Quando e como cortar a folha de aloé vera para não danificar a planta e aproveitar todos os seus benefícios
Cortar uma folha de aloé parece simples, mas fazê-lo incorretamente pode enfraquecer a planta. Qual é a idade mínima, a melhor época do ano e como fazê-lo corretamente.

O aloé vera é uma das plantas mais generosas que se pode ter em casa. Requer poucos cuidados, resiste à seca e nas suas folhas carnudas guarda um gel espesso que há séculos é usado para aliviar irritações da pele, pequenas queimaduras ou picadas.
Mas, para aproveitá-lo, é importante saber algo básico: não se deve cortar qualquer folha de qualquer maneira. Se a planta for muito jovem ou se forem retiradas muitas folhas de uma só vez, ela pode enfraquecer e demorar muito para recuperar.
Com alguns cuidados simples, por outro lado, é possível usar as suas folhas sem afetar o seu crescimento.
Quando cortar
O primeiro passo é esperar pelo momento certo. Um aloé jovem ainda está a desenvolver-se e precisa de todas as suas folhas para crescer. É por isso que é melhor não cortar as folhas antes de a planta ter pelo menos dois ou três anos de idade. Nesta idade, a planta já formou uma roseta bem desenvolvida, com várias folhas grandes e firmes.
Uma outra pista útil é o número de folhas: o ideal é ter pelo menos sete ou oito folhas. Se a planta tiver menos, é melhor esperar.

A época do ano também influencia. O aloé cresce com mais força durante a primavera e o verão, quando as temperaturas são mais altas e os dias mais longos.
Isso significa que os meses entre outubro e março costumam ser os mais adequados para cortar folhas. No outono e no inverno, o crescimento fica mais lento, por isso é melhor deixar a planta em paz.
Como cortar
O segredo está em escolher bem a folha. As melhores são as externas, que nascem na base da planta. São mais maduras, maiores e costumam conter mais gel. As folhas do centro não devem ser tocadas: é delas que nascem as novas.
O corte deve ser feito com uma faca ou tesoura bem afiada e limpa, para evitar danificar os tecidos. A folha deve ser cortada o mais próximo possível do caule, com um movimento firme. Recomenda-se retirar uma ou duas folhas de cada vez e não mais, para que a planta conserve folhagem suficiente e possa continuar a crescer sem problemas.

Após o corte, um líquido amarelado sai da folha. É a seiva natural do aloé vera, que contém compostos que podem ser irritantes.
Por isso, muitas pessoas deixam a folha alguns minutos na posição vertical, para que esse líquido escorra. Em seguida, abre-se a folha ao comprido e retira-se o gel transparente com uma colher ou uma faca. O gel pode ser usado fresco ou guardado no frigorífico durante alguns dias.

A planta, por seu turno, recupera normalmente de forma rápida. É melhor não a regar durante alguns dias, para que o corte cicatrize melhor. Ela pode então retomar a sua rotina normal de rega e de luz. Com o tempo, novas folhas tomarão o lugar das que foram retiradas.
Multiplicar o aloé vera é fácil
Uma das vantagens do aloé vera é o facto de se multiplicar facilmente. À medida que cresce, produz normalmente pequenos rebentos à volta da planta principal, conhecidos como ventosas. Quando estes rebentos têm várias folhas e pequenas raízes, podem ser destacados e transformar-se em novas plantas.

O procedimento é simples: retirar a planta-mãe do vaso, separar cuidadosamente a descendência e deixá-la ao ar durante um ou dois dias para permitir que o corte cicatrize. Em seguida, plante-a num vaso com um substrato leve e bem drenado, como os utilizados para os cactos ou as suculentas. Com uma rega moderada e boa luz, começará a crescer por si só em poucas semanas.
Com estes cuidados básicos, o aloé vera pode viver durante muitos anos num vaso e continuar a produzir folhas carnudas e cheias de gel. O segredo é simples: esperar até que a planta esteja madura, cortar apenas as folhas exteriores e dar-lhe tempo para recuperar. A planta continuará a crescer e a oferecer os seus benefícios durante muito tempo.