A previsão do tempo até domingo, 15 de março: “montanha-russa” térmica, regresso da chuva e ondas até 8 metros

O estado do tempo em Portugal continental nos próximos dias será influenciado pelo anticiclone, mas também por uma frente atlântica que assinalará o regresso da chuva, perspetivando-se ainda forte agitação marítima. Saiba quando e onde.
A depressão isolada em altitude (gota fria) já lá vai, neste momento situada sobre o Sul de Espanha peninsular, e as altas pressões voltam a condicionar o estado do tempo em Portugal continental, proporcionando estabilidade atmosférica e períodos de céu muito nublado, com boas abertas. Apesar da subida da temperatura máxima, especialmente nas Regiões Norte e Centro, os valores mantêm-se inferiores à média para a época do ano em todo o país.
Para amanhã - quarta-feira, 11 de março - avizinha-se um dia mais quente e ainda mais estável, seco e predominantemente soalheiro na nossa geografia, com a subida assinalada pelos termómetros a registar-se nas temperaturas máximas em várias capitais de distrito (20 ºC em Coimbra, 19 ºC em Santarém, 18 ºC em Évora, Lisboa e Castelo Branco, 17 ºC em Portalegre e Faro e 16 ºC em Viana do Castelo e Porto). Destaque também para a grande amplitude térmica diária, tendo em conta o acentuado arrefecimento noturno previsto.
Na quinta-feira (12) o panorama meteorológico no nosso país continuará sem registar grandes mudanças, refletindo a estabilidade causada pela proximidade do anticiclone dos Açores. Prevê-se novamente um dia estável, seco, com céu pouco nublado ou limpo e condicionado pelo vento Norte. Ainda assim, espera-se a formação de nevoeiro matinal em algumas zonas das Regiões Norte e Centro. E a única grande novidade prende-se mesmo com a subida das temperaturas, sobretudo das mínimas.
Modelo europeu perspetiva mudança do tempo na sexta-feira: uma nova frente a caminho?
De acordo com as últimas atualizações do modelo de confiança da Meteored (modelo Europeu) uma frente associada à região depressionária situada nas imediações da Islândia e que unirá diagonalmente Portugal, Espanha e França à Suécia, começará a varrer o nosso país a partir do meio da manhã de sexta-feira (13), atravessando-o de noroeste para sudeste.
Não obstante, terá pouca força e não estará organizada o suficiente para conseguir dobrar o sistema montanhoso Montejunto-Estrela, pelo que nas regiões mais meridionais do país o céu estará geralmente pouco nublado. Adicionalmente, prevê-se uma ligeira descida das temperaturas, sobretudo no Norte e Centro e a continuidade do vento do quadrante Norte.

Segundo os mapas de referência da Meteored, prevê-se que a probabilidade de chuva seja mais elevada nas regiões situadas a oeste da Barreira de Condensação (distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e setores ocidentais de Vila Real e Viseu). A precipitação nos referidos distritos será geralmente fraca. Além disto, os mapas mostram que deverá chover também em todas as regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, o que corresponde grosso modo às Regiões Norte e Centro, embora a precipitação seja menos provável e frequente.
Poderá haver períodos de chuva até ao início da manhã de sábado, 14 de março. A partir daí prevê-se uma rápida e abrangente estabilização das condições meteorológicas no território do Continente, com o domingo (15) a ser anticiclónico, isto é, com tempo estável, seco e soalheiro.
Fim de semana com mínimas negativas nestas capitais distritais e forte agitação marítima. Saiba quando
No sábado (14) prevê-se um drástico arrefecimento do estado do tempo. As temperaturas máximas e mínimas sofrerão uma descida abrupta devido à injeção de ar polar posterior à passagem da referida frente atlântica. A entrada de ar polar estará também associada à intensificação do vento Norte que, além de produzir rajadas até 60 km/h, especialmente durante a tarde nas Regiões Centro e Sul, agravará a sensação de frio.
Para domingo (15) espera-se uma descida das temperaturas mínimas e uma subida das temperaturas máximas, gerando-se uma grande amplitude térmica diária e evidenciando-se o carácter de “montanha-russa” térmica da segunda semana de março. As capitais de distrito mais frias do Continente serão as do Interior Norte e Centro, salientando-se Bragança e Guarda, cidades nas quais se preveem mínimas negativas (-1 ºC e -3 ºC, respetivamente).

Por último, a breve passagem da referida frente atlântica estará associada a um pequeno, mas forte período de agitação marítima. A partir das últimas horas de sexta (13), o mar tornar-se-á gradualmente mais agreste, mantendo-se assim durante todo o dia de sábado (14), com ondas de noroeste com 3,5 a 4,5 metros de altura significativa e até 7/8 metros de altura máxima. Esta intensificação da ondulação marítima registar-se-á primeiro no litoral Norte e Centro, onde durará mais tempo, mas depois estender-se-á gradualmente para o resto da faixa costeira ocidental.
Tratando-se de uma previsão cujo prazo é superior a 3 dias, lembramos que é importante acompanhar as nossas atualizações diariamente, pois pequenas alterações na posição e intensidade das perturbações atlânticas poderão influenciar a distribuição dos diferentes elementos climáticos.