória da frente, os horários e os acumulados de precipitação. Até dia 24, a tendência mais importante é clara: o Atlântico começa finalmente a recuperar protagonismo no estado do tempo em Portugal.